Defesa do pai de Vorcaro pede revogação de prisão e exige que STF destrave processo Foto: CNN

Defesa do pai de Vorcaro pede revogação de prisão e exige que STF destrave processo

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A defesa de Henrique Vorcaro, empresário e pai de Daniel Vorcaro, acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (16). Os advogados Eugênio Pacelli e Frederico Gomes de Almeida Horta pediram a revogação da prisão preventiva do empresário ou a concessão de prisão domiciliar. Além disso, apontaram que o réu está detido há mais de […]

A defesa de Henrique Vorcaro, empresário e pai de Daniel Vorcaro, acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (16). Os advogados Eugênio Pacelli e Frederico Gomes de Almeida Horta pediram a revogação da prisão preventiva do empresário ou a concessão de prisão domiciliar. Além disso, apontaram que o réu está detido há mais de 90 dias sem a apreciação dos seus recursos. O pedido foi encaminhado ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, responsável por paralisar o andamento dos autos relacionados ao caso Master, e defende que a liberdade do réu seja julgada pela Segunda Turma por não envolver autoridades com foro privilegiado.

Quem é Henrique Vorcaro?

A Polícia Federal prendeu Henrique em maio deste ano. Segundo os investigadores, ele atuava como mandante, beneficiário e operador financeiro do grupo “A Turma”, que perseguia, intimidava e invadia dispositivos de opositores do seu filho, Daniel Vorcaro. Ademais, Henrique ocupava o cargo de diretor-presidente do Grupo Multiplar desde o ano 2000. A PF investiga a empresa por movimentações financeiras suspeitas com o grupo Master.

Além disso, os advogados reforçaram o pedido de prisão domiciliar humanitária para o empresário. Eles destacaram que Henrique sofre de diverticulite, uma inflamação na parede do intestino grosso com risco de morte, alegando que a doença exige cuidados médicos específicos que o sistema prisional não oferece.

Por que a tramitação do processo foi suspensa?

Edson Fachin paralisou a ação ao puxar os autos para a Presidência do STF. O ministro tomou essa decisão para definir o relator e o órgão competente do tribunal. No entanto, o plenário encerrou a sessão de terça-feira (15) sem resolver a junção das apurações dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.

Os advogados sustentam que o julgamento sobre a liberdade não pode continuar suspenso. Assim, exigem o retorno imediato da relatoria para o ministro André Mendonça.

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