Foto: Agência Brasil
Cessar-fogo temporário chega ao fim e pressiona plano militar para garantir navegação global
Representantes militares de mais de 30 países se reúnem nesta quarta-feira (22), em Londres, para discutir a criação de uma missão multinacional voltada à reabertura do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo. A iniciativa é liderada por Reino Unido e França em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio.
A reunião ocorre após um encontro prévio em Paris, onde cerca de 50 governos e organizações apoiaram a proposta de uma operação com caráter “estritamente defensivo”, com o objetivo de proteger o tráfego marítimo na região. Pelo estreito, passa cerca de um quinto de todo o petróleo consumido globalmente, o que torna qualquer bloqueio um risco direto para a economia mundial.
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O cenário se agrava com o fim do cessar-fogo temporário ligado à ofensiva conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã. Apesar de negociações previstas entre Washington e Teerã, ainda não há acordo sobre a retomada da livre circulação na via, que segue parcialmente bloqueada após retaliações iranianas.
Segundo autoridades britânicas, o encontro em Londres também avalia a capacidade militar disponível, a estrutura de comando e o possível envio de forças para a região. A intenção é deixar pronta uma operação que possa ser ativada rapidamente, caso as condições permitam.
O ministro da Defesa do Reino Unido, John Healey, afirmou que a prioridade é avançar em um plano conjunto que garanta a liberdade de navegação e contribua para um cessar-fogo mais duradouro. Segundo ele, o comércio internacional e a segurança energética dependem diretamente da estabilidade no Estreito de Ormuz, e uma ação coordenada entre países pode ser decisiva para evitar uma escalada ainda maior do conflito.