Arquivos Instituto Butantan - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/instituto-butantan/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Mon, 16 Dec 2024 18:32:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Instituto Butantan pede registro de vacina contra dengue para Anvisa https://canalmynews.com.br/noticias/instituto-butantan-pede-registro-de-vacina-contra-dengue-para-anvisa/ Mon, 16 Dec 2024 18:32:19 +0000 https://localhost:8000/?p=49398 Caso autorizado, instituto terá condições de produzir 100 milhões de doses para o Ministério da Saúde pelos próximos três anos

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O Instituto Butantan entregou hoje (16) à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) os documentos para a aprovação de sua vacina contra dengue, a primeira do mundo em uma única dose. Caso seja dada a autorização, a instituto terá condições de produzir 100 milhões de doses para o Ministério da Saúde pelos próximos três anos.

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Foram encaminhados à Anvisa nesta segunda-feira (16) três pacotes de informações sobre o imunizante. Foi a última leva de documentos necessários ao processo de autorização para a fabricação da chamada Butantan-DV.

“É um dos maiores avanços da saúde e da ciência na história do país e uma enorme conquista em nível internacional. Vamos aguardar e respeitar todos os procedimentos da Anvisa, um órgão de altíssima competência. Mas estamos confiantes nos resultados que virão”, afirma Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan.

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O último participante dos ensaios clínicos do imunizante completou o acompanhamento em junho. Foram cinco anos de ensaios e observação. A New England Journal of Medicine publicou recentemente os dados de segurança e eficácia da candidata à vacina. Os números mostraram 79.6% de eficácia geral pra prevenir casos de dengue sintomática.

Já a The Lancet Infectious Diseases publicou os dados da fase três do ensaio clínico, que apontaram uma proteção de 89% contra dengue grave e dengue com sinais de alarme, além de eficácia e segurança prolongadas por até cinco anos.

No caso de aprovação do imunizante pela Anvisa, o Butantan acredita que tem condições de fornecer um milhão de doses no próximo ano. Outras 100 milhões de doses poderão ser entregues nos anos de 2026 e 2027.

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As informações encaminhadas ao Butantan nesta segunda-feira (16) detalham os processos de fabricação da vacina. Ou seja, demonstram como os testes de formulação e envase cumprem os requisitos da agência.

A fábrica da vacina, que fica no Centro Bioindustrial do Butantan, foi inspecionada e teve suas instalações aprovadas pela Anvisa. Em caso de autorização para a fabricação do imunizante, o Butantan deve enviar uma solicitação de autorização de preço à Câmara de Regulação de Mercado de Medicamentos.

Depois disso,a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) vai analisar a incorporação da vacina ao Sistema Único de Saúde. É a etapa na qual se verificam pontos como redução de internações e de absenteísmo ao trabalho, benefícios e riscos no longo prazo e para a população brasileira.

Assista abaixo ao Segunda Chamada de sexta-feira (13):

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Enquanto OMS anuncia vacina contra a malária, Brasil corta 90% dos recursos para a ciência https://canalmynews.com.br/mais/oms-anuncia-vacina-contra-malaria-brasil-corta-90-recursos-ciencia/ Sun, 10 Oct 2021 19:49:36 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/oms-anuncia-vacina-contra-malaria-brasil-corta-90-recursos-ciencia/ Na mesma semana que a OMS anunciou a aprovação de uma vacina contra a malária, Ministério da Economia retirou Projeto de Lei que destinaria R$ 690 milhões para o Ministério da Ciência e Tecnologia

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Na mesma semana em que a aprovação de uma vacina contra a malária foi anunciada, o Ministério da Economia retirou um Projeto de Lei que destinaria R$ 690 milhões para o Ministério da Ciência e Tecnologia, especialmente para universidades e institutos de financiamento e desenvolvimento de pesquisas. O dinheiro seria destinado para pagar bolsas de estudo e apoiar projetos de pesquisa em todo o país. Do total, restaram apenas R$ 52 milhões, que serão utilizados para o pagamento de medicamentos para o tratamento de câncer.

A retirada dos recursos num momento em que avança o plano de vacinação contra o covid-19 e num período em que a pesquisa e o conhecimento científico têm sido tão valorizados em todas as partes do mundo, aponta para um Brasil na contramão do restante dos países, com iniciativas que podem paralisar pesquisas e diversas áreas do conhecimento.

No campo da pesquisa e desenvolvimento de imunizantes, entre as instituições capacitadas para desenvolver vacinas e que têm contribuído desde a fundação com a saúde pública não apenas no Brasil, mas em nível mundial, estão a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Butantan. Os acordos para compra e produção de vacinas contra o Covid-19 incluíram também transferência de tecnologia para que os imunizantes passem a ser totalmente produzidos em território nacional.

Foto de referência de vacinação. Foto:Unsplash
Vacina contra a malária demorou 30 anos para ser desenvolvida e deve ter forte impacto na redução de casos e ortes na África Subsariana/Foto: Unsplash

O anúncio pela Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre a aprovação de uma vacina contra a malária, após 30 anos de pesquisas, é uma notícia importante que vai impactar diretamente milhares de crianças em todo o mundo – em especial na África Subsariana – onde por ano morrem em decorrência da malária mais de 260 mil crianças com menos de 5 anos. No Brasil, a doença transmitida pela picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada pelo protozoário Plasmodium, é comum na região amazônica – onde foram registrados 153 mil casos em 2019, com 37 óbitos.

Considerada uma doença negligenciada, a dificuldade em desenvolver uma vacina contra a malária também se deve ao longo trabalho de pesquisa necessário para o desenvolvimento de vacinas.

