Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Flávio Dino e Luiz Fux. Foto: Fellipe Sampaio | Gustavo Moreno | Antonio Augusto | Antonio Augusto | Nelson Jr./STF
Em análise, Max Telesca avalia a crescente centralidade do Supremo no cenário político brasileiro e defende o debate sobre os limites de atuação do Judiciário
O advogado Max Telesca comparou os embates atuais no Supremo Tribunal Federal com divergências entre ministros de períodos anteriores. Segundo ele, discussões históricas, como as protagonizadas por Sepúlveda Pertence e Moreira Alves, eram marcadas por divergências jurídicas, enquanto o cenário atual envolve também disputas de natureza política e institucional.
Para Telesca, o STF ganhou protagonismo político ao longo das últimas décadas, especialmente a partir do uso crescente da Corte para contestar decisões do Congresso. Ele afirmou que esse processo levou o Supremo a ocupar um espaço cada vez maior no debate público e avaliou que a atual conjuntura representa o ponto máximo dessa centralidade. Sobre o procedimento envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, Telesca considerou que a retirada de sigilos ocorreu em um momento que classificou como inadequado, mas defendeu que há base jurídica para a atuação do presidente da Corte na abertura de investigação.
Ao comentar possíveis mudanças no sistema de Justiça, ele defendeu uma reforma do Judiciário e citou temas como os chamados penduricalhos e a aposentadoria compulsória como pena. Na avaliação dele, também é necessário discutir limites para a atuação das instituições do sistema de Justiça, incluindo Judiciário, Ministério Público e advocacia.