Arquivos bancada evangélica - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/bancada-evangelica/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Tue, 11 Feb 2025 17:24:52 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Otoni de Paula: “O Anticristo virá do conservadorismo, da direita” https://canalmynews.com.br/coluna-evandro-eboli/otoni-de-paula-o-anticristo-vira-do-conservadorismo-da-direita/ Tue, 11 Feb 2025 19:03:40 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=50791 Candidato a presidir a Frente Parlamentar Evangélica do Congresso, o deputado é criticado por parte desse grupo por ter ido ao Planalto e orado por Lula, e reagiu: "Só se pode rezar por Bolsonaro? Lula é o quê? O capeta?"

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O deputado federal e pastor evangélico Otoni de Paula (MDB-RJ) comprou uma briga no seu próprio segmento quando esteve no Palácio do Planalto, em outubro do ano passado, e fez uma oração com a imposição de mãos sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Até hoje, quatro meses depois, Otoni é´cobrado por essa visita a Lula. Candidato a presidente da Frente Parlamentar Evangélica, que ocorre essa semana, o parlamentar tem sido apontado e chamado de “novo comunista gospel do Brasil”, como ele conta ao MyNews.

Otoni de Paula rechaça as críticas de seus pares, diz que o evangelho prega que se ore por todos, sem distinção. Sua ida ao Planalto tem sido usada contra ele nessa disputa pelo comando da bancada evangélica. Na ocasião, ele participou da cerimônia de sanção do Dia Nacional da Música Gospel.

“Não vou me submeter a uma caixinha política, que me tutela e me im​pede como cristão de orar pelo presidente da República. Só posso orar pelo Bolsonaro? Só pedir a Deus por Bolsonaro? O Lula é o quê? O capeta? O satanás? Somente o Bolsonaro é homem de Deus? O que é isso? Estão reduzindo a nossa Igreja. Nosso papel é orar pelas autoridades”, disse Otoni nessa entrevista.

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Para o parlamentar fluminense, condenar sua ida até o presidente é uma espécie de idolatria política que está se vivendo hoje nas igrejas. E ouve que, caso vença a disputa para liderar a bancada, haverá uma debandada de bolsonaristas na frente.

“Tenho divergências incuráveis com o PT, tenho divergências com o Lula, muitas, mas preciso orar pelas autoridades. Os que me condenam porque estive no Palácio do Planalto orando por uma autoridade precisa rever o cristianismo que ele prega, a Bíblia que ela lê. Ela manda orarmos pelas autoridades. E os colegas que não têm interesse na minha vitória, na frente, estão até ameaçando, se o Otoni ganhar, que vai ter uma debandada de bolsonaristas. Coisa feia. Se eu perder, vou continuar no grupo. Sou um evangélico. Questiúnculas de Bolsonaro e Lula e PL e PT são maiores que nossas causas de fé, nossos princípios e valores?”

Todavia, ainda por conta dessa sua ida ao Planalto, Otoni foi batizado de “novo comunista gospel” do Brasil. O deputado e pastor dispensa essa alcunha, mas deixa registrado que ora também pelos comunistas. Aproveitou para dizer que pede nas suas orações também pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou busca e apreensão na sua casa.

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“Querem colar em mim a imagem de que sou o novo comunista gospel do Brasil. Não tenho tendência a ser comunista, mas oro pelos comunistas também. Assim como oro pelo Alexandre de Moraes, que mandou a Polícia Federal na minha casa e suspendeu minhas redes sociais por dois anos”.

Mas, garante Otoni, que se eleito for para presidir a bancada evangélica, essa frente não será “nem um puxadinho do bolsonarismo nem subserviente ao atual governo do presidente Lula”. Entende, porém, que a pauta dos evangélicos não pode se restringir a diretriz conservadora. Que precisa ser ampliada.

