Arquivos covid - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/covid/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Thu, 23 Nov 2023 16:34:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Síndromes respiratórias têm maior impacto em idosos e crianças https://canalmynews.com.br/brasil/sindromes-respiratorias-tem-maior-impacto-em-idosos-e-criancas/ Thu, 23 Nov 2023 20:00:45 +0000 https://localhost:8000/?p=41423 De acordo com InfoGripe, da Fiocruz, os casos de SRAG em crianças estão associados a diferentes vírus respiratórios

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O Boletim Infogripe divulgado nesta quinta-feira (23) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) reforça o alerta de que as síndromes respiratórias agudas graves (SRAG) causadas por vírus provocam maiores impactos na saúde de crianças e idosos brasileiros.

A Fiocruz informa que, enquanto a incidência de SRAG apresenta impacto mais elevado nas crianças até dois anos de idade, em termos de mortalidade ocorre o inverso, com a população a partir de 65 anos sendo a mais impactada.

De acordo com o InfoGripe, os casos de SRAG em crianças estão associados a diferentes vírus respiratórios, como o rinovírus, o Sars-CoV-2 (Covid-19), o vírus sincicial respiratório (VSR) e o adenovírus. Nos idosos, as ocorrências são principalmente em consequência do Sars-CoV-2.

Apesar disso, os dados por faixa etária apontam interrupção na tendência de crescimento de SRAG viral na população adulta e queda em crianças e adolescentes, o que se deve principalmente à queda ou estabilização nos casos associados à covid-19 em estados das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul

Os dados levantados pelo Infrogripe são referentes ao período de 12 a 18 de novembro, e a atualização do boletim tem como base os dados os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 20 de novembro.

A prevenção à coivid-19 é gratuita e pode ser obtida por todos os cidadãos nos postos de saúde por meio da vacinação. Desde o início da circulação da variante Ômicron no país, em 2022, doses de reforço são consideradas indispensáveis para a proteção completa, especialmente as da vacina bivalente.

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Justiça leva em média um ano para dar resposta a processos de saúde https://canalmynews.com.br/saude/justica-leva-em-media-um-ano-para-dar-resposta-a-processos-de-saude/ Mon, 08 May 2023 14:50:26 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=37502 Em 2022, foram abertos 295 mil processos relacionados ao SUS

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Somente no ano passado, foram abertos mais de 295 mil processos na Justiça, que contestam algum aspecto relacionado ao atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2021 e 2020, o total foi de 250 mil e 210 mil, respectivamente, o que indica aumento gradual, a cada ano.

Em relação à rede privada, 2022 registrou 164 mil processos novos. Em 2021 e 2020, foram abertos 137 mil e 135 mil processos judiciais, respectivamente. Já neste ano, o total também foi inferior ao do SUS -, embora a comparação deva levar em consideração a magnitude do sistema público.

A quantidade elevada no período de 2020 a 2022 pode sinalizar um boom por causa da pandemia de covid-19. Porém, quando se observam outros dados, que não têm relação com o contexto da crise sanitária, percebe-se, nitidamente, a lentidão dos julgamentos. O tempo médio para o Poder Judiciário julgar a causa, quando o caso envolvia tratamento oncológico, ou seja, para câncer, tanto no SUS quanto na rede privada, era de 277 dias, em média, em 2020. Três anos depois, saltou para 322. Isso significa que uma pessoa em situação de fragilidade aguarda quase um ano até saber se terá direito a receber atendimento.

Um dos grupos de processos judiciais com mais demora é o referente a doações e transplante de órgãos. De 2020 para 2021, viu-se uma redução de 621 para 439 dias, em média. Contudo, em 2022, a duração média de tramitação até o julgamento foi de 825 dias. Em 2023, o patamar ainda não sofreu redução expressiva no que se refere a tempo de trâmites nos tribunais, ficando em torno de 713 dias.

O advogado Leonardo Navarro, integrante da Comissão de Direito Médico e Saúde da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em São Paulo, é especializado na área há cerca de 15 anos. Há uma década, segundo ele, começou a crescer o nível de judicialização da saúde no país, o que acendeu um alerta para o SUS, a Agência Nacional de Saúde (ANS) e as operadoras de saúde. A reação foi a de tentar evitar.

Depois de tanto tempo de carreira, Navarro diz não ver, atualmente, “grande dificuldade” para quem precisa acionar a Justiça a fim de assegurar um direito na área da saúde. “Temos aí diversas universidades que têm convênio com a OAB, com o próprio Judiciário, o Poder Público, justamente para viabilizar o acesso de pessoas que não têm renda. Em São Paulo, há uma Defensoria Pública super capacitada”, comenta.

Navarro reconhece, no entanto, que nesse caminho percorrido por quem não tem condição de pagar honorários falta rapidez. “Tem agilidade? Tem aquela pessoalidade que teria com o advogado [contratado]? Não, lógico que não, mas tem a prestação de serviço pelo Estado”, diz.

A presidente da Associação de Fibrose Cística do Espírito Santo, Letícia Lemgruber, tem como um dos temas e lutas de sua vida as doenças raras. Ela tem um filho com fibrose cística, que consiste no mau funcionamento das glândulas exócrinas, que produzem secreções. A doença afeta os órgãos reprodutores, pâncreas, fígado, intestino e pulmões.

Um dos obstáculos para pacientes de doenças raras é conseguir as chamadas drogas órfãs, ou seja, medicamentos para seu tratamento, que ganharam esse nome por serem produzidas por big pharmas e por seu alto valor, o que implica dificuldade para obter pelo SUS e a necessidade de se recorrer à judicialização.

Como exemplo de lentidão, no acesso a medicamentos, Letícia menciona o ivacaftor, que foi a recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) para ser oferecido, pelo SUS, ao tratamento de pacientes com a fibrose cística, feita em dezembro de 2020. Somente em outubro de 2022, conforme relata a representante da associação, é que pacientes com o diagnóstico da doença podem ter a medicação gratuitamente, pela rede pública.

“Ou seja, demora muito até chegar à mão do paciente. E é exatamente porque essas etapas acabam tendo uma velocidade incompatível com a progressão da doença, especialmente das doenças raras, que o paciente não tem outro caminho para acessar a medicação que não o Judiciário”, diz ela, que também presta consultoria à Associação Brasileira de Assistência à Mucoviscidose (Abram).

“A primeira barreira é o tempo dessas etapas. A segunda é a exigência de registro na Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária], que permite o acesso pelo SUS. Se o laboratório não pede o registro, ele nunca vai acessar por meio do SUS, só judicialmente. E a terceira barreira é o preço. Aí que vem a nossa briga”, acrescenta.

Agência Brasil pediu um posicionamento do Ministério da Saúde e da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) sobre a judicialização, mas não teve retorno até o fechamento desta matéria.

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Como os dados da Web em tempo real funcionam no setor de saúde? https://canalmynews.com.br/tecnologia/como-os-dados-da-web-em-tempo-real-funcionam-no-setor-de-saude/ Tue, 06 Dec 2022 16:37:55 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34802 Presença da tecnologia no setor de saúde já é uma realidade

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Se tem uma coisa que a Covid-19 demonstrou foi a falta de preparação das autoridades públicas com relação ao monitoramento e eficiência na distribuição de vacina. Boa parte do ocorrido deve-se ao fato de que até aquele momento não havíamos nos atentado para a necessidade de monitoramento em massa, bem como, da importância da tecnologia no cuidado à saúde pública. 

A distribuição lenta de vacinas, e a falta de acompanhamento dos casos, fizeram com que dezenas de outros surgissem, e tudo isso poderia ter sido evitado com dados da web para plataformas de saúde. Com esses dados seria possível o monitoramento dos casos, da distribuição de vacinas, além da percepção sobre as tendências de saúde da população. Vamos compreender melhor como funciona o sistema. 

Como funciona a obtenção de dados em tempo real na saúde?

Atualmente a presença da tecnologia no setor de saúde já é uma realidade. Vários sistemas hospitalares foram implementados, substituindo os antigos prontuários manuais. Tais sistemas são capazes de armazenar todo o histórico do paciente, suas consultas, resultados de exames e demais atividades que realizou no local. 

Com isso, esses dados ao receberem a utilização de uma ferramenta de compilação de dados, a qual além desses itens irá monitorar todas as tendências do mercado de saúde, recolher discussões, fiscalizar a distribuição de vacinas, extrair dados de preços de suprimentos e muito mais, terá uma excelente mescla de informações, capaz não somente de acelerar o atendimento. 

Como também, a capacidade de otimizar o fornecimento de seguros de saúde, a detecção de fraudes e abusos, bem como, a possibilidade de elaborar planos de cuidados preventivos, evitando futuras ondas de pandemias mundiais, além de se manter um passo a frente caso isso aconteça. 

E tudo isso é realizado com a compilação e análise dos dados obtidos. Os dados são a chave para o desenvolvimento do setor de saúde, sua melhoria, automação e unificação, tornando o atendimento mais preciso, além de muito mais rápido, em virtude de todas as informações do paciente estarem concentradas em um único local. 

A prática, além de melhorar a eficiência nos atendimentos, reduz os custos, tendo em vista que pode atuar de maneira preventiva, realizando também atendimentos reativos, em vez de só encontrar a solução quando os casos já estão críticos, demandando mais tempo e recursos.  

