Lula e Flávio Bolsonaro. Foto: Brasil de Fato
Nova rodada da pesquisa aponta desaceleração da vantagem do atual presidente no primeiro turno e sinaliza um cenário de segundo turno altamente acirrado
A mais recente pesquisa Genial/Quaest trouxe novas sinalizações para a corrida presidencial de 2026. O levantamento registrou uma oscilação favorável ao senador Flávio Bolsonaro. No primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva oscilou de 40% para 39%. Ao mesmo tempo, Flávio avançou de 28% para 30%. Embora a movimentação ocorra dentro da margem de erro, a diferença caiu de 12 para 9 pontos. O resultado interrompe a tendência de alta de Lula e difere do estudo BTG Pactual.
Marco Aurélio: “Flávio pode abrir espaço para outro candidato”
Nas simulações de segundo turno, o cenário manteve o mesmo padrão de estreitamento. O presidente Lula oscilou de 45% para 44%. Já Flávio Bolsonaro subiu de 37% para 39%. Com esse resultado, o senador recupera parte do terreno perdido desde abril. Analistas avaliam que uma vitória de Lula no primeiro turno é muito improvável. A trajetória histórica do Partido dos Trabalhadores reforça essa tese. Portanto, o quadro aponta para uma disputa voto a voto na fase final.
O avanço de Flávio Bolsonaro ocorre pelo crescimento entre eleitores de centro e da direita não bolsonarista. Ele subiu cerca de cinco a seis pontos nesses grupos. Além disso, o candidato evoluiu no segmento masculino e entre independentes. Em contrapartida, o senador ainda enfrenta forte resistência no eleitorado feminino. A pesquisa mostra que as dificuldades de expansão entre as mulheres continuam desafiando a sua campanha.
O ambiente no PL reflete divergências quanto às alianças regionais. As ausências repetidas de Michelle Bolsonaro em eventos do partido expõem esse cenário. A escolha de Alfredo Gaspar gerou desconforto na liderança. As disputas pelo espólio político da família continuam ativas nos bastidores. Apesar dos gestos públicos de conciliação, o grupo ainda busca uma coesão completa para a campanha.
Os dados de rejeição e avaliação mostram um país dividido. O medo do retorno dos Bolsonaro soma 44%. Por outro lado, o temor da reeleição de Lula subiu para 41%. A aprovação do governo federal registra 48%, enquanto a desaprovação marca 47%. Esse empate técnico confirma a cristalização dos polos. Assim, a decisão da eleição dependerá da conquista dos eleitores indecisos na reta final.