“Não pode ser apenas restrita há um movimento do conservadorismo, as pautas morais que são muito importantes para a gente. Mas, e as pautas sociais? São caras para nós, somos cristãos. Quando falta o pão, o alimento do órfão, da viúva, do necessitado, tudo isso,  implica na nossa causa como membro da frente. Estamos discutindo pouco essas questões e nos prendendo muito apenas nas pautas morais e conservadoras, que são importantes, mas temos mais que contribuir para a nação”.

“O Anticristo virá do conservadorismo, possivelmente da direita”

Nesse universo no qual política e religião são práticas juntas e misturadas, há décadas, Otoni de Paula diz que os antigos pastores, profeticamente, projetaram o que ocorreria quando esse encontro – entre política e religião – se desse. Para o deputado, de 2018 para cá, porém, surgiu o que chama de novo fenômeno, que é o ódio político que dividiu a Igreja.

Otoni admite voto em Lula

O pastor-deputado puxou o raciocínio que, desde Lula, o PT sempre teve candidatos em todas eleições presidenciais e que, até 2018, quando Jair Bolsonaro foi eleito, nunca um evangélico que votou no Lula, na Dilma Rousseff ou no PT foi expulso ou chamado de falso irmão.

“É um fenômeno de 2018 para cá. Antes, todo mundo se respeitava. ‘Você votou no Lula, meu irmão? Aquele sapo barbudo. Votou no PT? Pelo amor do senhor Jesus’, dizia um ao outro, mas tinha cordialidade. Esse ódio, essa negação do direito do outro votar em quem ele quiser começou agora. E isso dividu muito a igreja”, declarou Otoni de Paula, que complementou com o raciocíonio de que o conservadorismo não é o evangelho. E que o evangelho não pode ser substituído pelo conservadorismo.

“O evangelho do senhor Jesus Cristo exige mudança de vida, transformação de comportamento a partir do arrependimeto. O conservador se acha uma pessoa tão pura, tão pura que ele não necessita do evangelho. Então, o que tá acontecendo e esse é um fenômeno. Muitos, em nome do conservadorismo, estão entrando na nossas igrejas e pegando os votos desses deputados genuinamente evangélicos. O cara chega lá e se diz bolsonarista e basta dizer assim: ‘sou a favor da vida desde  a concepção’, mas já mandou a namorada abortar três. ‘Sou contra as drogas’, mas é um cheirador de cocaína”.

Deputado afirma ser conservador

E encerra sua estrutura de pensamento com uma declaração que reconhece e admite ser um pouco polêmica. Otoni diz que é conservador, mas que, antes, vive o evangelho de Cristo, que não permite que veja a vida sob o prisma da ideologia. E que onde percebe o Cristo ali estará, seja ideia da direita ou da esquerda.

“Mas não se espante porque o Anticristo, de acordo com a Bíblia, não será alguém vindo do progressismo. Esquece, esquece. O Anticristo, de acordo com os detalhes que a Bíblia dá, ele virá do conservadorismo, possivelmente virá da própria direita. Porque a Bíblia diz que ele será uma figura tão convincente que se possível for vai engana até os salvos, os escolhidos. Ora, diz que vai enganar Israel. Portanto, o Anticristo é alguém pró-família, pró-Israel, alguém pró-valores alguém e que defende nossos princípios. E, lá na frente, diz a Bíblia, vai se revelar o Anticristo. Então, o Anticristo não pode vir da esquerda, porque senão vai me enganar, não dos ares progressistas. Mas se virá com capa protetora de Deus, Pátria e Família, aí posso me enganar porque veio com uma capa que me agrada”.

