colunista Juliana Braga
Jornalista do MyNews
Futuro político

Maia no PSL é jogo de ganha-ganha

O ex-presidente da Câmara teria participação ativa no comando do partido e pouparia os atuais dirigentes da trabalheira
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Em entrevista ao jornal Valor Econômico, Rodrigo Maia deixou clara sua intenção de deixar o DEM, mas disse que qualquer afirmação sobre seu destino seria mera especulação. Os convites se avolumam e, sentindo-se traído, Maia tem conversado com muito poucos sobre seus planos. Mas aliados próximos (e ex-aliados também) apostam no PSL como o abrigo mais provável do ex-presidente da Câmara.

Acostumado à grandiosidade do cargo que ocupava, Rodrigo teria dificuldades de ir para o PSDB, onde dividiria holofotes com grandes nomes como o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. No PSDB, fragmentado em diversas alas, o ex-presidente da Câmara teria de conviver também com grandes egos. Correria o risco de acabar tendo os mesmos problemas que teve no DEM.

O ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia, durante palestra na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ).
O ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia, durante palestra na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ). Foto: Tomaz Silva (Agência Brasil).

No PSL, Rodrigo Maia seria o grande nome. Teria liberdade para tocar a estruturação da legenda como um projeto pessoal e fortalecê-lo em 2022. Cuidaria do projeto nacional ao qual pretende se dedicar agora que não tem mais a ocupação de comandar a Câmara.

Por outro lado, resolveria um problema para Luciano Bivar e Antônio Rueda, dirigentes do partido, que sabem do desafio que terão para eleger uma bancada próxima da que os catapultou em 2018 com Jair Bolsonaro. Na época, foram eleitos 52 deputados, o que garantiu a segunda maior fatia dos fundos eleitoral e partidário. Eleger próximo de 30 parece uma meta difícil, ainda levando-se em consideração que tanto Bivar quanto Rueda não são tão afetos a essas costuras como Maia.

Nesse jogo de ganha-ganha, apostam políticos do entorno de Rodrigo, o ex-presidente da Câmara teria o caminho para construir seu projeto de construção de uma terceira via para as eleições municipais e ainda pouparia Bivar e Rueda da trabalheira.

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