Dessa forma, para que essas hipóteses aconteçam, o recolhimento dos dados pode advir de alguns locais, como, por exemplo:

  • Reunião de dados de fóruns de discussão, motores de busca, portais de notícias, blogs da indústria;

  • Compilação de canais de comunicação sociais de quaisquer das plataformas;

  • Possibilidade de acompanhamento de propagação de doenças com coleta de informações de históricos;

  • Obtenção de dados em tempo real de preços dos suprimentos médicos, de equipamentos, bem como, de serviços médicos prestados;

  • Reunião de dados de marcas concorrentes para análise de sua atuação, implementação de estratégias, média de preços e serviços oferecidos;

  • Localização de violações de produtos médicos, incluindo farmacêuticos para esclarecimento sobre locais de venda de medicamentos sem receita;

  • Informações governamentais sobre os cuidados com a saúde;

  • Possibilidade de encontrar os melhores talentos médicos, com o recolhimento de informações de avaliações dos pacientes e das unidades de saúde;

  • Compilação de avaliação de pacientes sobre sua marca e cuidados com retroalimentação.

Com isso, os dados de web para as plataformas de saúde só tem a agregar, melhorar o serviço, otimizar o atendimento e até mesmo poupar recursos, vez que quando se otimiza um atendimento, poupam-se recursos, pois o diagnóstico precoce faz com que novos exames e mais serviços sejam dispensáveis. 

Quais os benefícios de usar dados da web em tempo real na saúde? 

Agora que já foi possível compreender um pouco mais sobre como os dados da web seriam compilados e adquiridos, é preciso mencionar os benefícios que a análise desses dados traria para o setor médico, não somente para as operadoras de planos de saúde, mas também para o sistema público, vez que poderiam ser poupados recursos, além de implementar medidas preventivas, o que não permitiria o agravamento de diversas situações. 

Sendo assim, podemos dizer que o uso de dados da web para o setor da saúde só vem a agregar benefícios para o segmento. Trazendo um monitoramento em tempo real de pandemias, de distribuição de vacinas, de contenção e prevenção com cuidados com doenças que ainda estão em crescimento, bem como, é possível mensurar se as medidas atuais estão ou não sendo eficazes. 

Na pandemia de Covid-19, por exemplo, duas das grandes dificuldades enfrentadas foram a divulgação e propagação das notícias com relação aos cuidados oficiais que deveriam ser tomados com relação à doença, e o segundo empecilho enfrentado foi com relação ao monitoramento da distribuição das vacinas. Obviamente que houve muita questão política envolvida. 

No entanto, os dois fatores foram as principais barreiras para um excelente acompanhamento e monitoramento da doença, fatos estes que poderiam ser mais brevemente resolvidos com um melhor acompanhamento e compilação de dados de cada usuário. 

Com isso, seria possível não somente medir a quantidade de casos ativos, como também vislumbrar onde estava o principal foco, além de monitoramento de uma melhor distribuição da vacina, fazendo com que a vacina chegasse em áreas de maior necessidades, ao invés de acumular-se em locais em que não eram mais necessárias. 

Dessa forma, o uso de dados da web para o segmento da saúde podem trazer benefícios nos seguintes pontos, vejamos: 

  • Uma revolução no sistema de saúde, com uma melhoria no atendimento;

  • Poupança de recursos, vez que todo o histórico do paciente estaria presente;

  • Monitoramento em tempo real de doenças, auxiliando na melhoria e embasamento da tomada de decisões para órgãos públicos e sistema privado;

  • Possibilidade de estar por dentro das tendências do mercado de saúde não somente em âmbito nacional, como também no mundo todo;

  • Monitoramento da distribuição de vacinas e medicamentos com cobertura pelo sistema único de saúde, possibilitando que tais remédios cheguem a áreas que estão necessitando;

  • Acompanhamento de notícias, novidades e discussões dos principais fóruns e plataformas digitais; 

  • Comparações de preços de medicamentos e serviços médicos, com a possibilidade de um melhor conhecimento sobre os concorrentes;

  • Análise de estoques e melhores prestadores médicos;

  • Possibilidade de localização de violações e fraudes aos planos de saúde.

Bem, os benefícios do uso de dados da web no setor de saúde são inúmeros, permitindo uma melhoria e melhor utilização de recursos do segmento. Dessa forma, os dados só tem a agregar ao setor. 

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RJ teve quase 5% a mais de mortes em 2022 do que antes da pandemia https://canalmynews.com.br/brasil/rj-teve-quase-5-a-mais-de-mortes-em-2022-do-que-antes-da-pandemia/ Tue, 06 Dec 2022 13:39:19 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34791 Associação de cartórios diz que aumento é três vezes maior que o usual

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Apesar do maior controle da pandemia de covid-19 e do avanço na vacinação contra a doença em 2022, o estado do Rio de Janeiro registrou, nos dez primeiros meses do ano, 4,6% a mais de mortes do que em 2019 e um aumento anual médio três vezes maior do que o verificado antes do surgimento da doença.

É o que aponta o levantamento da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais no Rio de Janeiro (Arpen/RJ), com base nos dados do Portal de Transparência do Registro Civil.

Foram registrados entre janeiro e outubro de 2022, 127.796 óbitos, número 4,6% maior que os 122.102 ocorridos nos dez primeiros meses de 2019, antes da chegada do novo coronavírus ao país. A associação ressalta que a média da evolução anual de mortes no estado cresceu 1,6% entre 2010 e 2019, com pico em 2016, quando o aumento foi de 7,3

Na comparação com os anos de auge da pandemia, houve uma redução de 20,7% em relação ao mesmo período de 2021, quando foram registrados 161.209 óbitos no estado, e de 8,9% em comparação com janeiro a outubro de 2020, que somou 140.412 mortes. O crescimento dos óbitos nesses anos chegou a 15% e 14,8%, respectivamente.

Covid-19
De acordo com a Arpen/RJ, este ano a covid-19 deixou de liderar o ranking de mortes por doenças no país, com uma queda de 97,5% entre janeiro e outubro na comparação com o mesmo período de 2021. Nos dez primeiros meses do ano passado, foram registradas 495.761 mortes pela doença, frente aos 59.456 óbitos no mesmo período de 2022.

Segundo a presidente da Arpen/RJ, Alessandra Lapoente, outras doenças relacionadas a sequelas da covid-19 passaram a registrar crescimento no país.

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“Mesmo tendo diminuição dos óbitos pelo SarsCoV-2, houve crescimento de mortes por outras doenças, como a pneumonia, doenças do coração e septicemia. A partir desses dados, é possível pensar em políticas de saúde pública e de prevenção a essas doenças”.

As mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) deram um salto de 360% entre 2019 e 2022. Foram registrados 405 óbitos por SRAG nos dez primeiros meses deste ano, frente aos 88 no mesmo período de 2019. Na comparação com o ano passado, houve queda de 76% no número de óbitos pela doença, quando foram 1.027 registros no mesmo período.

Os óbitos por pneumonia passaram de 15.706 entre janeiro e outubro de 2021 para 18.381 no mesmo período deste ano, um aumento de 17%. As mortes por septicemia subiram 12,7% de janeiro a outubro de 2022, com 19.025 registros, contra 16.879 óbitos no mesmo período do ano passado.

As mortes pelas chamadas Causas Cardiovasculares Inespecíficas passaram de 8.977 em 2019 para 12.386 este ano, um aumento de 38%. Os óbitos por acidente vascular cerebral (AVC) subiram 6,9% este ano, na comparação com 2021.

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Após dois anos de covid, um em cada quatro jovens não estuda https://canalmynews.com.br/brasil/apos-dois-anos-de-covid-um-em-cada-quatro-jovens-nao-estuda/ Fri, 02 Dec 2022 14:40:39 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34767 Nível de ocupação no Brasil subiu de 51% em 2020 para 52,1% em 2021

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Após dois anos de pandemia, em 2021, um em cada quatro jovens brasileiros de 15 a 29 anos, o equivalente a 25,8%, não estudava, nem estava ocupado. Mais da metade – 62,5% – é mulher. Os dados fazem parte da Síntese de Indicadores Sociais (SIS): uma análise das condições de vida da população brasileira 2022, divulgada hoje (2), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a publicação, por conta da falta de experiência, os jovens são os que enfrentam maior dificuldade tanto para ingressar quanto para permanecer no mercado de trabalho. Eles representam o grupo mais vulnerável aos períodos de crise econômica, especialmente os menos qualificados.

Em 2021, dos 12,7 milhões de jovens de 15 a 29 anos que não estudavam nem estavam ocupados no Brasil, as mulheres de cor ou raça preta ou parda representavam 5,3 milhões desses jovens (41,9%), enquanto as brancas formavam menos da metade desse montante: 2,6 milhões (20,5%), totalizando 7,9 milhões de mulheres ou 62,5% dos jovens que não estudavam nem estavam ocupados. Entre os 4,7 milhões de jovens restantes nessa situação, três milhões eram homens pretos ou pardos (24,3%), conforme classificação do IBGE, e 1,6 milhão de brancos (12,5%).

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A pesquisa indicou que a pandemia não alterou a composição desse indicador por raça ou sexo. A SIS mostra que distintos papéis de gênero na sociedade influenciam a razão pela qual os jovens e as jovens se encontram na situação de não estudar nem estar ocupado. Os homens tendem a estar nessa situação mais frequentemente como desocupados, ou seja, em busca de ocupação e disponíveis para trabalhar, já as mulheres como fora da força de trabalho.

Crianças
Diversos fatores são responsáveis pelas mulheres que não estudavam nem estavam ocupadas estarem em maior proporção fora da força de trabalho, entre eles, destaca-se responsabilidades com o cuidado de crianças, conforme a publicação. Por sua vez, problemas de saúde e outros motivos prevalecem entre os homens que não estudavam nem estavam ocupados fora da força de trabalho.