“Não creio que neste caso [a demora] seja pelo fato de ser uma doença negligenciada. No caso da malária, existe também interesse de países desenvolvidos. Trabalhei muito tempo na Holanda e os holandeses se preocupavam muito com este assunto porque viajam muito para a África. A ciência é assim: alguns resultados não temos quando dizer quando vamos alcançá-los. Essa ciência começa com pesquisas básicas até chegar a um produto que pode ser rápido, ou pode ser difícil”, destacou o físico Rogério Galvão, professor titular do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) e ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em participação ao Quinta Chamada Ciência, no Canal MyNews.

Galvão ressalta, por exemplo, que os argumentos de que as vacinas contra o Covid-19 foram criados rapidamente e por isso não seriam tão confiáveis não são verdadeiros. “A pesquisa sobre a vacina contra o Covid-19 que usa o RNA começou há mais de 20 anos. A pesquisadora principal não teve apoio nos Estados Unidos e foi para outros laboratórios e persistiu. Nós não sabemos quanto tempo levará para fazer uma pesquisa. De qualquer forma, vamos nos regojizar por esse grande feito, essa grande ação da ciência”, pontuou o professor.

O jornalista Salvador Nogueira destacou que essa é a primeira vez que se desenvolve uma vacina para protozoários, que deve impactar numa redução de pelo menos 50% dos casos de malária. Se tivermos como base que apenas em 2019 o mundo registrou cerca de 230 milhões de casos de malária, com mais de 400 mil mortes, os resultados da vacinação contra a doença no longo prazo são de esperança. Para Nogueira, o fato de o desenvolvimento do imunizante ter demorado 30 anos mostra a dificuldade do processo de pesquisa.

“A sociedade às vezes tem a ideia do cientista como se fosse um professor pardal. Trago um problema para ele e ele vai no laboratório e resolve. Não é assim. As coisas às vezes desenvolvem por outros caminhos. Uma pesquisa que foi feita há anos, que não tinha nenhuma intenção de produzir uma vacina, realizada pelo valor do conhecimento, mais tarde pode ser usada para outro grupo para produzir uma vacina e é assim em vários produtos”, ressaltou Rogério Galvão, lembrando que em muitos casos os laboratórios farmacêuticos são melhor equipados e têm mais insumos do que laboratórios de universidades.

Produção de vacinas é demorada e demanda várias etapas

A produção de vacinas demanda tempo e estudo. Se a vacina contra a malária demorou 30 anos para ser aprovada, outros imunizantes também não ficaram para trás. Rafael Dhália, pesquisador do Departamento de Virologia e Terapia Experimental da Fiocruz cita algumas vacinas que também demoraram a serem desenvolvidas: a da catapora levou 28 anos; a do rotavírus demandou 15 anos; para a vacina contra a tuberculose foram 13 anos de estudos.

Dhália ressalta que todo imunizante passa por pelo menos cinco fases de desenvolvimento e testes, até ser aprovado para aplicação na população. E que 3 milhões de pessoas são salvas todos os anos graças à vacinação.

“Para desenvolver uma vacina são necessária cinco fases. A fase pré-clínica, quando é decidido o antígeno que vai provocar o organismo a produzir a imunidade. A etapa de testes em animais e verificação da produção de anticorpos. Essa fase é a mais demorada e só depois é que se iniciam os testes em seres humanos, até que a vacinação em massa possa ser autorizada”, explica o pesquisador da Fiocruz.

Ele explica que a velocidade de desenvolvimento das vacinas contra o covid-19 se deve a diversos fatores, entre os quais a situação de emergência mundial, que permitiu com que algumas fases de desenvolvimento fossem feitas de forma simultânea; algo justificável diante da gravidade da pandemia. O que também motivou o avanço rápido na produção dos imunizantes foi o uso de pesquisas prévias e o compartilhamento de informações entre centros de pesquisas e cientistas de todo o mundo – num esforço global para vencer o novo coronavírus.

Dhália reforça que vacina não é “mágica” e que ainda teremos algum tempo com as chamadas “bolhas de pessoas imunizadas”. “O que a gente pode fazer para evitar as infecções é distanciamento social, uso de máscaras e medidas de higiene”, ressalta.

Além da vacina contra o covid-19, a vacina contra o ebola – que demorou 5,5 anos para ser desenvolvida e autorizada – e a vacina contra a Caxumba, com um período entre a pesquisa e a aplicação de 4 anos, também são considerados imunizantes desenvolvidos em tempo recorde.

Assista ao Quinta Chamada Ciência, no Canal MyNews, ou ouça o Podcast do programa nas principais plataformas

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Anvisa libera teste da ButanVac em humanos https://canalmynews.com.br/mais/anvisa-libera-teste-da-butanvac-em-humanos/ Thu, 08 Jul 2021 16:11:15 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/anvisa-libera-teste-da-butanvac-em-humanos/ No Café do MyNews desta quinta-feira, o diretor do Instituto Butantan afirmou ser possível vacinar a população com o imunizante já em outubro

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O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, participou do programa ‘Café do MyNews‘ desta quinta-feira (8), e confirmou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou o teste da vacina ButanVac em humanos – é o primeiro imunizante contra o coronavírus produzido integramente no Brasil. Nesta primeira fase do estudo clínico, a chamada fase A, serão testados 418 voluntários.

Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, participou do programa 'Café do MyNews' desta quinta-feira (8).
Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, participou do programa ‘Café do MyNews’ desta quinta-feira (8). Foto: Reprodução (Arquivo Pessoal).

Segundo Dimas Covas, como é uma vacina nova, há a necessidade de testar diferentes doses, e avaliar a sua segurança e resposta imune. “Nós dependemos de realizar essa primeira fase mais rapidamente, e aí, com os dados gerados nessa fase A, a gente prossegue para a fase B, já sabendo o número de doses para as fases seguintes” – explicou ele.

