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Com disputa apertada nas pesquisas, eleitores independentes, evangélicos, mulheres, idosos e o comportamento do Sudeste podem ter papel decisivo em uma eventual segunda etapa da eleição
A pouco mais de uma semana do primeiro turno, um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro aparece como uma disputa marcada pelo equilíbrio nas pesquisas. O cenário, porém, não depende apenas do desempenho dos dois candidatos entre o eleitorado em geral: alguns grupos podem concentrar uma parcela importante dos votos capazes de alterar o resultado da eleição, segundo análise da BBC News Brasil.
O primeiro deles é o eleitor que não se identifica claramente com Lula ou com o bolsonarismo. Pesquisas recentes classificam esse contingente de maneiras diferentes, mas apontam para uma parcela relevante do eleitorado que pode decidir seu voto mais perto da votação. Em uma disputa acirrada, a capacidade de cada campanha de atrair esses eleitores pode ser especialmente importante.
Outro ponto de atenção são os evangélicos, grupo no qual Flávio Bolsonaro apresenta vantagem nas pesquisas citadas, embora com diferenças entre os levantamentos. O eleitorado feminino, por outro lado, aparece mais favorável a Lula nas sondagens recentes. Como as mulheres representam mais da metade do eleitorado brasileiro, reduzir diferenças nesse segmento é um desafio relevante para a campanha de Flávio.
A faixa etária também pode influenciar a disputa. Eleitores com 60 anos ou mais demonstram maior intenção de voto em Lula nos levantamentos recentes, enquanto a participação dos mais jovens pode ser afetada pelo nível de interesse e mobilização política. Por fim, o Sudeste concentra quase 42% do eleitorado brasileiro e apresenta resultados divergentes entre as pesquisas. A combinação desses cinco fatores — independentes, evangélicos, mulheres, idade e distribuição regional dos votos — pode ajudar a explicar os movimentos de uma eventual disputa Lula x Flávio Bolsonaro no segundo turno.