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“Tem uma elite religiosa que não quer garantir direitos” diz Pastor Henrique Vieira sobre polêmica https://canalmynews.com.br/economia/tem-uma-elite-religiosa-que-nao-quer-garantir-direitos-diz-pastor-henrique-vieira-sobre-polemica/ Sun, 21 Jan 2024 00:28:05 +0000 https://localhost:8000/?p=42078 Deputado federal fala sobre a medida suspensa pela Receita Federeal que garantia aos pastores o status de contribuinte individual e, na prática, dava às igrejas argumentos para contestar a cobrança de dívidas previdenciárias sobre as prebendas

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Em entrevista ao Canal MyNews, o Pastor Henrique Vieira fala com o jornalista político João Bosco Rabello sobre a medida da gestão de Jair Bolsonaro que foi suspensa pela Receita Federal na quarta-feira, 17. A medida garantia aos pastores o status de contribuinte individual e, na prática, dava às igrejas argumentos para contestar a cobrança de dívidas previdenciárias sobre as prebendas. A decisão gerou fortes reações da Bancada Evangélica do Congresso.

Dois dias depois, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo criou um grupo de trabalho para discutir a isenção tributária sobre a remuneração de pastores e declarou que houve uma “politização indevida” do tema. 

Nesta entrevista, o deputado federal Pastor Henrique Viera comenta o caso, fala sobre comunidades voluntárias e,  principalmente, sobre pessoas que estabelecem uma relação de emprego no trabalho para as igrejas e que não têm o reconhecimento através de garantia dos direitos, mas que são exploradas para reduzir custos: “é o capitalismo e a divisão de classes dentro das igrejas, com uma elite religiosa não querendo reconhecer”

Confira: 

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Silêncio de Bolsonaro repercute em redução da rejeição, avalia Fernando Rodrigues https://canalmynews.com.br/politica/silencio-bolsonaro-repercute-em-reducao-da-rejeicao/ Thu, 14 Oct 2021 03:46:33 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/silencio-bolsonaro-repercute-em-reducao-da-rejeicao/ Pesquisa do portal Poder 360º mostra que Bolsonaro pode ter se beneficiado de fase de armistício com o Poder Judiciário, avalia o jornalista Fernando Rodrigues

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O Poder 360º vai divulgar nesta quinta (14) mais uma pesquisa de intenção de votos para as eleições de 2022 e de avaliação do governo e do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e os dados preliminares, revelados pelo jornalista Fernando Rodrigues em entrevista ao Quarta Chamada, do Canal MyNews, apontam para uma leve redução nas taxas de rejeição ao presidente, com estabilização do apoio junto ao eleitorado católico e apoio consolidado no eleitorado evangélico.

“Temos essa pesquisa nacional a cada 15 dias e a gente incluiu nesta rodada, que será divulgada nesta quinta, uma questão sobre a preferência religiosa. Faltam 14 meses e meio para terminar o mandato de Bolsonaro e ele está há pouco mais de um mês em armistício com o Poder Judiciário e com o Legislativo. Essa fase deu um certo refresco a ele nas curvas de rejeição e aprovação”, destacou Fernando Rodrigues.

quarta chamada 13/10/21
Fernando Rodrigues acredita que fase de “silêncio” de Jair Bolsonaro teve impacto em pesquisa sobre rejeição realizada pelo Poder 360º/Imagem: Reprodução/Canal MyNews

O jornalista ressaltou que segundo o levantamento, o presidente Bolsonaro tem um apoio muito grande entre as pessoas que se declaram evangélicas e apresenta uma melhora de imagem em relação aos entrevistados que se declararam católicos, com um quarto de aprovação entre essas pessoas. “Não é um aumento expressivo, mas deu uma melhorada. Acredito que esse resultado é fruto de ele permanecer mais em silêncio, ciscar um pouco pra dentro dos que votaram em Bolsonaro em 2018 e estavam insatisfeitos com uma certa falta de educação – vamos chamar assim – do presidente”, analisou Rodrigues.

Mariliz Pereira Jorge ressaltou que pesquisa realizada pela revista Veja mostrou que o percentual de católicos que apoiam Bolsonaro é formado por pessoas ultraconservadoras, que apoiam questões como o monarquismo, anticomunistas e principalmente pessoas que valorizam as pautas conservadoras.