A vantagem da ButanVac, segundo o diretor do Butantan, é que é um imunizante de segunda geração, então os testes podem ser simplificados e há a expectativa de que a vacina esteja aprovada para aplicação em outubro. “A vacina já está em produção. Nós temos neste momento em torno de 10 milhões de doses prontas da vacina, já aguardando quando tiverem disponíveis os resultados deste estudo para poder solicitar a autorização da Anvisa para o uso emergencial” – confirmou Covas.

Questionado sobre a cobertura da ButanVac para todas as variantes do coronavírus, o diretor ressaltou o fato da vacina ser de segunda geração e por isso, ter sido aperfeiçoada. “Quando eu falo que é uma vacina aperfeiçoada, um dos aperfeiçoamentos já é a incorporação de variantes, tanto a variante Gama – que é a variante P1 – como também a variante da África do Sul, e mais recentemente essa variante Delta, da índia” – explicou.

Sobre os sommeliers de vacina, Dimas Covas afirmou que escolher imunizante é “ignorância”. Para ele, “as pessoas não têm ideia do grau de proteção oferecido pelas vacinas e todas as vacinas que estão aí são vacinas aprovadas pela nossa Anvisa e que, portanto, tem características suficientes para determinar níveis elevados de proteção.”

E acrescentou: “a vacina do Butantan é uma das que têm um dos mais elevados índices de eficiência, e essa preferência de vacinas não justifica. Tem ocorrido aí uma luta política que a todo momento procura desqualificar a vacina do Butantan, o presidente da República tem desqualificado a vacina em vários momentos e a sua legião de acompanhantes vai sempre nesse sentido.”

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ButanVac é liberada pela Anvisa para testes em humanos https://canalmynews.com.br/mais/butanvac-e-liberada-pela-anvisa-para-testes-em-humanos/ Thu, 10 Jun 2021 14:37:13 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/butanvac-e-liberada-pela-anvisa-para-testes-em-humanos/ A vacina contra a Covid-19 é desenvolvida pelo Instituto Butantan e promete ser a primeira com produção 100% nacional

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), anunciou nesta quarta-feira (9) a liberação da ButanVac para testes clínicos em humanos. É o início da fase clínica dos estudos. O Instituto Butantan, responsável pelo desenvolvimento do imunizante, aguardava a autorização para os testes desde abril, e afirma que já deu início à produção. Por enquanto, não há previsão de autorização para uso emergencial.

A vacina do Brasil
A expectativa é que 58 milhões de doses do imunizante ButanVac estejam prontas até o fim do ano. Foto: Governo de SP.

Em nota, a Anvisa afirmou que a instituição ligada ao governo paulista ainda terá que apresentar “informações complementares” antes de começar a aplicação experimental da ButanVac. A agência também disse que nas últimas semanas houve “intensa troca de informações” e reuniões com o Butantan para definir a autorização.

O teste foi liberado para a primeira parte das fases 1 e 2, e podem participar 400 dos 6 mil voluntários previstos nestas etapas. A vacina será aplicada em duas doses, com intervalo de 28 dias. O estudo será realizado no Hospital das Clínicas (FMUSP) e no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/SP.

A ButanVac é a primeira vacina contra a covid-19 produzida no Brasil sem que seja necessária a importação de matéria-prima, e já foi testada em animais.

A expectativa é que 18 milhões de doses do imunizante estejam prontas ainda neste mês, e mais 40 milhões até o fim do ano. Em 21 de maio, Douglas Gonçalves Macedo, gerente de produção do Instituto Butantan, disse ao Jornal Hoje da TV Globo que o laboratório já estava produzindo o oitavo lote da vacina. Cada um tem cerca de um milhão de doses.

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Governo de SP anuncia a Butanvac, vacina 100% nacional https://canalmynews.com.br/mais/governo-de-sp-anuncia-a-butanvac-vacina-100-nacional/ Fri, 26 Mar 2021 13:06:46 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/governo-de-sp-anuncia-a-butanvac-vacina-100-nacional/ Imunizante foi desenvolvido pelo Instituto Butantan que pedirá autorização para testes à Anvisa

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O governo do Estado de São Paulo anunciou a criação de uma nova vacina contra a covid-19. A Butanvac foi desenvolvida pelo Instituto Butantan que vai pedir ainda nesta sexta-feira (26) uma autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para começar os estudos com voluntários.

João Doria (PSDB) anuncia a Butanvac, primeira vacina nacional contra a covid-19.
João Doria (PSDB) anuncia a Butanvac, primeira vacina nacional contra a covid-19. Foto: Governo do Estado de São Paulo (Flick).

“Protocolaremos esse material ainda hoje e vamos dialogar intensamente com a Anvisa para que ela perceba a importância da autorização do início desses estudos clínicos o mais rapidamente possível, para que possamos em um mês e meio, dois meses e meio, terminar essa fase de avaliação clínica e iniciar a produção”, disse o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas.

A expectativa é de que os testes comecem em abril e a produção das doses em maio, mas esse cronograma depende do aval da Anvisa. O governador João Doria (PSDB) disse que 40 milhões de doses estarão disponíveis a partir de julho.

Doria também disse que vai enviar todas as informações da Butanvac para a Organização Mundial da Saúde. O objetivo é de que a OMS acompanhe o desenvolvimento dos testes clínicos desde o início. O governador prometeu ainda vacinar todos os cidadãos de São Paulo até o fim do ano.

