colunista Luiz Gustavo Mariano
Headhunter e sócio da Flow Executive Finders
MENSAGEM

Vou sair de férias. O que coloco em meu e-mail?

O precursor do 'fora do escritório' pode ser encontrado nos países mediterrâneos, onde uma nota manuscrita colada em frente de uma loja anuncia: 'fechado em agosto, voltamos em setembro'
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Um tema que começou (ainda bem!) a ser bastante falado nos últimos meses, muito por causa da pandemia, é a importância de conciliar o trabalho com momentos de descanso – não apenas para evitar burnout ou estresse, mas também porque, sabemos, essas tréguas na rotina nos ajudam a ser mais criativos e concentrados.

Nesse sentido, não podemos menosprezar as férias, período que nos ajuda a descansar e a reativar energias. Mas tem um detalhe nessa história que, muitas vezes, passa batido pelo nosso radar: a mensagem automática de ausência que deixamos no e-mail profissional.

Li um artigo bem interessante sobre o assunto no site da Economist. Veja só: “O precursor do ‘fora do escritório’ eletrônico pode às vezes ser encontrado nos países mediterrâneos, onde uma nota manuscrita colada na frente de uma loja anuncia ao mundo: ‘Fechado em agosto, voltamos em setembro’. A resposta automática digital foi inicialmente uma peculiaridade da Microsoft que remonta ao sistema de e-mail Xenix da empresa, no final dos anos 1980, antes de se espalhar para o mainstream nas duas décadas seguintes”, diz o artigo.

“Naqueles primeiros dias, as respostas tendiam a ser concisas e diretas. Esse estilo persiste até hoje, especialmente nos escalões mais altos das hierarquias corporativas. As respostas automáticas dos executivos C-suite raramente apresentam piadas ou emojis – isso se eles são configurados em primeiro lugar. Um executivo-chefe não precisa explicar sua ausência ou falta de resposta imediata, exceto possivelmente para o conselho (que invariavelmente será informado dos movimentos do chefe).”

Uma mensagem simples, direta e informativa. É dessa maneira que muitos profissionais escrevem as mensagens automáticas de ausência. Concordo com essa postura. Quero dizer que não acho necessariamente ruim uma mensagem bem-humorada ou que traga um pouco da intimidade do profissional –o problema é que a chance de errar a mão, de colocarmos informações desnecessárias que não serão bem entendidas pelo receptor aumenta bastante.

É legal escrever uma mensagem automática e adicionar um emoji engraçado? Sim, pode ser divertido. Mas temos de ter em mente que essa mensagem será recebida por pessoas diferentes, com diferentes visões de mundo.

Como diz o artigo da Economist: “Se você está surfando em Maui, participando de uma conferência, correndo uma ultramaratona no deserto de Mojave, escrevendo um romance ou tirando um tempo para pintar a garagem de sua mãe, ninguém realmente precisa saber os detalhes”.


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