O jornalista do Poder 360º avaliou que os resultados não são um indicativo de que esses percentuais permanecerão sem alteração, haja vista questões com grande impacto junto à população, como a crise econômica, a alta no preço da gasolina e do gás de cozinha, o desemprego no país, a alta da inflação, entre outros fatores de instabilidade. Rodrigues avalia que Bolsonaro deverá usar de várias estratégias até as eleições para tentar garantir o segundo mandato, inclusive conceder o “Auxílio Brasil” num valor mais elevado do que possam permitir as contas públicas, em busca dos votos dos eleitores mais pobres.

Apoio de evangélicos faz bancada no Congresso pressionar para aprovação de André Mendonça ao STF

O apoio dos evangélicos é importante para Bolsonaro e faz bancada no Congresso Nacional pressionar para a aprovação de André Mendonça para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O nome de Mendonça foi encaminhado para sabatina no Senado e aprovação do Congresso há 90 dias e até agora não há previsão de data para que o candidato a ministro seja sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) avaliou que compete, dentro do espírito republicano, ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Davi Alcolumbre (DEM-AP), pautar a data para a sabatina. Ele não acredita que o presidente do Senado leve o assunto diretamente ao plenário.

“Os senadores é que devem proceder a esta sabatina – no que pese eu ser crítico à forma como os senadores se posicionam diante dos sabatinados, que infelizmente é pro foma. Você não tem história de recusa dos sabatinados. […] Nesse quesito, compete ao chefe do Executivo indicar a pessoa e a ela compete ter conhecimento jurídico e ser uma figura ilibada”, explicou Contarato, para completar:

“Agora, nós temos que entender que têm fatores políticas. Rodrigo Pacheco (DEM-MG) foi alçado à presidência do Senado por Davi Alcolumbre. Então, acho que levar direto a plenário sem passar pela CCJ ia ficar uma situação um tanto delicada politicamente. Vejo que Alcolumbre pode ceder e pautar a indicação de André Mendonça, sim”.

Na avaliação da jornalista Juliana Braga, a bancada evangélica deve aumentar a pressão para que a sabatina seja marcada pelo senador Davi Alcolumbre. A demora estaria repercutindo também na imagem do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

“Para a bancada evangélica, quanto mais Alcolumbre segura, mais Pacheco passa a imagem de fragilidade, de que é presidente do Senado, mas não consegue resolver uma questão desse tamanho. Bolsonaro não deve entrar em campo por Mendonça e também não deve trocar o nome. Antes que Pacheco interfira na CCJ, é possível que Alcolumbre tome a iniciativa de agendar a sabatina”, analisou Braga.

O Quarta Chamada conversou com o senador Fabiano Contarato (Rede-ES) e com o jornalista do Poder 360º Fernando Rodrigues. Veja a íntegra do programa no Canal MyNews

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Silêncio de Bolsonaro em cerimônia irritou evangélicos https://canalmynews.com.br/juliana-braga/silencio-de-bolsonaro-em-cerimonia-irritou-evangelicos/ Thu, 16 Sep 2021 14:58:58 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/silencio-de-bolsonaro-em-cerimonia-irritou-evangelicos/ Em uma espécie de “batalha final”, lideranças fazem pressão em várias frentes para garantir sabatina antes que seja tarde demais

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A pressão expressiva esta semana em Brasília pela marcação da sabatina do ex-advogado da União André Mendonça não é mera coincidência. Lideranças evangélicas, que apoiam sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF), passaram a desconfiar de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não estaria dando prioridade ao assunto como eles gostariam. Um episódio deixou evidente a falta de cuidado e irritou integrantes da bancada no Congresso: o silêncio de Bolsonaro no lançamento de um programa do qual Mendonça participou da elaboração.

Na última segunda-feira (13), Bolsonaro lançou no Palácio do Planalto o programa Habite Seguro, que subsidia o financiamento imobiliário para policiais militares. O governo correu para lançar a medida antes dos protestos de 7 de setembro, para engrossar as manifestações, mas o aceno a essa parte da base do presidente acabou só saindo esta semana.