Além do Brasil, a Butanvac será testada no Vietnã e na Tailândia. Nas fases 1 e 2, serão 1.800 voluntários. Já na fase 3, serão cerca de 9 mil pessoas participando da última etapa que vai definir a eficácia do imunizante.

Dimas Covas declarou que a Butanvac usa a mesma tecnologia da vacina da gripe com base em ovos de galinha e, portanto, é mais barata e segura.

A vacina tem produção totalmente nacional e começou a ser desenvolvida há um ano.

“Um grande avanço da ciência brasileira a serviço da vida. Fizemos todos os enfrentamentos desde abril do ano passado para colocar a vacina no braço dos brasileiros. E hoje temos a oportunidade de apresentar uma nova vacina. Esperamos poder oferecê-la a partir de julho. A Butanvac é uma resposta aos negacionistas”, declarou Doria.

Vacina Butanvac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em São Paulo.
Vacina Butanvac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em São Paulo. Foto: Governo do do Estado de São Paulo (Flickr).

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Pazuello promete 230 milhões de doses de vacinas até julho https://canalmynews.com.br/mais/pazuello-promete-230-milhoes-de-doses-de-vacinas-ate-julho/ Wed, 17 Feb 2021 22:56:35 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/pazuello-promete-230-milhoes-de-doses-de-vacinas-ate-julho/ Ministro deu declaração em reunião com governadores. Pazuello conta com as vacinas Sputnik V e Covaxin, que ainda não foram aprovadas

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O ministro da saúde, Eduardo Pazuello, disse que o país vai receber 230,7 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 até o fim de julho.

A declaração foi feita durante uma reunião virtual com governadores que foi organizada pelo governador do Piauí, Wellington Dias (PT).

O cronograma dado por Pazuello considera as vacinas Sputnik V, desenvolvida pelo instituto russo Gamaleya, e a indiana Covaxin, que estão em fase de negociação. Os dois imunizantes ainda não foram aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Eduardo Pazuello, ministro da Saúde
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.
(Foto: Erasmo Salomão/MS)

O Ministério da Saúde prevê o recebimento de 11,3 milhões de doses ainda neste mês. A quantidade inclui 9,3 milhões de doses da Sinovac/Butantan, produzidas no Brasil e 2 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca, importadas da Índia.

Para março, o governo federal aguarda 18 milhões de doses do Instituto Butantan e outras 16,9 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca.

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Serrana inicia plano inédito de vacinação em massa contra Covid-19 https://canalmynews.com.br/mais/serrana-vacinacao-em-massa/ Wed, 17 Feb 2021 13:48:51 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/serrana-vacinacao-em-massa/ Em parceria com o Instituto Butantan, município de SP pretende vacinar 30 mil habitantes e atingir imunidade de rebanho

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O município de Serrana, interior de São Paulo, dá início nesta quarta-feira (17) ao plano de vacinação em massa contra a Covid-19. Receberão o imunizante voluntários da cidade cadastrados em um estudo clínico inédito do Instituto Butantan, referente à análise efetiva da CoronaVac na diminuição da taxa de transmissão do vírus.

Os pesquisadores pretendem também identificar o impacto sobre as internações, mortes e tempo que a cidade demandará para consolidar o fenômeno da imunidade de rebanho.

Teste com voluntário para vacina contra a Covid-19
Teste com voluntário para vacina contra a Covid-19.
(Foto: Governo do Estado de São Paulo)

Durante a manhã, na Escola Municipal Professora Maria Celina Walter de Assis, uma cerimônia marcou o começo do projeto. Participam do evento o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, e o prefeito de Serrana, Leonardo Capitelli (MDB).

Segundo o cronograma estabelecido, ao menos 30 mil moradores devem receber o antiviral (primeira e segunda dose) até o mês de abril – a cidade possui 45.844 habitantes. A publicação dos estudos, de acordo com o Instituto, está prevista para a segunda semana de maio.

As vacinas utilizadas na pesquisa são exclusivas para a realização das análises clínicas, não interferindo na distribuição e logística dos lotes ao restante do país.

Plano de vacinação

Apenas moradores da cidade estão habilitados para receber as doses (menos mulheres grávidas ou em amamentação, quem teve febre nas últimas 72 horas e portadores de doenças graves).

Em 2020, antes mesmo do anúncio oficial, a prefeitura de Serrana já havia mapeado a população por intermédio de um censo realizado com o Instituto Butantan, o Hospital Estadual e a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), para evitar que cidadãos de fora do município se mudassem apenas para conseguirem a vacina destinada ao estudo.

Aqueles que receberem a primeira dose, deverão, antes de serem vacinados, assinar um termo de consentimento, passar por atendimento médico, ter uma amostra de sangue coletada e, por fim, ficar em observação após receber o imunizante – o processo completo pode demorar até uma hora e meia por voluntário.

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Instituto Butantan confirma eficácia global de 50,38% da vacina Coronavac https://canalmynews.com.br/mais/instituto-butantan-confirma-eficacia-global-de-5038-da-vacina-coronavac/ Fri, 29 Jan 2021 19:26:38 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/instituto-butantan-confirma-eficacia-global-de-5038-da-vacina-coronavac/ Inferior ao número apresentado na última semana, dado inclui pacientes assintomáticos no estudo

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Em pronunciamento oficial na tarde desta terça-feira (12), o diretor médico de pesquisa clínica do Instituto Butantan, Ricardo Palácios, confirmou que a vacina Coronavac possui eficácia geral de 50,38% contra a Covid-19.

O índice está levemente acima dos 50% requeridos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para considerar um imunizante efetivo. O dado recente foi encaminhando ao instituto regulador brasileiro junto do pedido de registro emergencial da vacina.

