Relatório sobre atraso da Covaxin foi feito dois meses após não entrega das vacinas A servidora e fiscal de contratos do Ministério da Saúde, Regina Célia Silva Oliveira.Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado. Investigação

Relatório sobre atraso da Covaxin foi feito dois meses após não entrega das vacinas

Renan Calheiros afirma que fiscal de contratos do Ministério da Saúde só relatou irregularidades após o início da CPI da Pandemia

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  • Regina Célia Silva Oliveira negou, na CPI da Pandemia em 6 de outubro, ter pressionado a assinatura do contrato da vacina Covaxin.
  • Senadores, com Renan Calheiros como relator, questionaram a participação da Precisa Medicamentos, empresa que deu calote ao Ministério da Saúde em 2018, na intermediação da compra.
  • Foi apontada a incongruência de um relatório sobre o atraso das vacinas, emitido em 23 de junho, quando as entregas estavam previstas para 17 e 27 de março.
  • Também se indagou por que Regina foi designada fiscal do contrato em 22 de março, embora o acordo tenha sido fechado em 25 de fevereiro.

A servidora e fiscal de contratos do Ministério da Saúde, Regina Célia Silva Oliveira, negou na CPI da Pandemia desta terça-feira (6) as acusações do colega de pasta Luis Miranda sobre ter feito pressão pela assinatura do contrato da vacina Covaxin. Ela também defendeu as tratativas para a compra dos imunizantes da Bharat Biotech.

Os senadores do colegiado, contudo, questionam a presença da Precisa Medicamentos, companhia que intermediou a transação. “Uma empresa que tinha dado um calote no Ministério em 2018, com Ricardo Barros a frente do Ministério, e a senhora também já estava lá e a senhora não lembrava do calote? E aceitar uma declaração unilateral da empresa?”, afirma Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI.

Os congressistas também levantam perguntas da razão da servidora ter feito um relatório sobre a não entrega das vacinas e o descumprimento do contrato no dia 23 de junho. As entregas dos imunizantes estavam previstas para o dia 17 de março e 27 de março.

Também foi questionado porque Regina Célia Silva Oliveira foi apontada como fiscal do contrato da Covaxin no dia 22 de março, sendo que o negócio foi fechado no dia 25 de fevereiro.

A servidora e fiscal de contratos do Ministério da Saúde, Regina Célia Silva Oliveira.Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado.
A servidora e fiscal de contratos do Ministério da Saúde, Regina Célia Silva Oliveira.Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado.
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