Com alfinetadas, Tarcísio e Haddad abrem o primeiro bloco do debate Tarcísio e Haddad abrem os debates para as eleições 2026 (Fotos: Renato Pizzutto/Band) Eleições 2026

Com alfinetadas, Tarcísio e Haddad abrem o primeiro bloco do debate

Tamanho do texto:

Candidatos divergiram sobre avanços no ensino integral, estratégias para a “cracolândia” e indicadores de violência no estado

Neste domingo (09), a Band realiza o debate entre os candidatos ao governo de São Paulo. A etapa inicial do confronto foi marcada pelo embate direto sobre políticas públicas essenciais, com divergências centrais nas áreas de educação, segurança e no combate à cracolândia.

O debate abriu com foco na área educacional. Tarcísio de Freitas defendeu a expansão do ensino técnico e em tempo integral, destacando o salto de 12% para 42% de alunos matriculados na modalidade técnica e o fortalecimento da formação docente pelo programa Multiplica SP.

“Alunos de ensino técnico tiveram um desempenho melhor do que as do ensino regular”, disse Tarcísio.

Em contrapartida, Fernando Haddad rebateu os dados apresentados, afirmando que a escola em tempo integral não avançou na atual gestão e que o estado de São Paulo caiu da oitava para a décima posição nos índices educacionais do país.

O embate sobre a Cracolândia expôs visões distintas sobre o papel das esferas governamentais na gestão da crise no centro da capital. Enquanto Tarcísio classificou o problema como um desafio coletivo e defendeu a manutenção da rede de assistência combinada com ações na região do Arco do Triunfo, Haddad sustentou que a prefeitura deve focar no atendimento de saúde aos dependentes químicos, deixando o combate direto ao tráfico de drogas sob responsabilidade das forças policiais e com apoio do Ministério Público.

“Prefeito cuida das pessoas doentes. Tráfico de drogas é assunto da polícia”, afirmou Haddad.

No campo da segurança pública e do combate ao crime organizado, Tarcísio destacou avanços na repressão a facções criminosas, citando operações contra o PCC no setor de combustíveis e os menores indicadores de roubo da história do estado. Ele também defendeu o modelo paulista de proteção à mulher ao responder sobre índices de outros estados, citando a criação do Espaço Lilás, o protocolo Não Se Cale e a atuação de 144 delegacias especializadas.

Por fim, ao longo dessa etapa inicial, Haddad apontou a dificuldade da atual gestão em admitir o mérito de ações e instituições parceiras, além de ressaltar a importância de delimitar as competências do estado e dos municípios. O confronto inicial evidenciou o contraste entre a defesa do governo atual sobre a integração entre assistência e inteligência policial e a postura da oposição, que cobra maior clareza na divisão de atribuições e contesta os números oficiais apresentados.

Relacionados