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Medidas adotadas por países do Escudo das Américas podem ampliar a pressão diplomática sobre o governo brasileiro e intensificar a cooperação regional contra o crime organizado
A classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações narcoterroristas transnacionais por países do Escudo das Américas pode aumentar a pressão diplomática sobre o Brasil, segundo o analista sênior de Internacional da CNN, Américo Martins. Para ele, a decisão coloca o governo brasileiro diante de uma posição adotada simultaneamente por diversos países do continente.
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Entre as possíveis consequências estão o aumento da cooperação internacional no combate ao crime organizado, além de medidas como congelamento de ativos, restrições de vistos e ações contra pessoas ligadas às facções. Os países também pretendem levar o tema à Organização dos Estados Americanos (OEA), o que pode ampliar a discussão sobre o tratamento dado às organizações criminosas na região.
Para o Brasil, a medida também evidencia uma diferença de estratégia em relação aos Estados Unidos e aos demais países que aderiram à classificação. O governo brasileiro defende o combate às facções por meio de cooperação regional, sem adotar a classificação de organizações terroristas. A decisão ocorre ainda em meio ao período eleitoral brasileiro, acrescentando uma dimensão política ao debate sobre segurança pública e relações internacionais.