Lula venceria Bolsonaro no 2º turno por 55% a 32%, diz pesquisa Datafolha Mesmo após suspeição do ex-juiz Sergio Moro, Lula mantém cautela sobre possibilidade de se candidatar em 2022. Foto: Paulo Pinto (Ag. PT). 2022

Lula venceria Bolsonaro no 2º turno por 55% a 32%, diz pesquisa Datafolha

É a primeira pesquisa do instituto desde a anulação das condenações do ex-presidente pelo ministro do STF Edson Fachin

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  • Pesquisa Datafolha divulgada em 12/05 indica que Lula venceria Bolsonaro no 2º turno com 55% a 32%.
  • Levantamento presencial foi feito nos dias 11 e 12 de maio, com 2.071 entrevistados em 146 municípios; margem de erro de 2 pontos.
  • No primeiro turno, Lula tem 41% das intenções de voto, Bolsonaro 23%, segundo a mesma pesquisa.
  • É a primeira pesquisa do Datafolha após a anulação das condenações de Lula pelo STF (min. Edson Fachin).

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceria com folga o atual, Jair Bolsonaro (sem partido), no segundo turno das eleições de 2022, aponta pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (12). Em uma eventual disputa, o petista derrotaria o atual presidente por 55% a 32%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

O levantamento foi feito de forma presencial nos dias 11 e 12 de maio. Ao todo, foram ouvidas 2.071 pessoas de 146 municípios. É a primeira pesquisa do Datafolha feita desde que o ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin anulou as condenações de Lula pela Operação Lava Jato.

Primeiro turno

Segundo a pesquisa, Lula tem margem confortável também no primeiro turno das eleições: o petista detém 41% das intenções de voto, ante 23% de Bolsonaro. Na sequência, aparecem na corrida eleitoral os seguintes nomes:

  • Sergio Moro (sem partido), com 7%;
  • Ciro Gomes (PDT), com 6%;
  • Luciano Huck (sem partido), com 4%;
  • João Doria (PSDB); com 3%;
  • Luiz Henrique Mandetta (DEM) e João Amoêdo (Novo), com 2%.

Entre os interpelados pela pesquisa, 9% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 4% se disseram indecisos.

Em entrevista ao MyNews, o cientista político Creomar de Souza afirmou que a pesquisa mostra o impacto da pandemia na popularidade do presidente Bolsonaro, mas lembrou que as eleições ainda estão distantes.

“A pandemia vem dentro da ideia de uma tempestade perfeita: pandemia, crise econômica, desemprego, o auxílio emergencial que foi interrompido… Tudo isso tem gerado uma situação que aumenta a rejeição ao presidente Bolsonaro. Mas é importante lembrar que a gente ainda tem um longo percurso, as eleições são só no ano que vem. As pesquisas acabam sendo um retrato, a fotografia exata de um instante”, afirmou.

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