“As mulheres, em sua maioria, estavam fora da força de trabalho. Elas não eram desocupadas, elas não estavam procurando emprego e disponíveis para trabalhar como é o caso da maioria dos homens”, afirmou a pesquisadora do IBGE Betina Fresneda.

“Essa situação é ratificada com a investigação dos motivos pelos quais as mulheres estão nessa situação e, como o principal motivo, figuram cuidados e afazeres domésticos, assim como em outros países que investigam esses motivos”, acrescentou.

Esse índice reduziu em 2021 em relação a 2020, quando 28% dos jovens não estavam estudando, nem trabalhando. Em 2020, entre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil foi o terceiro maior percentual de jovens adultos que não estudavam nem estavam ocupados, ficando atrás apenas da África do Sul e da Colômbia.

Nível de ocupação
Consideradas todas as faixas etárias a partir dos 14 anos, o nível de ocupação no Brasil subiu de 51% em 2020 para 52,1% em 2021, mas ainda está bem abaixo de 2019, 56,4%. São considerados nesse indicador tanto aqueles que possuem um vínculo empregatício, quanto os empregados sem carteira e os trabalhadores por conta própria.

O estudo mostra, ainda, que, em 2021, aumentou a diferença de ocupação entre homens e mulheres. Mesmo situados em patamar mais baixo, o nível e a ocupação das mulheres foram mais reduzidos em 2020 e cresceram menos em 2021, ampliando a distância entre os sexos.

Em 2019, antes da pandemia, 66,8% dos homens e 46,7% das mulheres com mais de 14 anos estavam ocupados. Em 2021, o nível de ocupação dos homens caiu 3,7 pontos percentuais (pp) para 63,1%, enquanto o nível de ocupação das mulheres recuou 4,8 pp para 41,9%.

Em relação a raça, a população ocupada preta ou parda é 19% superior à população branca. No entanto, há diferenciação significativa em relação ao vínculo empregatício – a informalidade é maior entre pessoas pretas e pardas – e a remuneração.

Em 2021, o aumento das ocupações informais foi de 1,6 pp para as pessoas de cor ou raça preta ou parda e 0,9 pp para pessoas de cor ou raça branca. Em relação ao rendimento, a diferença total é de 69,4% entre pretos e pardos e brancos.

A SIS reúne indicadores que ajudam em um conhecimento amplo da realidade social do Brasil. A publicação utiliza dados de pesquisas do IBGE como a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) e a Pesquisa de Informações Básicas Municipais, além de dados de fontes externas como o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), e informações de organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

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Uso de máscara volta a ser obrigatório no transporte público de SP https://canalmynews.com.br/brasil/uso-de-mascara-volta-a-ser-obrigatorio-no-transporte-publico-de-sp/ Fri, 25 Nov 2022 15:09:35 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34719 Decisão foi tomada para prevenir o avanço da covid-19

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O uso de máscara no transporte público volta a ser obrigatório a partir deste sábado (26) na capital paulista. A decisão foi tomada com base na análise técnica do Conselho Gestor da Secretaria Estadual de Ciência, Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde para prevenir o avanço dos casos de covid-19. O governo estadual está recomendando que a medida seja adotada por todos os municípios do estado, além de alertar a população para que todos completem o ciclo vacinal, importante para garantir maior proteção contra o coronavírus e amenizar os efeitos do vírus.

Para reforçar a medida e conscientizar a população sobre os cuidados de prevenção e combate à disseminação do coronavírus, a prefeitura da capital paulista começou na segunda-feira (21) a distribuir de máscaras nos 32 terminais de ônibus da cidade, das 7h às 10h. A ação continua na próxima semana. Até o momento foram distribuídas mais de 350 mil máscaras.

Em seis terminais (Santo Amaro, Vila Nova Cachoeirinha, Sacomã, Parque D. Pedro, Itaquera e Pinheiros) ocorre também no mesmo horário a vacinação contra a covid-19 para a população acima de 3 anos de idade. Até esta quinta-feira (24), foram aplicadas 3.715 doses nesses locais.

A vacinação ainda está disponível em todas as unidades básicas de Saúde (UBS) e assistências médicas Ambulatoriais Integradas (AMA/UBS) de segunda-feira a sexta-feira, e, aos sábados, nas AMA/UBS Integradas, das 7h às 19h. Os endereços das unidades podem ser consultados no Busca Saúde na pagina da prefeitura.

Segundo nota do Conselho Gestor da Secretaria Estadual de Ciência, Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde do dia 23, as internações por covid-19 em leitos de enfermaria e UTI cresceram 156% e 97,5% respectivamente nos últimos 14 dias, chegando a uma média diária de mais de 400 novas internações.

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Fiocruz: Casos graves de covid-19 crescem em todo o país

“A velocidade de aumento de internações [5% ao dia para pacientes em UTI e 7% por dia para pacientes em enfermarias] e taxas de ocupação de leitos de UTI [44% no estado de São Paulo e 59% na região metropolitana de São Paulo] é acentuada e começa a pressionar os sistemas de saúde público e privado”, diz nota do conselho.

De acordo com o conselho, apesar do patamar alto na região metropolitana de São Paulo, observa-se aumento também nas regiões do interior e litoral do estado, inclusive com profissionais da saúde sendo afastados do trabalho por serem infectados com a covid-19.

O conselho alerta ainda para a circulação de diversas subvariantes da variante Ômicron, ainda com predominância da subvariante BA.5 e crescimento progressivo de casos relacionados à subvariante BQ1.

“As internações referem-se principalmente a pacientes mais idosos e/ou com comorbidades ou imunodeprimidos, mais vulneráveis a descompensações e complicações relacionadas à infecção pelo Sars-Cov-2, o que permite prever aumento de óbitos nas próximas semanas”, informa o conselho.

Segundo levantamento do conselho, há pelo menos 10 milhões de adultos que não tomaram a primeira dose de reforço e 7 milhões sem a segunda dose de reforço, e há a necessidade de aumentar a cobertura vacinal de crianças e adolescentes.

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Fiocruz: Casos graves de covid-19 crescem em todo o país https://canalmynews.com.br/brasil/fiocruz-casos-graves-de-covid-19-crescem-em-todo-o-pais/ Wed, 23 Nov 2022 21:57:49 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34709 Expansão é maior no Rio, São Paulo e Paraíba

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O boletim semanal Infogripe – divulgado hoje (23), no Rio de Janeiro, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – revela um aumento de casos de covid-19 entre os registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A situação é observada em todas as regiões do país.

A SRAG é uma complicação respiratória que demanda hospitalização e está associada muitas vezes ao agravamento de alguma infecção viral. O paciente pode apresentar desconforto respiratório e queda no nível de saturação de oxigênio, entre outros sintomas.

Os dados atualizados apontam que – nas últimas quatro semanas epidemiológicas – a covid-19 estava relacionada a 61,8% dos casos de SRAG com resultado positivo para alguma infecção viral. O vírus sincicial respiratório (VSR) representou 16,3% e a influenza A, 6,2%. No entanto, quando se observa apenas os quadros de SRAG que evoluíram a óbito, 93,3% estão associados à covid-19.

Expansão
O levantamento traz, ainda, uma análise para as próximas três semanas (curto prazo) e para as próximas seis semanas (longo prazo). Em 15 das 27 unidades federativas, o cenário aponta para aumento na tendência de longo prazo. “No Rio de Janeiro, São Paulo e Paraíba, esse crescimento se destaca e é mais acentuado até o momento”, alertou a Fiocruz.

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Anvisa aprova volta do uso de máscaras em aviões e aeroportos

Ao todo, já foram registrados no país 267.226 casos de SRAG em 2022. Pesquisadores da Fiocruz recomendam a retomada do uso de máscaras adequadas em situações de maior exposição, como transporte público, locais fechados ou mal ventilados, aglomerações e nas unidades de saúde. Além disso, lembram que a vacinação em dia é fundamental para diminuir o risco de agravamento da covid-19.

O Boletim Infogripe leva em conta as notificações de SRAG registradas no Sivep-gripe, sistema de informação mantido pelo Ministério de Saúde e alimentado por estados e municípios. A nova edição, disponibilizada na íntegra no portal da Fiocruz, se baseia em dados inseridos até a última segunda-feira (21).

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Anvisa aprova volta do uso de máscaras em aviões e aeroportos https://canalmynews.com.br/brasil/anvisa-aprova-volta-do-uso-de-mascaras-em-avioes-e-aeroportos/ Wed, 23 Nov 2022 14:17:34 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34703 Obrigatoriedade decorre do aumento de casos de covid-19

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a volta da obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção facial em aviões e aeroportos. A medida visa reduzir o risco de contágio de covid-19, considerando o aumento expressivo de casos da doença nas últimas semanas.

A resolução, aprovada pela diretoria colegiada do órgão, entra em vigor na sexta-feira (25).

Para subsidiar a decisão, a Anvisa realizou reunião com especialistas sobre o cenário epidemiológico da doença no Brasil. Participaram representantes da Sociedade Brasileira de Infectologia, Conselho Nacional de Secretários de Saúde, Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, Fundação Oswaldo Cruz e Associação Brasileira de Saúde Coletiva, além dos epidemiologistas Carla Domingues e Wanderson Oliveira.

“Os participantes da reunião ressaltaram que os dados epidemiológicos demandam o retorno de medidas não farmacológicas de proteção, como o uso de máscaras, principalmente no transporte público, aeroportos e ambientes fechados/confinados”, explicou a Anvisa, em comunicado.

Acrescentou que o uso de máscaras estava previsto como recomendação desde agosto último, principalmente para pessoas com sintomas gripais e para o público mais vulnerável, como imunocomprometidos, gestantes e idosos.

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Além dos dados epidemiológicos atuais, o comportamento com características de sazonalidade da pandemia também foi considerado pela Anvisa.