Em um primeiro momento, foram informados que os números da Coronavac apontavam eficiência preventiva de 78% para casos leves e 100% para pacientes moderados ou graves. Apesar de inferior, a percentagem atual atende às demandas dos principais órgãos regulamentadores nacionais e internacionais.

Coronavac, vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan
Coronavac, vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. (Foto: Governo do Estado de São Paulo)

Queda no percentual

A queda registrada nos dados de eficácia da Coronavac se deve à inclusão de paciente infectados, porém assintomáticos, ao estudo de fase 3 administrado pelo Butantan no Brasil. No total, a vacina desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac foi testada em 13.060 voluntários, todos profissionais da saúde.

​A discrepância entre o resultado atual e o divulgado no último dia 8 é consequência, também, de ambições comerciais. O laboratório Sinovac averiguou divergências entre os estudos indonésio (65% de eficácia geral), turco (91%) e o brasileiro (50,38%), cenário comum dado que não foram executados na mesma população.

O interesse chinês, contudo, é obter um número unificado e comerciante, o que esclarece o embate entre o Butantan e a empresa biofarmacêutica asiática, que proibiu a divulgação de dados apenas do estudo brasileiro.   

A solicitação da Anvisa pelos números oficiais, somada às críticas por parte da comunidade científica acerca da transparência do processo, levaram o Butantan a negociar internamente a pauta, evidenciando as divergências.

Outro elemento de influência partiu de políticas do governador João Doria (PSDB-SP), que pressionou o instituto a elucidar toda a situação. O imunizante chinês é alvo da disputa política entre o tucano e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), fomentada pelo ativismo estadual e o negacionismo federal durante a administração pública da pandemia.

Uso emergencial

Na primeira semana de janeiro, mesmo com árduas críticas por parte de Bolsonaro, a pasta da Saúde incluiu a Coronavac no plano nacional de imunização. Horas depois da realização do pedido emergencial para aplicação da vacina asiática, o imunizante britânico fabricado pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford também foi requerido, concebendo, assim, uma corrida dentro da Anvisa.

De acordo com a atualização de hoje, o Butantan possui 40,7% de sua solicitação considerada concluída, ante 27,35% da Fiocruz, que produzirá o antiviral europeu. A agência considerou um prazo de 10 dias para completar a avaliação.

Doria espera a autorização do uso emergencial para dar início ao programa de vacinação paulista, projetado para 25 de janeiro. Entretanto, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, informou que o processo de imunização está sujeito ao planejamento federal.

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Governo de SP anuncia chegada de insumos para vacinas para 3 de fevereiro https://canalmynews.com.br/mais/governo-de-sp-anuncia-chegada-de-insumos-para-vacinas-para-3-de-fevereiro/ Tue, 26 Jan 2021 17:42:03 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/governo-de-sp-anuncia-chegada-de-insumos-para-vacinas-para-3-de-fevereiro/ Expectativa é de receber, até abril, insumos para produção das 40 milhões de doses contratadas

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Doses da Coronavac, vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan com o laboratório chinês Sinovac
Doses da Coronavac, vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan com o laboratório chinês Sinovac.
(Foto: Governo do Estado de São Paulo)

Uma primeira leva de insumos da China para produção de vacinas contra a Covid-19 deve chegar ao Brasil no dia 3 de fevereiro. A informação é do governo de São Paulo, divulgada durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (26).

“Nós tivemos essa sinalização, de que a liberação desses lotes será feita de uma maneira muito rápida começando por esses 5,4 mil litros que foram anunciados no dia de ontem [segunda-feira, 25] e chegarão aqui na próxima semana, com previsão do dia 3 de fevereiro”, afirmou Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, durante a coletiva.

A partir da chegada dos insumos, o Butantan prevê produzir 8,6 milhões de doses da Coronavac, imunizante desenvolvido em conjunto com o laboratório chinês Sinovac. Foi com ele que teve início a vacinação no Brasil, após o aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), no último dia 17. Na ocasião, também foi dado o aval para outra vacina, a da Oxford/AstraZeneca.

Outros 5,6 mil litros estão em processo avançado de liberação pelo governo chinês, segundo Dimas. A expectativa do Instituto Butantan é a de receber, até abril, o total de insumos para produção das 40 milhões de doses contratadas. Esse demanda futura também já conta com autorização da Anvisa para uso emergencial no Brasil.

Relação Brasil-China

O evento contou com a participação do embaixador da China no Brasil, Yang Wanming. Por meio de vídeo transmitido durante a coletiva, ele negou que os insumos não tenham chegado por questões diplomáticas.

“O Brasil é um país importante e um parceiro de grande significado para a China. Mantemos uma relação amistosa tradicional entre os dois países, incluindo o estado de São Paulo. Os avanços significativos da cooperação da Sinovac e o Instituto Butantan evidencia atitude científica e rigorosa dos pesquisadores de ambos os países, neste momento em que a Coronavac está sendo aplicada em todo o Brasil. Isso demonstra que a nossa cooperação beneficia não só os paulista como o povo brasileiro”, declarou durante a coletiva.

O Brasil vive uma relação conturbada com Pequim, alimentada pela chamada “ala ideológica” do governo, que culpa a China pelo novo coronavírus e chega a questionar a eficácia da vacina desenvolvida com a Sinovac, entre outros atritos. O atraso na vinda dos insumos foi visto como uma retaliação dos chineses a esses fatos.

Durante a coletiva, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), rebateu o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que disse em rede social na segunda-feira (25) que os insumos tinha sido liberados pela China após ação do governo federal.

“Todas as demandas foram conduzidas pelo Instituto Butantan e pelo governo de São Paulo”, disse Doria. “Nesses dois anos, nós ampliamos as relações econômicas, comerciais, institucionais, culturais, de cooperação e de solidariedade com a China”, completou o governador.

