Um governador precisa colocar o boné do Brasil, diz Haddad em segundo bloco do debate Haddad e Tarcísio trocam farpas (Crédito: Renato Pizzutto/Band) Embate

Um governador precisa colocar o boné do Brasil, diz Haddad em segundo bloco do debate

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Candidatos ao governo paulista divergiram sobre apoio ao agronegócio, diplomacia e a condução de operações de segurança na favela do Moinho

O segundo bloco do debate na Band trouxe momentos de forte embate direto entre os candidatos, que concentraram a discussão no apoio ao agronegócio e no alinhamento econômico do estado. Tarcísio de Freitas acenou diretamente ao setor produtivo, destacando a sustentabilidade do agro paulista, a necessidade de linhas de crédito com mais fôlego em momentos de crise e a manutenção de regras estáveis.

Em contrapartida, Fernando Haddad defendeu a busca por novos mercados e a soberania nacional, ressaltando que as exportações vêm batendo recordes históricos e exigem diplomacia forte para enfrentar barreiras impostas pelo mercado internacional.

A segurança pública voltou a elevar a temperatura da discussão quando Tarcísio relembrou a atuação das forças policiais no centro da capital, afirmando que a gestão teve coragem de intervir na Favela do Moinho para prender criminosos e remover barricadas. O candidato do Republicanos também aproveitou o espaço para fazer uma provocação ao adversário, citando uma imagem de Haddad ao lado de uma suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas na região central.

Haddad rebateu a acusação imediatamente, questionando por que as autoridades estaduais não realizaram a prisão no momento adequado caso tivessem conhecimento prévio sobre a conduta ilícita da pessoa citada. Diante do ataque, o candidato do PT subiu o tom para exigir postura do adversário na arena de debate, disparando que ele deveria ter respeito e “baixar a bola“, além de criticar grupos políticos que apoiam agressores no cenário internacional em detrimento dos interesses nacionais.

Por fim, o encerramento do bloco evidenciou visões antagônicas sobre o papel institucional do chefe do Executivo paulista no cenário macroeconômico. Haddad afirmou que cabe ao governador “colocar o boné de brasileiro” e fortalecer a diplomacia para proteger o comércio exterior, enquanto Tarcísio reforçou que a prioridade deve ser a garantia de estabilidade jurídica, a remoção de obstáculos para a produção no campo e o combate ostensivo ao crime organizado no estado.

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