“Nos últimos anos, observou-se no Brasil o aumento da transmissão do vírus nos meses de novembro a janeiro, quadro que pode ser ainda agravado com o esperado maior fluxo de viajantes que se deslocam pelos aeroportos para as férias escolares e festas de final de ano”, justificou a agência.

A Anvisa informou, ainda, que atua, mais uma vez, dentro de suas competências legais e “adaptando as regras atuais de forma proporcional ao risco para a saúde da população”.

“A agência continuará atenta, avaliando e acompanhando os dados epidemiológicos, a fim de que as medidas possam ser revisitadas sempre que necessário, visando o cumprimento de sua missão na proteção da saúde das pessoas”, completou.

Novas regras
A partir do dia 25 de novembro será obrigatório o uso de máscaras faciais dentro dos terminais aeroportuários, meios de transporte e outros estabelecimentos localizados na área dos aeroportos.

A norma proíbe a utilização de: máscaras de acrílico ou de plástico; máscaras dotadas de válvulas de expiração, incluindo as N95 e PFF2; lenços, bandanas de pano ou qualquer outro material que não seja caracterizado como máscara de proteção de uso profissional ou de uso não profissional; protetor facial (face shield) isoladamente; máscaras de proteção de uso não profissional confeccionadas com apenas uma camada ou que não observem os requisitos mínimos de fabricação, previstos na norma ABNT PR 1002.

Segundo a resolução, as máscaras devem ser ajustadas ao rosto, cobrindo o nariz, queixo e boca, minimizando espaços que permitam a entrada ou saída do ar e de gotículas respiratórias.

A obrigação do uso de máscaras será dispensada no caso de pessoas com transtorno do espectro autista, com deficiência intelectual, com deficiências sensoriais ou com quaisquer outras deficiências que as impeçam de fazer o uso adequado de máscara de proteção facial, bem como no caso de crianças com menos de três anos.

Conforme decisão da Anvisa de 13 de maio deste ano, permanece mantida a possibilidade de serviços de bordo em voos nacionais. Dessa forma, será permitido remover a máscara para hidratação e alimentação no interior das aeronaves, bem como nas praças de alimentação ou áreas destinadas exclusivamente à realização de refeições dos terminais e demais ambientes dos aeroportos.

Por fim, a norma aprovada prevê que, nos veículos utilizados para deslocamento de viajantes para embarque ou desembarque em área remota, viajantes e motoristas mantenham o uso obrigatório e adequado das máscaras faciais.

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Crianças vulneráveis aprenderam metade do esperado durante pandemia https://canalmynews.com.br/brasil/criancas-vulneraveis-aprenderam-metade-do-esperado-durante-pandemia/ Fri, 16 Sep 2022 16:04:03 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=33761 Informação é de estudo da UFRJ e Durhan University, da Inglaterra

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Durante a pandemia, com o fechamento das escolas e a adoção de aulas remotas, as crianças aprenderam, em média, 65% do que geralmente aprendiam em aulas presenciais. Isso equivale a cerca de quatro meses de aulas perdidos. Crianças em situação de maior vulnerabilidade social aprenderam, em média, quase a metade, 48%, do que seria esperado em aulas presenciais.

Os resultados são de pesquisa inédita publicada hoje (16) na revista Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação. O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Durham University, na Inglaterra, e observou 671 crianças do segundo ano da pré-escola, com idades entre 5 e 6 anos, de 21 escolas da rede privada e conveniada na cidade do Rio de Janeiro. As conveniadas são escolas privadas parceiras da rede pública, que atendem alunos que não encontram vaga nessa rede.

Levantamentos que medem o impacto da pandemia no aprendizado dos estudantes foram realizados em outros países, mas esse é o primeiro feito no Brasil com foco na educação infantil. Os dados divulgados mostram quanto a interrupção das atividades presenciais nas escolas aumentou a desigualdade de aprendizagem durante o ano de 2020 e causou impacto sobretudo nas crianças de famílias com perfil socioeconômico mais baixo.

“A mensagem principal do estudo é que a educação infantil é importante, que é importante ter as crianças dentro da pré-escola. A pré-escola no Brasil é uma etapa obrigatória para crianças de 4 e 5 anos. Olha o que acontece quando a gente tira das crianças a possiblidade de frequentar presencialmente a etapa da educação infantil e como esse efeito é muito maior para quem é mais vulnerável”, diz a pesquisadora da UFRJ Mariane Campelo Koslinski, uma das autoras do estudo.

Segundo a pesquisa, entre as crianças cujas famílias apresentavam perfil socioeconômico mais alto, as perdas de aprendizagem foram menores. Elas aprenderam, em média, 75% do esperado. Isso significa uma diferença média de três meses de aprendizado entre as crianças de maior e menor nível socioeconômico.

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“É muito importante pensar em programas que vão lidar não só com a defasagem, mas com formas de promover mais equidade, já que a defasagem não foi igual. Alguns grupos sofreram mais, algumas crianças ficaram mais para trás e esses programas precisam considerar isso, para que não tenhamos um cenário educacional no Brasil em que a gente observe uma explosão de desigualdade”, ressalta o pesquisador e também autor da publicação Tiago Lisboa Bartholo. O estudo já estava em andamento quando a pandemia começou. A intenção, segundo Bartholo, era medir os impactos de fatores de dentro e de fora da escola no desenvolvimento infantil. Para isso, eles avaliaram as crianças em 2019. Em 2020, com a pandemia, optaram por seguir a pesquisa e as avaliações, o que tornou possível comparar a aprendizagem de antes, com aulas presenciais, com a aprendizagem em aulas remotas.

Impactos na alfabetização
As crianças participantes fizeram testes individuais em dois momentos: no início e no fim do ano letivo. Assim, foi possível medir o aprendizado delas ao longo dos respectivos anos letivos, 2019 e 2020, e compará-los. Os professores das escolas e os responsáveis pelas crianças também responderam a um questionário sobre o desenvolvimento infantil.

Os resultados mostram que as crianças que cursaram o segundo ano da pré-escola em 2020, a maior parte do tempo no formato remoto, aprenderam 66% em linguagem e 64% em matemática em comparação com o aprendizado em 2019.

A pré-escola é a etapa que antecede o ensino fundamental e os aprendizados ali influenciam o processo de alfabetização, que se iniciará na etapa seguinte. No teste feito pelos pesquisadores foi considerada, por exemplo, a identificação das letras e dos números.

“Crianças pequenas foram privadas de muitas coisas durante a pandemia, mas podem se recuperar. Para isso, precisamos de bons programas. Precisamos de um bom diagnóstico de como as crianças estão retornando para a escola e de programas que sabemos que têm bons efeitos para recuperar a aprendizagem, como tutoria com grupos menores de crianças, principalmente aquelas que foram mais afetadas durante a pandemia”, diz Mariane.

A pesquisa, que é financiada pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, ainda está em andamento, com os autores coletando dados para estimar os impactos da pandemia em médio prazo, equivalente ao ano letivo de 2022. O estudo tem mais dois relatórios já publicados, um deles sobre aprendizagem na educação infantil na pandemia em Sobral, no Ceará, e outro sobre o impacto da covid-19 no aprendizado e bem-estar das crianças.

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Aumento de casos de Covid-19 na China paralisam produção https://canalmynews.com.br/economia/aumento-de-casos-de-covid-na-china-paralisam-parte-do-ciclo-produtivo/ Fri, 18 Mar 2022 23:04:47 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=26762 Cidades importantes para a economia chinesa como Xangai e Shenzhen já impuseram medidas restritivas para conter aumento de casos. Analista diz que impactos imediatos nos mercados globais é 'improvável'.

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China está enfrentando novas restrições em decorrência do aumento de casos de covid no país – na terça-feira (15), a Comissão Nacional de Saúde confirmou mais de 5 mil testes positivos, frente a cerca de 1.300 no dia anterior. Desde então, a situação tem influenciado nas expectativas e no desempenho dos mercados globais.

No cenário doméstico, movimentações para conter a disseminação, como escolas fechadas, a volta para o home office e paralisação de pontos comerciais, voltaram a ser cenas corriqueiras em grandes cidades.

Entre as áreas afetadas pelas medidas restritivas estão alguns dos principais centros econômicos do país, como Shenzhen e Xangai. Empresas multinacionais como uma representante da Apple paralisaram suas operações à medida que o governo chinês expandiu as áreas em confinamento – ao sul, na província de Jilin, por exemplo, os habitantes foram obrigados a permanecer em quarentena.

Fila para testagem em Xangai.

Fila para testagem em Xangai. Foto: Reprodução (Redes)

Em Shenzhen, conhecida como a Vale do Silício chinesa, o governo impôs um lockdown de cinco dias aos mais de 12,5 milhões de habitantes, e todos os serviços de ônibus e metrô foram encerrados. Yantian, que tem um dos maiores portos do mundo, por onde transitam 10,5% dos contêineres usados no comércio exterior chinês, também está sob ordens restritivas.

Liu He, vice primeiro-ministro chinês, em pronunciamento à imprensa local, afirmou que o país introduzirá “cautelosamente” medidas capazes de assistir a economia nacional: “Todas as políticas que tenham impacto significativo sobre os mercados de capital devem ser coordenadas com departamentos de gestão financeira para manter a estabilidade e consistência das expectativas”, alertou.

Impactos na economia

Nesta sexta-feira (18), visando priorizar a economia, as restrições foram parcialmente suspensas nas regiões de maior importância financeira, sobretudo em Shenzen – no último domingo (13), a cidade, que abriga milhares de fábricas do setor tecnológico, havia decretado confinamento total.