André Mendonça participou da elaboração da proposta quando era ministro da Justiça. Medidas de melhoria da qualidade de vida dos policiais, incluindo moradia, fazem parte do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) desde 2018, quando foi implementado, mas só ganharam tração na gestão de Bolsonaro. Embora tenha participado da maior parte da elaboração do programa, André Mendonça sequer foi convidado para a cerimônia, relatam seus aliados.

E mais, Bolsonaro não o mencionou em seu discurso no Planalto. Coube ao atual titular da Justiça, Anderson Torres, fazer jus à sua participação.

Presidente Jair Bolsonaro ao lado de seu vice, Hamilton Mourão, e do ministro da Justiça, Anderson Torres durante lançamento do programa Habite Seguro
Presidente Jair Bolsonaro ao lado de seu vice, Hamilton Mourão, e do ministro da Justiça, Anderson Torres durante lançamento do programa Habite Seguro. Foto: Alan Santos (PR)

Os entusiastas da indicação de André Mendonça ao STF viram no silêncio do presidente um sinal de falta de empenho.  Afirmam que Bolsonaro não está tratando a situação com a prioridade que gostariam. Decidiram intensificar a pressão em várias frentes, antes que seja tarde demais. Indicado em 13 de julho, Mendonça já é o postulante que mais aguardou para a marcação de sua sabatina. Augusto Aras, cujo nome foi oficializado para a recondução à Procuradoria-Geral da República uma semana depois, em 21 de julho, já até assumiu o posto.

Na quarta-feira (15), o pastor Silas Malafaia cobrou mais empenho do presidente. Acompanhado de Mendonça e outras nove lideranças evangélicas, rechaçou qualquer possibilidade de troca e insistiu na nomeação do ministro “terrivelmente evangélico”. 

Bolsonaro foi cobrado a exigir o apoio de sua base aliada no Senado, valendo-se dos tradicionais instrumentos de pressão política: cargos e emendas parlamentares. Inclusive retirando cargos daqueles que estariam fazendo “corpo mole”. Ele foi lembrado que as medidas foram usadas na eleição de Arthur Lira (PP-AL) à presidência da Câmara e deram certo. 

Pressão também no presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Integrantes da Frente Parlamentar Evangélica se reuniram com o senador também nesta quarta e cobraram pela marcação da sabatina. Segundo o deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP), ele se comprometeu em marcar.

A prerrogativa, no entanto, é do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Davi Alcolumbre (DEM-AP). Ele foi questionado por pelo menos quatro senadores durante a reunião do colegiado e se esquivou de afirmar quando o evento será marcado. A maior parte dos parlamentares fazia parte do grupo Muda Senado, de oposição ao amapaense quando ele presidia a Casa.

A demora, dizem aliados de Mendonça, conseguiu até reverter votos de senadores incomodados com a postura de Alcolumbre. Alessandro Vieira (Cidadania-SE), que vinha sendo contabilizado como um voto contra, fez nesta quarta a cobrança mais contundente. 

“Quais são as razões republicanas para que se tenha o maior retardo da história na realização da sabatina do indicado”, inquiriu. “Não cabe ao Senado interferir na indicação, não cabe ao Senado negociar nomes para a indicação. Então peço, porque não consigo visualizá-los, quais são os elementos que fazem com que vossa excelência, no honroso cargo de presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, se negue a fazer o agendamento de uma sabatina simples de uma autoridade indicada”, completou.

íntegra do programa ‘Café do MyNews‘ desta quinta-feira (16), que abordou a pressão da bancada evangélica sobre o presidente Bolsonaro.

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“Seria ridículo se não fosse trágico”, diz Boulos sobre intimação da PF https://canalmynews.com.br/politica/seria-ridiculo-se-nao-fosse-tragico-diz-boulos-sobre-intimacao-da-pf/ Thu, 02 Sep 2021 13:30:41 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/seria-ridiculo-se-nao-fosse-tragico-diz-boulos-sobre-intimacao-da-pf/ Político do PSOL comenta intimação após publicação sobre Bolsonaro e fala em “momento autoritário”

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Em abril de 2021, a Polícia Federal intimou o ex-presidenciável Guilherme Boulos (PSOL) por uma publicação feita em seu Twitter em abril de 2020. O professor e coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) afirma que a Lei de Segurança Nacional está sendo utilizada de maneira abusiva e intimidatória.

