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Embaixador italiano no Congo morre em ataque a comboio da ONU

Luca Attanasio estava no cargo desde 2018. Ele acompanhava uma missão do Programa Mundial de Alimentos
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O embaixador italiano na República Democrática do Congo, Luca Attanasio, de 44 anos, morreu nesta segunda-feira (22) em um ataque promovido a um comboio da ONU no Leste do Congo.  O ataque aconteceu por volta das 9 horas da manhã no horário local, madrugada no Brasil. A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa do Parque Nacional de Virunga, local do ataque. Além do embaixador, morreram outras duas pessoas, um policial que fazia a escolta do diplomata e uma terceira pessoa, ainda não identificada.

Embaixador italiano no Congo, Luca Attanasio, morreu em um ataque nesta segunda-feira (22). Foto: redes sociais.

O porta-voz do Parque Nacional disse que o ataque foi parte de uma tentativa de sequestro de funcionários da ONU. O embaixador viajava em um comboio do PMA, o Programa Mundial de Alimentos, junto com o Chefe da Delegação da União Europeia.

De acordo com a imprensa italiana, quando o comboio foi atacado, o diplomata foi ferido e sequestrado. Os guardas de Virunga imediatamente iniciaram uma operação para libertá-lo, mas quando ele foi resgatado, Luca Attanasio estava morto.

Ainda não há informações sobre a autoria ou a motivação do ataque. Além de sofrer com constantes surtos de Ebola, a República Democrática do Congo também enfrenta, desde os anos 1990, a violência de grupos armados nacionais e estrangeiros. Muitos grupos armados operam na região das montanhas de Virunga, entre o Congo, Ruanda e Uganda, e costumam ter como alvo os guardas florestais do parque.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Itália, Luigi Di Maio, disse que todos os esforços estão concentrados para esclarecer o que aconteceu: “hoje o Estado chora a perda de dois de seus filhos exemplares e se reúne em torno das famílias, seus amigos e colegas”.

Luca Attanasio era um dos mais jovens embaixadores da Itália no mundo. Com uma carreira dedicada às negociações de paz, estava no Congo desde 2017, onde chefiava uma missão em Kinshasa, mas já tinha passado por outros países como Suíça, Nigéria e Marrocos.Em outubro, o embaixador ganhou ou prêmio Nassiriya pela Pace, pelo compromisso com a garantia da paz entre os povos e por ter contribuído para a realização de importantes projetos humanitários.

O embaixador era casado e tinha três filhos.

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