colunista Luiz Gustavo Mariano
Headhunter e sócio da Flow Executive Finders

Quer ter sucesso profissional? Mire-se nos Beatles

Tenho visto que muitos profissionais não entendem que precisam estudar (treinar) para crescerem na carreira
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Em 2008, o jornalista Malcolm Gladwell, da revista New Yorker, publicou o livro “Fora de Série – Outliers”. Nele, Gladwell fala sobre a teoria das 10 mil horas, que diz mais ou menos o seguinte: para alguém se tornar realmente bom em algo, é preciso dedicar pelo menos 10 mil horas estudando e treinando.

O autor citava exemplos fascinantes para provar a tese –entre eles, o dos Beatles. Antes de se tornar a principal banda do mundo, os quatro rapazes de Liverpool passaram horas e horas e horas tocando em bares de Hamburgo, na Alemanha. Ali, viraram músicos melhores, e quando voltaram à Inglaterra, estavam prontos para conquistar o planeta.

As ideias de Gladwell foram adaptadas de alguns estudos acadêmicos, principalmente de um em que o co-autor é o Nobel de Economia Herbert Simon. Em sua pesquisa, Simon notou que muitos jogadores do xadrez passaram até 50 mil horas estudando estratégias até se tornarem grandes mestres.

Há diversos casos em muitas áreas. Até no futebol. Pelé, Zico e Cristiano Ronaldo, por exemplo, são craques não apenas porque nasceram com o dom do futebol, mas porque aperfeiçoaram o talento nos treinamentos –na Juventus, da Itália, o CR7 é sempre o primeiro a chegar e o último a sair dos treinos.

Sabe a Maya Gabeira? É uma das principais surfistas de ondas grandes do mundo. Tem um talento nato para o esporte. Mas, em 2013, sofreu um acidente tentando pegar uma onda gigante em Nazaré (Portugal). Foi resgatada do mar, inconsciente. O que ela fez? Passou a treinar ainda mais, e em 2018 entrou no Guiness Book por ter surfado uma onda de mais de 20 metros também em Nazaré.

E tem a Maria Esther Bueno, brasileira que está entre as principais tenistas da história. Quando criança, treinava nas quadras do Clube de Regatas Tietê, em São Paulo. Conquistou 589 títulos internacionais.

Mas por que estou falando isso aqui, em uma coluna que costuma tratar de empresas e negócios? Porque tenho visto que muitos profissionais não entendem que precisam estudar (treinar) para crescerem na carreira.

Há um gap de compreensão aqui no Brasil da relação esforço x recompensa (ou realização).

Não são poucos os profissionais que acreditam que basta acordar, ir para a empresa e passar muitas horas trabalhando e… pronto, o caminho para o sucesso está pavimentado.

É uma expectativa que não tem muita relação com a realidade. Muitos olham para cima e veem gente bem-sucedida, exemplos de sucesso profissional. Mas, o que não entendem, é que essas pessoas abriram mão de muita coisa (de horas de lazer, de momentos com os amigos etc.) para estudar, para treinar –para entender qual é a melhor maneira de desenvolver o talento. Lembre-se: até os Beatles passaram horas e horas e horas treinando e ensaiando antes de pensar em tocar em programas de TV.

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