Bolsonaro decide demitir Filipe Martins

Bolsonaro decide demitir Filipe Martins

Situação ficou insustentável diante da disposição do Senado em indiciá-lo por racismo

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  • Jair Bolsonaro decidiu demitir Filipe Martins, assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência.
  • A demissão segue ao gesto de Martins, associado a supremacistas brancos, em audiência no Senado em 24 de março.
  • Auxiliares ainda não confirmam a data de publicação da exoneração, prevista para a sexta‑feira (9).
  • A Polícia Legislativa do Senado indica possibilidade de indiciamento de Martins por racismo, com pena de 1 a 3 anos.

O presidente Jair Bolsonaro bateu o martelo e decidiu demitir o seu assessor especial para Assuntos Internacionais, Filipe Martins. Auxiliares diretos do presidente afirmam que ainda não se sabe se a exoneração será publicada nesta sexta-feira (9), mas que o destino já está selado.

Assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Filipe Martins faz gesto relacionado a supremacistas brancos em audiência no Senado. Imagem: Reprodução/TV Senado

Bolsonaro vinha sendo pressionado a livrar-se do assessor desde que ele fez um gesto relacionado a supremacistas brancos em uma audiência no Senado no dia 24 de março. O presidente chegou a oferecer demiti-lo como forma de segurar por mais tempo o ex-chanceler Ernesto Araújo, mas depois da sua saída ruidosa, Martins acabou ganhando uma sobrevida.

A situação ficou insustentável, no entanto, com a sinalização da disposição da Polícia Legislativa do Senado em indiciar Martins. Uma perícia feita nas imagens não identificou nenhum toque do assessor em seu terno, derrubando a justificativa de que estaria ajustando o paletó. Ele deve ser indiciado por racismo, com pena de 1 a 3 anos de detenção.

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