O presidente Xi Jinping ordenou na quinta-feira (17) a manutenção da política denominada “Zero Covid”, a fim de frear a propagação dos contágios. No entanto, foi incisivo ao destacar também a necessidade de “minimizar o impacto da epidemia no desenvolvimento econômico e social”. A sinalização do mandatário de que a China injetará dinheiro na economia para enfrentar essa nova onda fez com que os mercados respirarem um pouco mais aliviados.

Analistas do mercado, entretanto, descartam a possibilidade dessas medidas impactarem de maneira abrupta o ciclo produtivo chinês e mundial. Rodrigo Barros, analista e cofundador da Âmago Capital, afirma que consequências diretas configuram “um cenário improvável”.

“No entanto, caso o ciclo de produção chinês seja comprometido, o ciclo do mundo inteiro também será, uma vez que a manufatura chinesa corresponde a 28% de tudo que é produzido no mundo. Então, achar que é possível impactar a indústria chinesa e não contaminar o restante do planeta é totalmente fora de cogitação”, complementou Barros.

O gestor pontua ainda fatores políticos que podem influenciar no combate: “É importante ressaltar que a China não é uma democracia, fator que fornece algumas ferramentas para o controle da covid que as democracias não têm, por exemplo: até recentemente, se uma pessoa testasse positivo no país ela era compulsoriamente internada em um hospital, algo que não é aceitável no Brasil, nos EUA ou na Europa; a política de testes também é bem rigorosa. […] Com todos esses artifícios, será fácil conter essa onda. Até porque, caso eles falhem, haverá um impacto muito forte na economia nacional, na economia mundial via inflação, como também seria uma derrota política para o Xi Jinping”.

 

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No MyNews Investe desta sexta-feira, o atual cenário chinês e seus possíveis desdobramentos econômicos foram pautas do programa:

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Presidente da Caixa, Pedro Guimarães, testa positivo para covid-19 https://canalmynews.com.br/mais/pedro-guimaraes-testa-positivo-para-covid/ Mon, 27 Sep 2021 18:40:12 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/pedro-guimaraes-testa-positivo-para-covid/ Presidente da Caixa é o quarto integrante da comitiva que viajou aos EUA a ser diagnosticado com a doença

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O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, anunciou que testou positivo para a covid. Ele é o quarto integrante da comitiva presidencial que viajou aos Estados Unidos para participar da Assembleia Geral da ONU a testar positivo para a doença.

“Já tomei as duas doses de vacina e comecei a tomar os remédios do protocolo. Também estava em isolamento desde quando chegamos dos EUA, na quarta-feira de manhã”, afirmou Guimarães em uma postagem nas redes sociais.

Pedro Guimarães disse que não tem sintomas e que vai continuar trabalhando de casa.

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) testou negativo para a doença. A informação foi confirmada pela Secretaria de Comunicação do Palácio do Planalto em um teste realizado neste domingo (26).

A primeira-dama Michelle Bolsonaro também testou negativo para a covid. Um surto de covid atingiu a comitiva brasileira que viajou aos Estados Unidos.

Um diplomata brasileiro que participou dos preparativos do evento foi o primeiro a testar positivo. Depois, o ministro da Saúde, Marceli Queiroga, foi diagnosticado com a doença. Queiroga cumpre a quarentena em Nova Iorque.

Após o retorno da comitiva, o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente e que também viajou, anunciou ter testado positivo.

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Bolsonaro testa negativo para a covid https://canalmynews.com.br/mais/bolsonaro-testa-negativo-para-a-covid/ Mon, 27 Sep 2021 18:32:40 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/bolsonaro-testa-negativo-para-a-covid/ Presidente Jair Bolsonaro está em isolamento após ter contato com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que cumpre quarentena nos EUA

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) testou negativo para a covid-19. A informação foi confirmada pela Secretaria de Comunicação do Palácio do Planalto em um teste realizado neste domingo (26).

Bolsonaro está em isolamento desde chegou ao Brasil na quarta-feira (22). Um surto de covid atingiu a comitiva brasileira que viajou aos Estados Unidos para participar da Assembleia Geral da ONU.

Presidente Jair Bolsonaro durante pronunciamento na Assembleia Geral da ONU de 2021.
Presidente Jair Bolsonaro durante pronunciamento na Assembleia Geral da ONU de 2021. Foto: Reprodução (MyNews)

Um diplomata brasileiro que participou dos preparativos do evento foi o primeiro a testar positivo. Depois, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, foi diagnosticado com a doença. Queiroga cumpre a quarentena em Nova Iorque.

Após o retorno da comitiva, o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente e que também viajou, anunciou ter testado positivo.

O isolamento de Bolsonaro e dos demais integrantes da comitiva foi uma recomendação da Anvisa. A Secom não informou se o presidente retornará ao trabalho presencial com o resultado negativo.

Eduardo Bolsonaro testou positivo para Covid-19 na última sexta (24)

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) confirmou na sexta (24) que testou positivo para a covid-19. O filho do presidente tomou a primeira dose da vacina desenvolvida pela Pfizer em agosto e esperava o mês de novembro para completar a imunização – de acordo com estudos divulgados pela farmacêutica, o antiviral possui eficácia de 95% na prevenção de infecções, 91,3% na prevenção de doença sintomática e 95,3% a 100% na prevenção de doença grave.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, cumpre quarentena nos Estados Unidos, após testar positivo para Covid-19. Quem também está com Covid-19 é o deputado federal Eduardo Bolsonaro. Veja mais no Canal MyNews

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Bolsonaro está isolado após diagnóstico de covid-19 do ministro da Saúde https://canalmynews.com.br/mais/bolsonaro-esta-isolado-apos-diagnostico-de-covid-19-ministro-da-saude/ Wed, 22 Sep 2021 21:58:46 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/bolsonaro-esta-isolado-apos-diagnostico-de-covid-19-ministro-da-saude/ Comitiva brasileira está isolada depois de viagem aos Estados Unidos. Presidente Jair Bolsonaro deve fazer novo teste para Covid-19 em cinco dias

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O presidente Jair Bolsonaro e todos que participaram da comitiva brasileira que viajou aos Estados Unidos para a Assembleia Geral da ONU ficarão em isolamento por ao menos cinco dias. No próximo fim de semana, todos serão testados para checar se foram infectados.

Presidente Jair Bolsonaro durante pronunciamento na Assembleia Geral da ONU de 2021.
Presidente Jair Bolsonaro durante pronunciamento na Assembleia Geral da ONU de 2021. Foto: Reprodução (MyNews)

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, testou positivo para a covid-19 e ficou em Nova York, onde faz o isolamento. A comitiva era composta por cerca de 50 pessoas.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez uma série de recomendações para a comitiva. Um ofício foi encaminhado para a Casa Civil recomendando que os integrantes da comitiva façam isolamento de 14 dias quando chegarem ao Brasil.

A Anvisa informou que as recomendações sanitárias fazem parte das regras brasileiras para proteger viajantes e a população e recomendou que o grupo desembarque no Brasil expondo o mínimo possível ambientes e pessoas, cumpram 14 dias de isolamento, façam isolamento na cidade de desembarque e sejam testados novamente.

Ministro Marcelo Queiroga permanece em quarentena em Nova York

O ministro Marcelo Queiroga teve vários compromissos em Nova York com autoridades de outros países e investidores. No domingo (19) à noite, o ministro comeu pizza na rua com o presidente Bolsonaro e outros integrantes da comitiva brasileira.

Na segunda-feira (20), ele teve um encontro pela com investidores no consulado do Brasil nos Estados Unidos. Depois, Queiroga participou do encontro do presidente Bolsonaro com o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

Ainda na segunda, teve também um encontro com investidores que contou com a presença da primeira-dama Michelle Bolsonaro e foi um jantar com a comitiva brasileira. Na volta desse jantar, Queiroga reagiu a um grupo de pessoas que protestavam contra o governo Bolsonaro em frente à residência da missão brasileira junto às Nações Unidas e mostrou o dedo médio para os manifestantes.

Na terça (21), Queiroga esteve na sede da ONU e participou dos encontros que Bolsonaro teve com o secretário-geral da ONU e o primeiro-ministro da Polônia, antes da cerimônia de abertura da 76ª Assembleia Geral das Nações Unidas. O ministro ainda visitou o memorial do 11 de setembro com o restante da comitiva. À noite, antes de anunciar que testou positivo, ele estava presente quando houve uma aglomeração de apoiadores de Bolsonaro na porta do hotel.

Assista à íntegra do Jornal do MyNews, com apresentação de Myrian Clark e Hermínio Bernardo, no Canal MyNews

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Mourão: “maior erro” foi falta de orientação sobre a covid https://canalmynews.com.br/politica/mourao-maior-erro-foi-falta-de-orientacao-sobre-a-covid/ Wed, 23 Jun 2021 12:44:36 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/mourao-maior-erro-foi-falta-de-orientacao-sobre-a-covid/ Em entrevista à GloboNews, vice-presidente diz que faltou uma “campanha de esclarecimento firme”

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O vice-presidente Hamilton Mourão disse que o maior erro do governo foi não ter feito uma “campanha firme” para orientar a população sobre a pandemia e a vacinação contra a covid.

Em pronunciamento sobre o Conselho Nacional da Amazônia Legal, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão.
Em pronunciamento sobre o Conselho Nacional da Amazônia Legal, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão. Foto: Marcos Oliveira (Agência Senado).

Em entrevista à GloboNews, Mourão elogiou o governo, mas também fez críticas.