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Veja para onde vão as vacinas que chegaram ao Brasil e receberam novo aval da Anvisa https://canalmynews.com.br/mais/veja-para-onde-vao-as-vacinas-que-chegaram-ao-brasil-e-receberam-novo-aval-da-anvisa/ Sat, 23 Jan 2021 16:50:29 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/veja-para-onde-vao-as-vacinas-que-chegaram-ao-brasil-e-receberam-novo-aval-da-anvisa/ Coroanvac feita no Instituto Butantan recebeu nova autorização emergencial, enquanto doses da Oxford enfim chegaram da Índia

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Teste com voluntário para vacina contra a Covid-19
Teste com voluntário para vacina contra a Covid-19.
(Foto: Governo do Estado de São Paulo)

A sexta-feira (22) terminou com duas boas notícias para o programa de imunização contra a Covid-19 no Brasil. Além da aprovação para uso emergencial de um novo lote de vacinas Coronavac, produzidas pelo Instituto Butantan, chegaram ao país também 2 milhões de doses do imunizante Oxford/AstraZeneca, previstas do acordo com a Índia.

Com isso, a imunização no Brasil ganha um novo fôlego, ainda que curto e que dependa da vinda de insumos médicos da China para permitir uma maior produção das vacinas em território nacional.

Segundo o governo de São Paulo, cerca de 900 mil doses da Coronavac foram imediatamente liberadas para o Ministério da Saúde após a nova autorização da Anvisa para uso emergencial do imunizante. Ao todo, o Instituto Butantan recebeu aval para a produção de 4,1 milhões de novas doses.

Doses da Coronavac, vacina que recebeu autorização para uso emergencial no Brasil
Doses da Coronavac, vacina que recebeu autorização para uso emergencial no Brasil.
(Foto: Breno Esaki / Agência Saúde)

Desse total, de acordo com as autoridades paulistas, 200 mil doses foram levadas ao Centro de Distribuição e Logística da Secretaria da Saúde de São Paulo. Outras 700 mil vão para a central de distribuição do Ministério da Saúde, em Guarulhos (SP).

Prioridade para o Amazonas

Já as vacinas produzidas na Índia, desenvolvidas pela Oxford, foram levadas para a Fiocruz, no Rio de Janeiro, responsável pelas doses em solo brasileiro. A expectativa é que ainda neste sábado (23) elas sejam encaminhadas para outros Estados, tendo o Amazonas como destino prioritário.

 “A prioridade nesse momento é para o estado do Amazonas, que vive hoje a situação mais crítica no nosso país. Após um acordo com governadores, 5% dessa carga irá para Manaus”, disse o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, após a chegada das doses ao Brasil.

Avião da Emirates chega ao Brasil com vacinas da Oxford produzidas pela Índia
Avião chega ao Brasil com vacinas da Oxford produzidas pela Índia.
(Foto: Ministério da Saúde)

O Amazonas vive colapso na saúde pública em razão do aumento de casos de Covid-19 no Estado. A gravidade da situação leva especialistas a defenderem até ajuda internacional para tentar frear o avanço do vírus.

“É uma atitude de desespero, um pedido de socorro internacional, literalmente. Temos uma gestão municipal, estadual e federal que atuam conjuntamente e nos deram provas, não só ao amazonense, mas ao brasileiro e à humanidade, que se mostraram incapazes de conter a circulação do novo coronavírus em Manaus”, desabafou o epidemiologista Jesem Orellana, da Fiocruz Amazônia, durante entrevista ao Almoço do MyNews na última sexta.

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Anvisa libera uso emergencial de novo lote da vacina Coronavac no Brasil https://canalmynews.com.br/mais/anvisa-libera-uso-emergencial-de-novo-lote-da-vacina-coronavac-no-brasil/ Fri, 22 Jan 2021 19:39:42 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/anvisa-libera-uso-emergencial-de-novo-lote-da-vacina-coronavac-no-brasil/ Um lote anterior, de 6 milhões de doses, já havia recebido autorização para uso emergencial no Brasil no último domingo

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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu, por unanimidade, liberar o pedido do Instituto Butantan, de São Paulo, para uso emergencial de mais 4,8 milhões de doses da Coronavac. A vacina é desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac e já está sendo empregada no Plano Nacional de Imunização no Brasil.

A decisão foi tomada durante reunião da Anvisa, que foi transmitida ao vivo por meio do canal da agência no YouTube. O novo pedido inclui as 4,8 milhões de doses da vacina que foram produzidas já em solo brasileiro, além da permissão para a produção de outras 35 milhões pelo Instituto Butantan.

Um lote anterior, de 6 milhões de doses, já havia recebido autorização da Anvisa para uso emergencial no Brasil no último domingo (17), ao lado da vacina de Oxford/AstraZeneca – que conta com a Fiocruz como parceira e futura produtora no país. Os imunizantes liberados, no entanto, tinham sido importados já prontos da China.

Doses da Coronavac, vacina que recebeu autorização para uso emergencial no Brasil
Doses da Coronavac, vacina que recebeu autorização para uso emergencial no Brasil.
(Foto: Breno Esaki / Agência Saúde)

Fase vermelha em SP e entraves Brasil afora

A decisão da Anvisa que libera o novo lote de vacinas da Coronavac chega em um momento no qual a pandemia de Covid-19 volta a ganhar força no Brasil.

O aumento de casos no estado de São Paulo, por exemplo, levou o governador João Doria (PSDB) a determinar a reclassificação das regiões paulistas para fases mais restritivas. Além disso, também estipulou a fase vermelha – a mais – para todo o estado aos fins de semana e feriados, além de dias úteis após as 20 horas. A medida passa a valer a partir da próxima segunda-feira (25).

