O que são os superfundos e como investir? Investimentos

O que são os superfundos e como investir?

Investimento em superfundos pode ser feito em diferentes classes de ativos, inclusive pensando em longo prazo

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  • Valter Police, do comitê de investimentos da Fiduc, afirmou que superfundos contratam equipe profissional que filtra todo o mercado para montar carteira com as melhores aplicações.
  • Ao contrário dos fundos convencionais, os superfundos operam com gestão ativa, substituindo fundos com desempenho fraco por opções mais promissoras.
  • Reequilíbrios nos superfundos não geram Imposto de Renda; o tributo incide apenas no momento de resgate das cotas pelo investidor.
  • A entrevista foi publicada pelo MyNews Investe, que destacou a analogia dos superfundos como uma seleção que reúne os melhores gestores para formar um portfólio homogêneo.

Os superfundos, ou fundos de fundos, são carteiras com uma seleção de fundos de investimento, com classe de ativo específico. A principal diferença dos fundos convencionais para os superfundos é que neste último os gestores buscam os melhores aplicações e esses mesmos gestores estão sempre de olho se surge algum investimento.

Para falar sobre isso, o MyNews Investe conversou com Valter Police, responsável pelo comitê de investimentos da Fiduc. Ele explica que quando o investidor contrata os superfundos, está contratando uma equipe de gestão profissional que vai fazer a filtragem em todo o mercado, buscando os melhores gestores para conseguir montar uma carteira só com as melhores aplicações

“É como se os fundos de investimentos fossem jogadores especialistas, cada um na sua posição. Mas o superfundo é como fosse a seleção que pega o que tem de melhor de cada um para montar o time mais completo e homogêneo. Além disso, os superfundos contam com gestão ativa e isso quer dizer que depois que você montou a carteira, no dia seguinte talvez tenha alguma coisa para fazer ali, quem garante que aquela seleção ainda é a melhor? Assim como no esporte, você tem um jogador que se contunde ou que não tá numa boa fase e algum outro é melhor, os superfundos vão fazer isso com os fundos investidos. O gestor vai olhar: ‘ah, mas esse aqui não está tão bom, é melhor colocar o outro; tem um cara novo aqui, vamos colocar’”, explica Police.

Ainda segundo o especialista, outra vantagem é que essas alterações nas carteiras não geram cobrança de Imposto de Renda, que só vai ser deduzido nas saídas normais, quando o investidor saca o dinheiro das cotas – o que tributariamente é uma vantagem.

Police destaca os superfundos de previdência e fala como funciona o da Fiduc: “Em superfundo de previdência, você consegue colocar um monte de classes de ativos lá dentro; tem renda fixa, multimercado, variável internacional, tudo dentro do mesmo, para quem pensa em investir em longo prazo. Nosso superfundo de previdência é uma carteira que tem 25 fundos de investimento. Você vai encontrar ali uma meia dúzia de fundos de investimento de renda fixa, alguns deles que não existem no mercado e são feitos só para o nosso superfundo. Tem uma parte de multimercados, com alguns dos gestores mais famosos do Brasil, e, por fim, fundos internacionais que investem com oscilação do câmbio do dólar ou não, mas investem em índices de bolsas fora do Brasil”.


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