Ministério da Saúde ignorou oferta de vacinas e pedidos de recursos, diz diretor do Instituto Butantan Dimas Covas na CPI da Pandemia. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado. Sem resposta

Ministério da Saúde ignorou oferta de vacinas e pedidos de recursos, diz diretor do Instituto Butantan

Dimas Covas afirma que proposta de 60 milhões de doses de imunizantes foi enviada em julho de 2020, mas não teve resposta

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  • Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, declarou na CPI da Pandemia (27/10) que ofereceu 60 milhões de doses da vacina contra Covid‑19 ao Ministério da Saúde em julho de 2020, com entrega prevista para o último trimestre de 2020.
  • O Ministério da Saúde, então sob a gestão do general Eduardo Pazuello, não respondeu ao ofício nem ao pedido de apoio financeiro de cerca de R$ 100 milhões para o estudo clínico e reforma de fábrica.
  • Covas afirmou que a falta de resposta impediu que o Brasil fosse o primeiro país do mundo a iniciar a vacinação em massa.
  • As negociações para a compra da CoronaVac pelo Governo Federal teriam sido interrompidas após manifestação contrária do presidente Jair Bolsonaro ao imunizante.

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou na CPI da Pandemia nesta quinta-feira (27) que fez uma oferta de 60 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 ao Ministério da Saúde em julho de 2020, com entrega prevista para o último trimestre de 2020. Todavia, não houve resposta da pasta dirigida, então, pelo ministro e general Eduardo Pazuello.

“Nós estamos falando de julho de 2020. E ofertamos, naquele momento, 60 milhões de doses que poderiam ser entregues no último trimestre de 2020. 60 milhões de doses no último trimestre de 2020, julho de 2020. Porque depois, como não houve uma resposta efetiva, nós reforçamos o ofício e em agosto nós solicitamos, além de reforçar o ofício, apoio financeiro ao Ministério [da Saúde], para apoiar o estudo clínico, um estudo clínico dessa dimensão custa muito caro, nós tínhamos uma previsão de gastar em torno de R$ 100 milhões nesse estudo, então solicitamos apoio ao Ministério no sentido de permitir que a gente suportasse esses gastos. E solicitamos também um apoio para reformar uma fábrica”, afirmou Covas. “Todas essas iniciativas não tiveram resposta positiva”.

De acordo com o diretor do Instituto Butantan, o Brasil poderia ter “sido o primeiro país do mundo a vacinar” e as negociações para a compra da CoronaVac, vacina do Instituto Butantan, pelo Governo Federal travaram após “manifestação do presidente Jair Bolsonaro” contrária ao imunizante.

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