Também servem de empecilho para a questão da Covid-19 a série de embates políticos e diplomáticos criados em torno da vacina.

A produção no Butantan encontra-se paralisada desde domingo (17) em razão da falta de insumos para o imunizante. O material é importado da China e aguarda liberação do governo do país asiático para embarcar para o Brasil.

A reação chinesa é apontada como uma retaliação ao Brasil em razão de uma série de críticas e ofensas que partem de integrantes do governo de Jair Bolsonaro e de filhos do presidente.

Nesta semana, o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, afirmou que “a China não tem dado celeridade aos documentos de exportação necessários para que o IFA saia e venha para o Brasil”, e completou: “Estamos fazendo movimentos fortes no nível diplomático para encontrar onde está essa resistência e resolver o problema”.

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Ministério da Saúde comprará toda a produção de vacinas do Butantan https://canalmynews.com.br/politica/ministerio-da-saude-comprara-toda-a-producao-de-vacinas-do-butantan/ Sun, 10 Jan 2021 20:23:08 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/ministerio-da-saude-comprara-toda-a-producao-de-vacinas-do-butantan/ Expectativa é de que Coronavac seja distribuída para todos os Estados em até 48h após liberação da Anvisa

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O governo federal incorporou todas as doses da Coronavac no Plano Nacional de Imunização. O imunizante é desenvolvido em parceria pelo Instituto Butantan e o laboratório chinês Sinovac. A informação foi confirmada pelo diretor-geral do Butantan, Dimas Covas.

O diretor-geral também afirmou que a expectativa é de que a distribuição da vacina comece de 24 a 48 horas depois da liberação de uso emergencial da Coronavac pela Anvisa.

“No momento, o Butantan tem 6 milhões de doses e serão incorporadas pelo ministério, a medida que houver liberação do uso emergencial. Essas vacinas serão distribuídas por todos os estados de forma proporcional, obedecendo critérios demográficos e número de pessoas nas faixas de risco. Todos os estados serão atendidos. Com essas e mais 2 milhões vindo pela FioCruz. Teremos em janeiro 8 milhões de doses para iniciar a campanha de vacinação”, afirmou Dimas Covas.

Coronavac, vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan
Coronavac, vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.
(Foto: Governo do Estado de São Paulo)

Na última quinta-feira (7), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou que o governo federal compraria 100 milhões de doses da Coronavac, sendo 46 milhões entregues até abril.

O pedido de uso emergencial foi feito na sexta-feira (8). A Anvisa deve concluir a análise em até dez dias.

Em entrevista ao MyNews, o médico infectologista, ex-ministro da saúde e deputado federal Alexandre Padilha, criticou a atuação do governo federal durante a pandemia.

“Estamos muito atrasados, o Brasil está na rabeira, o que é assustador. Enquanto a gente está discutindo a autorização emergencial da vacina, outros países estão contando quantas pessoas já se vacinaram. E o mais assustador é que o Brasil sempre foi um líder global na vacinação”, declarou Padilha.

O deputado e ex-ministro também afirmou que o país errou ao não fechar contratos com mais de um laboratório. O governo federal tem acordo apenas para a vacina produzida pela Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca.

“O governo errou porque para vacinar uma população como o Brasil, com mais de 200 milhões de habitantes, só tem uma forma: você tem de incorporar todas as vacinas que se mostrem eficazes e seguras. Nós fizemos isso com o H1N1 e o Brasil foi campeão de vacinação. Então, você precisa ter várias vacinas para compor o esquema de vacinação. Nas áreas remotas, onde é difícil manter a refrigeração, você pode utilizar determinada vacina. Já nos centros urbanos ou próximo de hospitais, poderia usar uma que tenha regras de refrigeração diferente. Você deve usar todas para compor um plano de vacinação o mais amplo possível. E esse é o principal erro do governo federal”.

Padilha também ressalta o atraso para a divulgação do plano nacional de vacinação e afirma que toda a população brasileira deve ser vacinada em 2021.

“É inadmissível qualquer plano de vacinação que não garanta a vacinação para toda a população neste ano. O ideal seria fazer isso até começar o inverno. Pelo menos, até o inverno, vacinar todos os grupos prioritários, o que dá entre 50 e 70 milhões de pessoas no Brasil, e depois ir vacinando toda a população”, avalia o ex-ministro.

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Coronavac no Brasil alcança eficácia de ao menos 78% contra a Covid-19, diz governo de SP https://canalmynews.com.br/mais/coronavac-no-brasil-alcanca-eficacia-de-ao-menos-78-contra-a-covid-19-diz-governo-de-sp/ Thu, 07 Jan 2021 20:58:28 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/coronavac-no-brasil-alcanca-eficacia-de-ao-menos-78-contra-a-covid-19-diz-governo-de-sp/ Anúncio dos resultados foi marcado por tom emotivo e ufanista de Doria e de autoridades de saúde

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Coronavac, vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan
Coronavac, vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.
(Foto: Governo do Estado de São Paulo)

Atualizado às 14h05 de 7.jan.2021

Depois de alegar questões de contrato para adiar a divulgação dos resultados de testes com a vacina CoronaVac, o governo de São Paulo anunciou nesta quinta-feira (7) que a taxa de eficácia do imunizante contra a Covid-19 é de 78% contra casos leves e evita 100% de ocorrências moderadas e graves do vírus.

Os dados foram divulgados durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, sede do governo estadual, que contou com a presença do governador João Doria (PSDB) e de autoridades públicas de saúde no Estado.

