Quando o feed virou parte do dossiê consular Smartphone, celular, em uso.

Quando o feed virou parte do dossiê consular

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Aldous Huxley ia ficar orgulhoso do Admirável Mundo Novo da IA em que vivemos. Triagem digital não é novidade; empresas filtram pelo Instagram há anos. Em tese, a máquina sinaliza e o humano decide. Na prática, programas como Babel X e Catch and Revoke usam IA para varrer redes; o oficial de imigração valida o […]

Aldous Huxley ia ficar orgulhoso do Admirável Mundo Novo da IA em que vivemos. Triagem digital não é novidade; empresas filtram pelo Instagram há anos.

Em tese, a máquina sinaliza e o humano decide. Na prática, programas como Babel X e Catch and Revoke usam IA para varrer redes; o oficial de imigração valida o que o código pré-classificou.

Recentemente me pediram ajuda sobre um caso de um adolescente brasileiro de boa família, com visto de turista para um casamento em Nova York. Suspeita, celular revistado, fotos de voluntariado nos Estados Unidos — outra categoria de visto. Cancelado, retorno imediato.

Em abril/2026, o New York Times revelou treinamento que orienta oficiais a desfavorecer quem “endossa, promove ou apoia visões anti-americanas”. Zach Kahler, porta-voz do departamento de imigração: “Se odeia a América, não tem por que exigir morar lá”.

Os EUA decidem quem entra; o ponto é onde se traça a linha. Hoje, quem traça primeiro é o código.

Oficialmente, a máquina filtra e o oficial decide. Na prática, é um algoritmo que separa, em primeira instância, quais ideias são perigosas o suficiente.

Como minha esposa avisa: pense antes de falar; vale para o que se posta.

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