“Seria ridículo se não fosse trágico. É sintomático do momento autoritário que a gente está vivendo no Brasil intimar alguém por um tweet, não tem o menor cabimento. Você expressar sua opinião e a Polícia Federal dizer que o presidente se sentiu ameaçado”, diz Boulos. “A Lei de Segurança Nacional tem sido usada de forma recorrente e abusivamente, não só contra opositores políticos, contra ativistas, contra comunicadores, como no caso do Felipe Neto. É um escândalo, esculhambação, já deveria ter sido inclusive revista essa legislação e hoje está sendo usada como instrumento de poder e intimidação pelo Bolsonaro”.

Após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmar “eu sou a Constituição”, Boulos escreveu em sua rede social: “Um lembrete para Bolsonaro: a dinastia de Luís XIV terminou na guilhotina”. Boulos afirma que fez uma analogia histórica e não incentiva a violência.

Evangélicos e 2022

O integrante do MTST também confirmou que esteve recentemente com Marcos Pereira, bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus e deputado federal de São Paulo pelo Republicanos. Boulos afirma que a agenda teve como objetivo construir pontes com a população evangélica.

“A gente tem que ter a capacidade, na política e na vida, de dialogar não só com quem pensa igual a gente, mas também com quem pensa diferente. Só tem receio disso quem não tem muita segurança ou firmeza nos seus princípios, naquilo que acredita. Eu tenho bastante segurança naquilo que eu acredito, nos meus valores, do lado que eu estou e dialogo com quem precisar dialogar. Nesse caso em particular, eu tenho colocado há um bom tempo a questão da necessidade de ter uma novas pontes entre a esquerda e o povo evangélico. Nós temos mais de 40 milhões de evangélicos no Brasil. Os evangélicos estão essencialmente nas periferias urbanas, povo pobre, povo que sofre, os grandes problemas da desigualdade, da falta de serviços públicos. Eu não acho razoável esse divórcio entre esquerda e esses problemas”, afirma Boulos.

O político do PSOL afirma que ainda não é o momento de discutir as eleições de 2022, mas sim de construir o impeachment de Bolsonaro. Todavia, Boulos defende a “unidade do campo progressista em nível nacional” e destaca a importância de “acabar com o tucanistão, essa capitania hereditária de 30 anos do PSDB aqui em São Paulo”.

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Lula fura bolha de Bolsonaro e tem maioria numérica entre evangélicos https://canalmynews.com.br/politica/lula-fura-bolha-de-bolsonaro-e-tem-maioria-numerica-entre-evangelicos/ Thu, 13 May 2021 15:12:10 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/lula-fura-bolha-de-bolsonaro-e-tem-maioria-numerica-entre-evangelicos/ Segundo o Datafolha, 35% dos evangélicos votariam em Lula no 1º turno e 34% em Bolsonaro, petista também avança entre empresários

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A mais recente pesquisa do Instituto Datafolha guarda mais notícias ruins para o presidente Jair Bolsonaro além da dianteira folgada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas intenções de voto para 2022. O resultado é reflexo não apenas de um desgaste da atual gestão, mas também de uma entrada do petista em eleitores tidos como o núcleo duro do bolsonarismo. Lula já está à frente entre os evangélicos.

Segundo pesquisa Datafolha, Lula venceria o segundo turno contra o atual presidente, Jair Bolsonaro.
Segundo pesquisa Datafolha, Lula venceria o segundo turno contra o atual presidente, Jair Bolsonaro. Foto: Ricardo Stuckert (Agência PT).