Em tom ufanista, o governador disse na coletiva que trata-se de um dia “histórico” para o combate à Covid-19 no Brasil.

“É um momento histórico que nos orgulha. Hoje é o dia da esperança, [e o dia da vida. A vacina do Butantan é a vacina de São Paulo e a vacina de São Paulo é a vacina do Brasil. Já temos a vacina pronta em solo brasileiro. Felizmente este dia chegou e é hoje”.

Também nesta quinta, o Instituto Butantan iniciou o trâmite junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para o pedido de registro emergencial do imunizante que irá produzir em conjunto com o laboratório chinês Sinovac.

“Estamos evitando casos graves, moderados, internação hospitalar, a necessidade de atendimento ambulatorial. É uma excelente vacina para o momento, precisamos que ela chegue ao braço das pessoas o mais rapidamente possível. É a única hoje disponível no Brasil”, afirmou Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, durante a coletiva, sobre os resultados.

Na prática, se uma vacina tem 78% de eficácia, isso significa dizer que 78% das pessoas que tomam a vacina ficam protegidas contra aquela doença. A taxa mínima recomendada pela Anvisa e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 50%.

Testes

Segundo o governo paulista, cerca de 12 mil voluntários brasileiros, que atuam na linha de frente do combate ao coronavírus, participaram dos testes, que começaram em julho de 2020 e ainda estão em andamento.

“Nós desafiamos essa vacina de uma forma que outras vacinas não fizeram” Fomos testar a vacina onde havia maior exposição ao vírus. Isso é importante mencionar”, afirmou Dimas Covas.

No final de 2020, a Turquia divulgou percentual de 91,25% de eficácia da Coronavac em testes preliminares feitos com 1,3 mil voluntários junto à população em geral.

Os detalhes do estudo, entretanto, não foram apresentados durante a coletiva. Segundo o diretor do Butantan, as informações serão enviadas à Anvisa e divulgadas posteriormente em publicações científicas.

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SP diz que Coronavac tem eficácia para uso emergencial, mas alega contrato para adiar dados https://canalmynews.com.br/politica/sp-diz-que-coronavac-tem-eficacia-para-uso-emergencial-mas-alega-contrato-para-adiar-dados/ Wed, 23 Dec 2020 23:09:57 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/sp-diz-que-coronavac-tem-eficacia-para-uso-emergencial-mas-alega-contrato-para-adiar-dados/ Governo paulista mantém 25 de janeiro como data de início da imunização

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O governo de São Paulo e o Instituto Butantan anunciaram nesta quarta-feira (23) que a Coronavac, vacina contra a Covid-19 desenvolvida em conjunto com o laboratório chinês Sinovac, tem eficácia e segurança suficientes para solicitação de uso emergencial. Contudo, a pedido do parceiro externo, adiou a divulgação dos resultados da fase 3 de testes.

Segundo Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, o objetivo é que os dados sejam comparados a resultados de pesquisas em outros países, evitando que o imunizante tenha diferentes índices de eficácia anunciados.

O secretário de Saúde do estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, afirmou em coletiva de imprensa que a taxa de eficácia da vacina foi superior ao valor mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 50%. E negou que o atraso na divulgação dos dados por força de contrato tenha decepcionado.

“O fato disso acontecer transmite isonomia para que uma empresa possa dizer que toda a imunização feita tenha o mesmo percentual de eficácia no mundo”.

Apesar do atraso na divulgação dos dados, o governo paulista mantém a data de 25 de janeiro como início do programa estadual de imunização com a Coronavac. “Isso não muda a estratégia vacinal”, emenda o secretário.

Coronavac, vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan
Coronavac, vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.
(Foto: Governo do Estado de São Paulo)

Brigas políticas e indefinição

Enquanto alguns países mundo afora já iniciam o processo de imunização de suas populações contra a Covid-19, a questão da vacina no Brasil ainda é pivô de uma grande disputa política e ideológica, que inclui ainda desinformação quanto a supostos efeitos do imunizante.

O governo federal anunciou na última quarta-feira (16) um plano nacional de imunização. Embora não tenha anunciado qualquer data durante a solenidade, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse a jornalistas após o evento que a vacinação é prevista para começar em fevereiro.

Os dois principais nomes envolvidos nessa disputa são o do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e do governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Esse embate é visto ainda como parte do jogo visando a eleição presidencial de 2022 —ambos são considerados possíveis candidatos e tentam capitalizar em cima das respostas à pandemia.

Enquanto o presidente diz abertamente que não vai se vacinar contra a Covid-19 e é contra qualquer tipo de obrigatoriedade, Doria investe na Coronavac como elemento de imunização e como contraponto ao antigo aliado – o tucano professava voto em Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial em 2018.

Desconfiança

Ao mesmo tempo, a polarização em torno da vacina é cada vez mais sentida junto à população. Uma pesquisa divulgada no último dia 12 pelo Instituto Datafolha apontou que 22% dos entrevistados disseram que não pretendem se vacinar contra a Covid-19, contra 9% que manifestavam tal posição em agosto.

O número dos que pretendem participar da imunização ainda é franca maioria (73%), mas já reflete uma desconfiança crescente em torno das opções que se apresentam.

A mesma pesquisa Datafolha indica ainda que uma vacina desenvolvida pela China [como a Coronavac] é rejeitada por 50% dos entrevistados, enquanto imunizantes elaborados por Estados Unidos, Inglaterra e Rússia são negados por 23%, 26% e 36%, respectivamente.

Essa desconfiança encontra eco em notícias falsas que circulam pelas redes sociais, como a de que vacinas contra a Covid-19 teriam o poder de alterar o DNA de quem recebesse as doses.

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