Delegado que investigou Palocci é cotado para corregedoria da PF Antonio Palocci em foto de 2004. Foto: FMI / Domínio Público

Delegado que investigou Palocci é cotado para corregedoria da PF

Renato Carneiro apurou a quebra de sigilo do caseiro Francenildo dos Santos após denúncia contra o então ministro da Fazenda

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  • Renato Carneiro, delegado que conduziu a investigação de Antônio Palocci em 2006, está entre os candidatos à Corregedoria da Polícia Federal.
  • A possível nomeação surge após Jair Bolsonaro indicar Anderson Torres como ministro da Justiça, iniciando reestruturação na PF.
  • Torres já nomeou Paulo Maiurino para substituir Rolando de Souza na Diretoria‑Geral da Polícia Federal.
  • A aprovação de Carneiro depende da renúncia do corregedor João Vianey Xavier Filho (mandato até 2022) e há também Alessandro Moretti cotado para a Diretoria de Inteligência.

O delegado Renato Carneiro é um dos cotados para assumir a Corregedoria da Polícia Federal. O órgão deve passar por uma reestruturação depois de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ter nomeado Anderson Torres para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, no lugar de André Mendonça. Torres já empossou Paulo Maiurino em substituição a Rolando de Souza na Diretoria Geral da corporação.

Antonio Palocci em foto de 2004. Foto: FMI / Domínio Público
Antonio Palocci em foto de 2004. Foto: FMI / Domínio Público

Renato Carneiro foi o responsável em 2006 pela investigação do caso envolvendo o então ministro da Fazenda, Antônio Palocci. Na época, ficou provada a quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa após ele ter declarado na CPI dos Bingos ter visto Palocci em uma mansão frequentada por lobistas, empresários e prostitutas.

A confirmação de Carneiro depende, entre outros fatores, da renúncia do atual corregedor, João Vianey Xavier Filho, cujo mandato só se encerra em 2022.

Uma lista circula entre os integrantes da Polícia Federal com outros nomes cotados para os cargos administrativos da corporação. Para a Diretoria de Inteligência Policial, uma das mais sensíveis, o nome na mesa é o do delegado Alessandro Moretti, que foi adjunto do ministro Anderson Torres quando ele era secretário de Segurança do Distrito Federal. Para a Diretoria Executiva, que comanda aos operações policiais, o superintendente do Distrito Federal, Márcio Nunes de Oliveira, é um dos avaliados.

Dessa lista, o delegado Luiz Flávio Zampronha já foi confirmado para Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado. De acordo com a Folha de S. Paulo, Maiuruino já teria escolhido também Oswaldo Gomide para a Diretoria de Gestão de Pessoal e Marcelo Andrade como chefe de gabinete. Gomide teve trajetória profissional em outros órgãos, como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).