Uma análise nos pormenores dos dados mostra que Lula conseguiu a maioria numérica  entre eleitores evangélicos — 35% dessa fatia do eleitorado afirmou votar no petista no primeiro turno. Em seguida aparece Bolsonaro, com 34% e empatados em terceiro e quarto aparecem o ex-juiz Sergio Moro e o apresentador Luciano Huck.

O Datafolha ouviu 2.701 pessoas de forma presencial em 146 municípios entre os dias 11 e 12 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Em março, o instituto havia perguntado aos brasileiros se Lula deveria concorrer ou não às eleições. Na época, 55% dos evangélicos foram contrários.

Lula conseguiu também um bom naco entre empresários, que, em março, eram majoritariamente contrários à sua candidatura — 72% do total. Agora em maio, 26% já admitem votar no petista, um percentual ainda bem inferior aos 49% que apoiam Bolsonaro. Entre quem ganha entre 5 e 10 salários mínimos, há 26% de intenção de votar no PT e 30% no atual presidente. No levantamento anterior, 62% discordavam da presença do nome de Lula na urna.

Ainda que perguntas diferentes, a comparação entre as duas pesquisas mostra o impacto do avanço da pandemia do coronavírus na avaliação do presidente. Março havia sido o pior mês desde o início da crise, com 66 mil mortos. Iniciamos abril com cerca de 320 mil mortos e encerramos passando da casa dos 400 mil.

Todo o cenário combinado com o início da CPI da Pandemia contribuíram para aumentar o desgaste da atual gestão. O mesmo Instituto Datafolha mostra uma rejeição de 54%, ultrapassando a metade do eleitorado. Em cenários de segundo turno, Bolsonaro aparece numericamente atrás de candidatos que não pontuam sequer 10% no primeiro, como Ciro Gomes (PDT) e João Doria (PSDB).

A campanha ainda não começou e a tendência é que os ataques a Lula se intensifiquem na medida em que as eleições se aproximarem. Bolsonaro pode acabar reduzindo a rejeição com o avanço da vacinação e com um início de retomada na economia. Mas o resultado do levantamento já mostra que se o objetivo com o acirramento do discurso era fortalecer o que o Planalto acreditava ser o seu núcleo duro, a estratégia pode não estar dando certo.

Íntegra do programa ‘Café do MyNews‘ desta quinta-feira (13), que detalhou a última pesquisa Datafolha.

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Poder, religião e medo: MyNews Traduz explica os evangélicos na política https://canalmynews.com.br/mais/poder-religiao-e-medo-mynews-traduz-explica-os-evangelicos-na-politica/ Sun, 25 Apr 2021 20:17:48 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/poder-religiao-e-medo-mynews-traduz-explica-os-evangelicos-na-politica/ Uma das maiores e mais importantes bancadas do Congresso, a Frente Parlamentar Evangélica é assunto de debate

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Criada em 2003, a Frente Parlamentar Evangélica (FPE) tem hoje a assinatura de mais de duas centenas de congressistas, inclusive do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). O MyNews Traduz, programa exclusivo para membros do canal, conversou com dois especialistas para entender como é a atuação dos evangélicos na política partidária.

A jornalista e cientista política Deysy Cioccari destaca que antes da Constituição de 1988, os evangélicos já estavam na política, mas de maneira isolada, e que é com a criação da FPE que o grupo ganha força. Apesar da Frente Parlamentar ser formada por diversos partidos, ela enxerga uma unidade discursiva.

“Eles [evangélicos] tem uma pauta ideológica muito forte. Eles são contra a igualdade de gênero, contra o casamento de pessoas do mesmo sexo, aborto, inclusive foi essa pauta que lançou o [Jair] Bolsonaro em 2014”, diz Cioccari. “Eles trabalham muito forte, é impressionante, com a questão da preservação de costumes. Não é tanto uma bancada, uma frente parlamentar que prega, como a bancada das armas, a criação de pautas. Eles estão na preservação de costumes.”

