PSol-Rede pede cassação de Mario Frias por suspeita de uso de emendas em filme sobre Bolsonaro Foto: Correio Braziliense

PSol-Rede pede cassação de Mario Frias por suspeita de uso de emendas em filme sobre Bolsonaro

Representação no Conselho de Ética cita suposto desvio de recursos, aporte pessoal à produtora de Dark Horse e outras possíveis irregularidades

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  • A federação PSol‑Rede protocolou na Câmara uma representação contra o deputado Mario Frias (PL‑SP) por suposta quebra de decoro parlamentar.
  • A denúncia, decorrente da Operação Make Up da PF, alega que Frias destinou R$ 2 mi em emendas ao Instituto Conhecer Brasil e R$ 645,4 mil de recursos próprios à produtora do filme “Dark Horse”, biografia de Jair Bolsonaro.
  • O grupo solicita a abertura de processo no Conselho de Ética da Câmara e, ao final da apuração, a cassação do mandato do parlamentar.
  • A representação ainda menciona viagem ao exterior sem autorização da Câmara e apreensão de sete armas, incluindo um fuzil, em endereço diferente do informado às autoridades.

A Federação PSol-Rede protocolou uma representação contra o deputado federal Mario Frias (PL-SP) por suposta quebra de decoro parlamentar. O grupo pede a abertura de processo no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados e, ao fim da apuração, a cassação do mandato do parlamentar.

A iniciativa ocorre após a Operação Make Up, da Polícia Federal, investigar suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a representação, Frias destinou R$ 2 milhões em emendas ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade apontada como vinculada à produtora do longa, no qual o deputado atua como roteirista e produtor-executivo.

O documento também afirma que Frias transferiu R$ 645,4 mil de recursos próprios para a produtora em menos de 60 dias. A federação considera o montante incompatível com os rendimentos mensais declarados pelo parlamentar, de aproximadamente R$ 44 mil. A representação menciona ainda uma suposta triangulação de recursos envolvendo uma empresa ligada a uma das principais doadoras da campanha de Frias em 2022.

Além das suspeitas relacionadas ao filme, o PSol-Rede cita uma viagem ao exterior que teria sido realizada sem autorização da Câmara e a apreensão de sete armas de fogo, incluindo um fuzil, em endereço diferente do informado às autoridades. A federação afirma que eventual processo disciplinar não depende de uma condenação criminal, pois o Conselho de Ética deve avaliar a conduta sob a ótica do decoro parlamentar, e pede acesso aos documentos da investigação conduzida pelo STF e pela PF.

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