“Na minha visão, a questão de comunicação, desde o ano passado, de campanhas de esclarecimento da população. Eu acho que este foi o grande erro: uma campanha de esclarecimento firme, como tivemos no passado, de outras vacinas. Então, uma campanha de esclarecimento da população sobre a realidade da doença, orientações o tempo todo para a população. Eu acho que isso teria sido um trabalho eficiente do nosso governo”, declarou Mourão.

Questionado sobre a postura do presidente Jair Bolsonaro, que critica medidas de combate como máscaras e distanciamento social, Mourão minimizou.

“Eu não coloco nas costas do presidente essas coisas que têm acontecido. Não é tudo nas costas dele. Cada tem a sua parcela de erro nesse pacote todo aí. É um país desigual: desigual regionalmente e desigual socioeconomicamente. É um país continental. Então, a gente olha outro país que sofreu tanto quanto a gente ainda continua com gente falecendo por essa doença, que são os Estados Unidos”, disse.

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“Resposta do Pazuello é um deboche”, diz José Murilo de Carvalho https://canalmynews.com.br/politica/resposta-do-pazuello-e-um-deboche-diz-jose-murilo-de-carvalho/ Sat, 29 May 2021 14:30:24 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/resposta-do-pazuello-e-um-deboche-diz-jose-murilo-de-carvalho/ Historiador e cientista político criticou postura do ex-ministro. Ao MyNews, professor também fala da desigualdade social no país

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A resposta do general Eduardo Pazuello ao Exército foi um deboche. A avaliação é do historiador e cientista político José Murilo de Carvalho.

O Exército abriu um processo disciplinar para apurar a participação do ex-ministro da Saúde em um evento com o presidente Jair Bolsonaro. Na sua defesa, Pazuello alegou que não era um evento político-partidário, que o país não está em período eleitoral e que Bolsonaro não é filiado a nenhum partido político.

Ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, durante seu depoimento na CPI da Covid.
Ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, durante seu depoimento na CPI da Covid. Foto: Edilson Rodrigues (Agência Senado).

Em entrevista ao MyNews, José Murilo de Carvalho criticou a postura de Pazuello e comentou sobre a a posição da corporação diante do evento.

“Oficial da ativa não pode participar de atividades políticas. Então, claramente, ele [Pazuello] está desafiando essa regra, que é uma regra importante para os militares do Brasil. Sobretudo pela história de interferência militar que nós temos. A resposta do Pazuello, dizendo que aquilo não era um ato político e sim um passeio, é um deboche. O presidente está em plena campanha para as eleições do ano que vem. Tudo que ele faz é um ato político. O general está violando valores militares, que tem a ver com a honra, a independência, ser verdadeiro. O papel que ele fez no Senado foi vergonhoso para um militar”, declarou.

Confira a entrevista completa:

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“Capitã Cloroquina” e o medo de se autoincriminar https://canalmynews.com.br/politica/capita-cloroquina-e-o-medo-de-se-autoincriminar/ Tue, 18 May 2021 12:45:27 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/capita-cloroquina-e-o-medo-de-se-autoincriminar/ Na onda do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, advogados pedem ao STF o direito de Mayra Pinheiro ficar em silêncio

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Foram 337 dias defendendo o uso da cloroquina para casos leves, moderados e graves de Covid-19. A recomendação do fármaco constava no portal do Ministério da Saúde entre 20 de maio de 2020 e 22 de abril de 2021, e foi removida às vésperas da Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia ser instalada no Senado. Coincidência ou não, a cloroquina tem sido uma das principais pautas das oitivas da CPI, que entra em sua terceira semana.

Coletiva de imprensa com equipe técnica do Ministério da Saúde.
Coletiva de imprensa com equipe técnica do Ministério da Saúde. Foto: Júlio Nascimento (PR).

O depoimento desta terça-feira, do ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, deve igualmente explorar esta temática, sobretudo o empenho do chanceler para garantir que a cloroquina chegasse ao Brasil. Ernesto Araújo foi Ministro do governo de Jair Bolsonaro entre janeiro de 2019 e março de 2021.

Mas é na quinta-feira que será ouvida a testemunha que traz em seu próprio apelido o apreço pelo medicamento. Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde, é conhecida como Capitã Cloroquina, e já admitiu ao Ministério Público Federal que foi a responsável pelo planejamento de uma comitiva de médicos que difundiu o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19 em Manaus, dias antes de o sistema de saúde do Amazonas entrar em colapso.

Mayra é médica pediatra e foi auxiliar de Eduardo Pazuello quando ele ainda estava na gestão da pasta – ela continua no cargo. A exemplo do ex-chefe – que depõe quarta-feira na CPI -, a secretária entrou com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) neste domingo pedindo o direito de permanecer em silêncio durante seu depoimento, e a garantia da presença de seus advogados na sessão. Ela alega “temor” em razão de “agressividade” dos senadores ao inquirir os depoentes da comissão.

Os advogados da médica também pedem que, caso suas prerrogativas profissionais ou as garantias da médica sejam desrespeitadas, que eles possam encerrar o depoimento da servidora sem que haja qualquer “medida restritiva de direitos ou privativa de liberdade”, como a prisão.

Quem é Mayra Pinheiro

A médica pediatra cearense de 54 anos conquistou notoriedade nacional ainda em 2013, quando apoiou o movimento contra a vinda de cubanos pelo programa Mais Médicos. Depois, virou sindicalista – foi presidente do Sindicato dos Médico do Ceará. Na época da campanha eleitoral de 2018, endossou o apoio ao então candidato Jair Bolsonaro, integrando uma espécie de “ala médica” do futuro governo.

Sem atuação acadêmico-científica de destaque e sem experiência em gestão na Saúde, Mayra Pinheiro apareceu como um nome aceitável diante das outras opções que circulavam na equipe de transição de Bolsonaro. Já como ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta tinha ciência de que precisaria contemplar alguém do grupo, então nomeou a pediatra, colocando-a como titular da secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. De secretária sem expressão, Mayra se transformou, aos poucos, em “Capitã Cloroquina”.

Mayra Pinheiro, conhecida como 'Capitã Cloroquina', durante coletiva da Secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde.
Mayra Pinheiro, conhecida como ‘Capitã Cloroquina’, durante coletiva da Secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Foto: Júlio Nascimento (PR).

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O que esperar daqui pra frente? https://canalmynews.com.br/politica/o-que-esperar-daqui-pra-frente/ Fri, 14 May 2021 19:38:17 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/o-que-esperar-daqui-pra-frente/ Os holofotes estão todos direcionados ao ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que deve depor na próxima quarta-feira

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A Advocacia Geral da União entrou com um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal na noite desta quinta-feira para garantir a Pazuello o direito de ficar em silêncio, de ser acompanhado por um advogado e de não emitir juízo de valor, apenas responder a perguntas objetivas. Na peça de 25 páginas, o AGU André Mendonça argumenta que integrantes da CPI tem manifestado suas opiniões já em desfavor do ex-ministro, e que o habeas corpus visa impedir constrangimentos ilegais a Pazuello. Desta forma, será mais difícil o depoente cair em contradição, por exemplo, ou até mesmo se irritar.

CPI da Pandemia seguirá com as oitavas na semana que vem. Depoimento de Pazuello é o mais aguardado.
CPI da Pandemia seguirá com as oitavas na semana que vem. Depoimento de Pazuello é o mais aguardado. Foto: Jefferson Rudy (Agência Senado).

E isso era tudo o que a oposição ao governo Bolsonaro esperava. Qualquer manifestação do ex-ministro que escancare a inércia do governo para a aquisição das vacinas contra a covid, que exponha os conflitos de interesses e traga à tona temas como a mudança na bula da cloroquina e a recomendação do fármaco para tratamento contra o vírus, a imunidade de rebanho e o aconselhamento paralelo, pode complicar a situação no Planalto.

Mas se Pazuello pode se blindar com o recurso de habeas corpus, outros dois depoentes da CPI estão dando dor de cabeça para o governo. O ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, terá que explicar porque se empenhou tanto para garantir o fornecimento da cloroquina ao Brasil – mesmo sem comprovação científica para o combate à covid -, e não se esmerou para trazer as vacinas. O depoimento de Araújo está marcado para terça-feira, dia 18.

Já a secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro – conhecida como a Capitã Cloroquina –, deve ser questionada sobre a missão em Manaus, confirmada por ela mesma ao Ministério Público Federal no Amazonas, a qual ela foi responsável pelo planejamento de uma comitiva de médicos que difundiu o uso da hidroxicloroquina. A missão aconteceu dias antes do sistema de saúde do Estado entrar em colapso. Mayra Pinheiro depões na próxima quinta-feira, dia 20.

Na semana seguinte, a CPI ouve três representantes de laboratórios farmacêuticos: Instituto Butantan, Fiocruz e União Química. Os senadores querem saber como se deu a negociação das vacinas com cada um deles. Pelo Instituto Butantan (CoronaVac), depõe o diretor Dimas Covas, pela Fiocruz (Astrazeneca), a presidente Nísia Trindade, e pela União Química (Sputnik V), o presidente Fernando Marques.

Agenda da CPI para a próxima semana

18/05 – Ernesto Araújo, ex-ministro das Relações Exteriores;

19/05 – Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde;

20/05 – Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde;

25/05 – Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan (Coronavac);

26/05 – Nísia Trindade, presidente da Fiocruz (Astrazeneca);

27/05 – Fernando Marques, presidente da União Química (Sputnik V).