A jornalista destaca que o medo é um elemento que organiza o discurso do grupo político. O coordenador do programa de pós-graduação em ciência da religião da PUC São Paulo, Edin Sued Ahumanssur, concorda com a avaliação e destaca que o medo é, também, um elemento central da religião de uma maneira geral.

Ahumanssur afirma que a Assembleia de Deus, seguida pela Universal do Reino de Deus, são as igrejas evangélicas com o maior participação na política partidádia. O professor da PUC diz que os evangélicos, assim como os militares, são um elemento importante do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“Evangélicos de um lado e militares do outro. É isso que compõe os escalões do governo do presidente Bolsonaro. E isso é muito sintomático e revelador do que é esse governo que se pauta na força da arma por um lado, ou no imaginário, simbolicamente, a questão do Exército, e na força da religião, diz Ahumanssur.

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Frente evangélica não endossa nem Aras nem Mendonça https://canalmynews.com.br/politica/frente-evangelica-nao-endossa-nem-aras-nem-mendonca/ Wed, 07 Apr 2021 13:54:41 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/frente-evangelica-nao-endossa-nem-aras-nem-mendonca/ Embate para a liberação ou não de celebrações religiosas presenciais tem disputa por vaga no STF como pano de fundo

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O Supremo Tribunal Federal (STF) tem hoje mais um capítulo envolvendo a realização de reuniões e celebrações em igrejas. O plenário irá analisar qual entendimento deve prevalecer, se o de Gilmar Mendes, favorável à autonomia dos gestores locais para decidir, ou se o de Kassio Nunes, pela liberação de missas e cultos. O julgamento promete embates mas o pano de fundo da discussão mesmo envolve outros dois personagens, menos dados a holofotes: o procurador-Geral da República, Augusto Aras, e o advogado-Geral da União, André Mendonça, em franca disputa por uma vaga na Corte.

Sede do Supremo Tribunal Federal em Brasília, DF.
Sede do Supremo Tribunal Federal em Brasília, DF. Foto: Leandro Ciuffo (Flickr).

Ambos têm feito acenos à base evangélica do presidente Jair Bolsonaro, que prometeu indicar alguém “terrivelmente” fiel à religião. André Mendonça foi o autor do pedido para Kássio Nunes exigir o cumprimento da sua decisão pelo prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil. Augusto Aras foi autor de outro pedido – o para deixar com Kassio Nunes a ação relatada por Gilmar Mendes. Só tem um problema. A bancada não endossa nenhum dos dois.

Dos dois, André Mendonça é o que menos tem antipatia da turma, porque é evangélico. Mas os parlamentares reclamam da falta de interlocução do advogado-Geral da União que, para piorar, ainda é de uma vertente evangélica minoritária na bancada. Eles reconhecem, no entanto, que Bolsonaro não prometeu escolher um indicado pela bancada, prometeu apenas indicar alguém evangélico. Mendonça pelo menos atende ao critério.

Já Augusto Aras nem evangélico é. Os religiosos próximos ao presidente já avisaram: caso ele seja o escolhido, o presidente vai precisar se explicar com a sua base. Os eleitores evangélicos têm se mostrado fiel a Bolsonaro, mesmo nos momentos mais controversos, mas, nesse caso, ele estaria descumprindo uma promessa. Não costuma ficar bem. 

Líderes religiosos já entregaram a sua lista tríplice ao presidente. Fazem parte dela o juiz do Tribunal Regional Federal da 2ª Região William Douglas, o advogado e desembargador aposentado, Jackson di Domenico, e o integrante do Ministério Público Federal Eduardo Sabo Paes. 

A expectativa é de que o plenário do STF confirme hoje a autonomia dos gestores locais para decidir sobre a restrição de atividades em igrejas. Um grupo de parlamentares se reuniu ontem com o presidente Luiz Fux para pedir o adiamento da análise. Eles apostavam numa melhora na crise sanitária e numa análise em clima menos conflagrado, mais adiante. Fux, no entanto, afirmou só poder adiar caso o Gilmar Mendes, relator do processo, pedisse.

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