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Pazuello pode sair preso da CPI? https://canalmynews.com.br/juliana-braga/pazuello-pode-sair-preso-da-cpi/ Fri, 14 May 2021 14:32:59 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/pazuello-pode-sair-preso-da-cpi/ Apesar de haver legalidade jurídica para o decreto de prisão na CPI, senadores afirmam que o presidente da Comissão não deve comprar essa briga com o Exército

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A Advocacia-Geral da União entrou na quinta-feira (13) com um pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir o direito do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello permanecer calado em seu depoimento na CPI da Pandemia. Na solicitação, o Advogado-Geral da União, André Mendonça, cita a possibilidade de prisão para justificar a necessidade de impedir quaisquer “constrangimentos ilegais” ao ex-subordinado do presidente Jair Bolsonaro. Mas, na prática, quais são as chances de Pazuello sair preso do seu depoimento?

Ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, é um dos depoentes da CPI da Covid.
Ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, é um dos depoentes da CPI da Covid. Foto: Isac Nóbrega (PR).

Juridicamente, há espaço para a decretação da prisão em flagrante de testemunhas que mintam à CPI. Na condição de testemunha, o depoente tem o compromisso de dizer a verdade. Também é passível de prisão o desacato à autoridade. Politicamente, no entanto, parlamentares não veem essa inclinação.

De acordo com senadores ouvidos pelo MyNews, não há disposição do presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), em comprar o barulho de prender um general do Exército. Embora tenha dito no depoimento do ex-secretário de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, que não teria tanta “parcimônia” em oitivas futuras, foi ele também quem disse que Wajngarten só depôs porque tinha dado entrevista à revista Veja; senão, ninguém saberia quem ele era. 

Se Omar Aziz não encarou o desgaste de prender alguém que, na sua avaliação, era irrelevante, não encararia o estresse de prender Pazuello e, por conseguinte, acabar comprando briga com o Exército, avaliam seus pares.

Para ser preso, Pazuello, conhecido pelo temperamento mais explosivo, teria de “causar demais”, segundo um senador. Teria de cometer um desacato grave o suficiente para Aziz passar por cima de “suas estrelas”. Com um habeas corpus para permanecer em silêncio, as chances de isso acontecer diminuem bastante.

Íntegra do programa ‘Café do MyNews‘ desta sexta-feira (14), que abordou a possibilidade de prisão do ex-ministro da Saúde.

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O silêncio de Pazuello https://canalmynews.com.br/politica/o-silencio-de-pazuello/ Wed, 12 May 2021 18:30:04 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/o-silencio-de-pazuello/ Advocacia Geral da União prepara recurso para que ex-ministro tenha direito de ficar calado durante depoimento

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O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello já conseguiu adiar uma vez o seu depoimento na CPI da Pandemia, previsto para acontecer na semana passada, alegando que havia entrado em contato com duas pessoas que positivaram para a covid-19. A próxima oitiva está marcada para o dia 19, mas a Advocacia Geral da União (AGU) está trabalhando para que Pazuello tenha o direito de ficar em silêncio ou possa escolher as perguntas às quais responder.

Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, irá depor na CPI da Pandemia.
Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, irá depor na CPI da Pandemia. Foto: Carolina Antunes (Palácio do Planalto).

Como testemunha, o ex-ministro é obrigado a responder a todos os questionamentos e precisa se comprometer a falar a verdade.

A AGU é comandada pelo ministro André Mendonça, e o recurso de habeas corpus que vem sendo preparado pelo órgão deve ser apresentado nos próximos dias ao Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo é blindar Pazuello – e por tabela o presidente Jair Bolsonaro – de questionamentos comprometedores durante seu depoimento na CPI, e evitar que declarações do ex-ministro ampliem as chances de o relator Renan Calheiros (MDB-AL) apresentar um parecer desfavorável ao Palácio do Planalto.

Segundo apurou o jornal Valor Econômico, interlocutores de Pazuello afirmam que o fato de ele já ser investigado pela Justiça sobre a gestão da crise sanitária deveria ser suficiente para impedir seu comparecimento ao colegiado como testemunha. Com isso, a defesa do ex-ministro aposta que investir na tese de que os senadores independentes e da oposição o convocaram como testemunha para obrigá-lo a falar, mesmo sendo investigado, pode garantir uma vitória na Corte.

A oposição acredita que o recurso da AGU não deve ser atendido.

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Comissão Temporária da Covid-19 ouve governadores https://canalmynews.com.br/mais/comissao-temporaria-da-covid-19-ouve-governadores/ Tue, 11 May 2021 15:14:00 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/comissao-temporaria-da-covid-19-ouve-governadores/ Durante Audiência Pública no Senado, líderes estaduais pedem celeridade na aquisição de vacinas contra o coronavírus

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A Comissão Temporária da Covid-19, criada ano passado para acompanhar as ações de combate ao vírus, continua funcionando. E nesta segunda-feira (10) ouviu o governador do Piauí, Wellington Dias – que também é presidente do Consórcio Nordeste e coordenador das vacinas no Fórum dos Governadores -, o governador do Maranhão, Flávio Dino, e o governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja. O prefeito de Florianópolis também participou do encontro, que foi de forma virtual.

Senadores da comissão temporária de enfrentamento à covid-19 pedem campanha governamental urgente, assim como maior incentivo à vacinação.
Senadores da Comissão Temporária de Enfrentamento à Covid-19 pedem campanha governamental urgente, assim como maior incentivo à vacinação. Foto: Reprodução (Agência Senado).

Durante a Audiência, Wellington Dias defendeu uma maior celeridade na aquisição das vacinas para que o Brasil possa avançar no cronograma de imunizações em 2021. Segundo ele, o Brasil corre o sério risco de se isolar internacionalmente caso permaneça no fim da fila da vacinação ao longo deste ano.

“A expectativa é de que a China, e aqui o Chile, a Argentina, a Bolívia, enfim, vários países no entorno do Brasil ou países desenvolvidos, de economia mais forte, com quem temos uma mais intensa relação, estarão, como eles chamam lá, na lista verde, na lista dos países com elevada imunização”, lembrou o governador. “E do outro lado, o Brasil, com baixa imunização. Isso vai dar efeito na desigualdade, nas relações entre os países”, advertiu. 

Os governadores pediram ajuda aos parlamentares na articulação para trazer insumos para a produção de vacinas e também para a importação de imunizantes como a Sputnik V, cujos 37 milhões de doses negociados pelos governadores ainda estão desautorizadas para uso no Brasil.

Em tempo

Na semana passada, o Fórum dos Governadores encaminhou à Agência de Vigilância Sanitária, a Anvisa, documentos do Instituto Gamaleya com detalhes sobre a eficácia da Sputnik V. O governador Wellington Dias também conversou com técnicos da agência nesta segunda para tratar da aquisição de pelo menos 100 milhões de doses de vacina a fim de acelerar o compasso da campanha de vacinação, ainda caminhando muito devagar.

“Agradeço a abertura do diálogo com a Anvisa e faço um apelo para que possamos alcançar cerca de 100 milhões de doses de vacina para que o Brasil tenha condições de imunização em massa, pelo menos, até agosto deste ano, como vai ocorrer com os países mais desenvolvidos”, reforçou o governador.

Na reunião, foram abordados ainda o quadro de ocupação de leitos de UTI e estoques de oxigênio, programas de testagem da população nos estados e municípios, a aplicação de medidas de isolamento social e o retorno às aulas. As informações são da Agência Senado e da assessoria do governo do Piauí.

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Brasil deveria rever posição sobre quebra de patentes, diz pesquisador https://canalmynews.com.br/politica/brasil-deveria-rever-posicao-sobre-quebra-de-patentes-diz-pesquisador/ Thu, 06 May 2021 22:48:47 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/brasil-deveria-rever-posicao-sobre-quebra-de-patentes-diz-pesquisador/ Médico e advogado sanitarista defendeu quebra de patentes para vacina da covid. Brasil se mantém contra

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O ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto França, declarou que o Brasil continua contra a quebra de patentes de insumos e vacinas usados no combate à covid.

A declaração do chanceler foi feita nesta quinta-feira (6) durante audiência pública no Senado. Nesta quarta-feira (5), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou uma mudança de postura do país que passou a ser a favor da quebra de patentes para acelerar a vacinação contra o coronavirus em todo o mundo.

Chegada das vacinas de Oxford ao Estado RS
Vacinas de Oxford/AstraZeneca enviadas ao Rio Grande do Sul.
(Foto: Gustavo Mansur/ Palácio Piratini)

Na audiência, o chanceler disse que o Brasil ainda vai analisar a postura do governo americano. Na CPI da Covid, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, se manifestou contra a quebra quando questionado.

Nesta quinta-feira, a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, declarou que a União Europeia está pronta para discutir o tema. Numa videoconferência com Ursula Von der Leyen, o presidente francês, Emmanuel Macron, também se posicionou favorável à medida que é debatida pela Organização Mundial do Comércio.

Em entrevista ao MyNews, o médico e advogado sanitarista, pesquisador da Universidade de São Paulo e da Universidade de Paris, Daniel Dourado, disse que o Brasil deveria rever sua posição.

“Se pensar a médio e longo prazo, é importante que outros países tenham a possibilidade de fazer vacinas. Fazer vacina é um negócio muito mais complexo. Num cenário de emergência sanitária global e de escassez de vacinas, a posição da OMS é de que a manutenção da propriedade intelectual compromete e atrapalha a possibilidade de outros países produzirem. Há uma lógica de quem defende, mas eu não concordo, não se justifica”, explicou.

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“Vamos ser o último país do mundo a sair da pandemia”, diz Miguel Nicolelis https://canalmynews.com.br/mais/vamos-ser-o-ultimo-pais-do-mundo-a-sair-da-pandemia-diz-miguel-nicolelis/ Fri, 23 Apr 2021 00:08:49 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/vamos-ser-o-ultimo-pais-do-mundo-a-sair-da-pandemia-diz-miguel-nicolelis/ Ao MyNews, Nicolelis defendeu fechar espaço aéreo com a Índia e criticou flexibilização precoce das medidas

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A situação da pandemia no mundo pode piorar com a detecção de uma nova variante do coronavirus na Índia. Há o risco de falta de insumos e vacinas, já que os indianos são os maiores produtores do mundo, e o Brasil deveria fechar o espaço aéreo com o país asiático o quanto antes.

As conclusões são do médico,  neurocientista e professor da Universidade Duke, nos Estados Unidos, Miguel Nicolelis.

O pesquisador explica que essa variante indiana tem uma taxa de transmissão muito mais alta que as outras cepas, inclusive mais que a P1, variante brasileira que surgiu em Manaus e se espalhou pelo Brasil e para outros países.

“A Índia testa bem mais que o Brasil, mas o número de mortes é extremamente subnotificado. Podemos estar tendo um número de casos de quase 1 milhão por dia na Índia e o um número de mortos perto de 40 mil por dia. É assustador. As cremações não estão acontecendo apenas nos locais tradicionais da cultura hindu, mas por todos os pontos das cidades”, afirma

Nicolelis ainda criticou a postura de governadores estaduais como João Doria, de São Paulo, com os anúncios de abre e fecha das medidas de restrição e flexibilização. Nicolelis classificou o método de “sanfona” e explicou que isso prolonga a pandemia.

“É por isso que nós vamos ser o último país do mundo, talvez junto com a Índia, a sair da pandemia. Porque nós criamos um método sanfona, que é o abre e fecha indiscriminadamente, sem critério. Confundimos a população criando essas cores que ninguém entende, nem nós entendemos porque os critérios não são transparentes. Aqui em São Paulo é um desastre completo. A gente vê, tanto no nível da Prefeitura quanto no do governo do Estado, decisões políticas”, declarou.

Confira a entrevista na íntegra:

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Contaminação no futebol de SP é parecida com a de profissionais da linha de frente da saúde https://canalmynews.com.br/mais/contaminacao-no-futebol-de-sp-e-parecida-com-a-de-profissionais-da-linha-de-frente-da-saude/ Sun, 04 Apr 2021 14:13:03 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/contaminacao-no-futebol-de-sp-e-parecida-com-a-de-profissionais-da-linha-de-frente-da-saude/ Pesquisa da USP mostra que atletas de SP têm taxas muito mais altas do que outros países

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Enquanto se discute a reabertura ou fechamento dos campos de futebol, uma pesquisa da USP mostra dados alarmantes. Em nenhum outro esporte mundial as taxas de infecção em atletas foram tão altas quanto as verificadas no futebol paulista. Segundo Bruno Gualano, professor da Faculdade de Medicina da USP e coordenador da pesquisa, o protocolo da Federação Paulista de Futebol é adequado. Mas não para ser implementado num país que atingiu um estágio de descontrole epidêmico como o nosso. “Nos EUA, o conceito de bolha foi estabelecido pela experiência com a NBA, liga do basquete. Eles fizeram um sistema que isolou completamente o esporte da comunidade e se mostrou 100% eficaz em prevenir infecções. Mas não dá pra gente fazer uma bolha de sabão”, disse o pesquisador ressaltando a fragilidade no cumprimento dos protocolos seguidos pelo futebol paulista.

Campeonato Paulista continua paralisado. Foto: Ivan Storti/Santos FC

No início da pandemia o grupo coordenado por Gualano resolveu criar uma agenda para lidar com a Covid. Um destes projetos é o Esporte Covid 19, uma coalizão de pesquisadores de nove instituições de São Paulo. “Comparados aos outros casos de que se tem registro, nossos jogadores se infectaram entre três e 24 vezes mais”, diz.

A pesquisa foi feita em conjunto com a Federação Paulista de Futebol, analisando a base de dados do laboratório comissionado pela federação para fazer testes de covid em oito competições diferentes, e que envolveram mais de seis mil profissionais, entre jogadores e pessoal de apoio. Foram analisados cerca de 30 mil testes de RT-PCR aplicados em 4.269 atletas ao longo dos torneios. Ao todo, 501 exames confirmaram a presença do vírus. Entre os integrantes das equipes de apoio, 161 pessoas, ou 7%, deram positivo.

Para o pesquisador, os números não surpreendem, mas não podem ser naturalizados. Embora haja uma testagem mais frequente nos jogadores do que em outros setores, isso não é suficiente para conter os surtos entre as equipes.

“Todo mundo pensa que eles se infectam no campo. Ao que tudo indica, a taxa de infecção durante um jogo é menos provável. Talvez por ser um lugar aberto, com contatos rápidos entre os atletas”, diz Gualano.

Segundo ele, não se trata de irresponsabilidade do jogador com respeito ao uso de máscaras, higienização e outros protocolos recomendados pela OMS. “Os times pequenos cruzam o Brasil competindo. Uma comissão técnica mais um elenco e equipe de apoio são, por essência, uma aglomeração de pessoas. Tudo que não se pode ter durante uma pandemia respiratória”, diz.

Dentre os campeonatos estaduais, poucos estão parados como no Estado de São Paulo. O campeonato gaúcho, por exemplo, segue firme e no sábado à noite realizou o clássio entre Grêmio e Internacional em Porto Alegre, a partida foi vencida pelo Grêmio por 1 a 0. A previsão é que a bola só volte a rolar nos gramados paulistas quando o Estado sair da fase crítica da epidemia. Ainda assim, a Federação Paulista de Futebol chegou a realizar jogos em Volta Redonda, no Rio de Janeiro.

Antes que alguém pense em dizer que Gualano está dificultando a volta do futebol com a sua pesquisa, ele avisa que adora futebol. “Sou corinthiano, mas é melhor não falar disso. Meu time está mal no campeonato e ainda podem me acusar de conflitos de interesse”, diz ele, brincando. Gualano é formado em Educação Física pela USP, onde também fez doutorado. Na Faculdade de Medicina, fez ainda um pós-doc. Estuda fisiologia do exercício e estilo de vida em populações clínicas.

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Fiocruz recebe insumos para 5,3 milhões de doses da vacina https://canalmynews.com.br/mais/fiocruz-recebe-insumos-para-produzir-53-milhoes-de-doses-da-vacina/ Sat, 03 Apr 2021 15:20:44 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/fiocruz-recebe-insumos-para-produzir-53-milhoes-de-doses-da-vacina/ Instituição entregou até agora 8,1 milhões de doses da vacina contra a covid ao Ministério da Saúde

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A Fiocruz recebeu 225 litros de Ingrediente Farmacêutico Ativo – o IFA -, quantidade capaz de produzir 5,3 milhões de doses da vacina contra a covid-19. Os insumos foram entregues nesta sexta-feira (2) pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos).

Teste para identificação a Covid-19 realizado pela Fiocruz
Teste para identificação a Covid-19 realizado pela Fiocruz. Brasil está atrasado em planejamento para recebimento de vacinas em relação a outros países.
(Foto: Itamar Crispim/Fiocruz)

Com este lote, a instituição garante insumos suficiente para a produção de vacinas Covid-19 até maio. A Fiocruz recebeu IFA nos últimos dias equivalente a 23,5 milhões de doses. Somadas às 11 milhões de doses já produzidas e que estão em processo de controle de qualidade, a fundação garante 35 milhões de doses a serem entregues ao Programa Nacional de Imunizações.

Até o momento, a Fiocruz entregou ao Ministério da Saúde 8,1 milhões de doses da vacina Covid-19, sendo 4 milhões de doses importadas da Índia e 4,1 milhões produzidas até esta sexta-feira. A expectativa é de que as entregas ao Ministério da Saúde somem 100,4 milhões de doses até julho.

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Brasil registra 1 a cada 3 mortes por covid no mundo https://canalmynews.com.br/mais/brasil-registra-1-a-cada-3-mortes-por-covid-no-mundo/ Thu, 01 Apr 2021 17:46:40 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/brasil-registra-1-a-cada-3-mortes-por-covid-no-mundo/ País registrou mais uma vez o pior dia desde o início da pandemia. Brasil se aproxima de 4 mil mortes, com tendência de alta

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O Brasil registrou nesta quarta-feira (31) 3.950 mortes por covid-19. Mais uma vez, o país registrou o maior número de vítimas em 24 horas desde o início da pandemia. O dado é do consórcio de veículos de imprensa.

Sistema de saúde do Amazonas vive caos diante do avanço da Covid-19 no estado e falta de ações contra o vírus
Amazonas vive caos e vê mortes crescerem diante do avanço da Covid-19 no estado e falta de ações contra o vírus.
(Foto: Chico Barata)

O mundo registrou 12 mil mortes pela doença, sendo um terço delas no Brasil. O país foi o que mais registrou vítimas nesta quarta, sendo quase quatro vezes mais que o segundo, os Estados Unidos com 1.052.

Somados, os seis países que mais tiveram mortes depois do Brasil registraram 3.875 vítimas. O número é menor que o contabilizado no Brasil. Os dados dos outros países são do site Worldometers, que reúne informações sobre a doença no mundo.

Mortes por covid

Brasil lidera ranking de países com mais mortes por covid-19 no dia 31 de março de 2020.
Brasil lidera ranking de países com mais mortes por covid-19 no dia 31 de março de 2020. Foto: Edição MyNews (Reproduções Pixabay).

Março de 2021 também foi o mês mais letal da pandemia. No total, 66.868 pessoas perderam a vida no Brasil. O número é mais que o dobro de julho de 2020, até então pior mês da pandemia com 32.912 vítimas da doença.

E a tendência é de alta. Março é o quarto mês consecutivo em que o total de mortes supera o do mês anterior.

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