Investidor volta ao reino da renda fixa Foto: Divulgação Investimentos

Investidor volta ao reino da renda fixa

Os tempos de juros baixos ficaram para trás e o investidor pode voltar a investir na renda fixa.

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  • Em maio de 2024, investidores brasileiros resgataram mais de R$ 45 bilhões de fundos de ações.
  • A renda fixa voltou a atrair por conta das taxas de juros reais positivas, após dois anos de juros negativos (2020‑2021).
  • O Banco Central do Brasil mantém a elevação dos juros para conter a inflação persistente.
  • O ambiente de juros elevados faz a renda fixa ser vista como a opção mais conservadora e rentável.

A renda fixa voltou a reinar na carteira dos investidores brasileiros. Por dois anos, as taxas de juro reais (acima da inflação) foram negativas (2020 e 2021), um comportamento fora do histórico do País se observamos principalmente o período pós Plano Real.

Veja na tabela a tradição brasileira de pagar juros reais positivos e em muitos anos com um retorno bastante sedutor se comparado ao que ocorre em economias estabilizadas.

Mas esses dois últimos anos anos foram atípicos por conta da pandemia do Coronavirus. A brutal queda na atividade econômica por todo o planeta exigiu que os governos afrouxassem suas políticas monetárias, ou seja, reduzissem as taxas de juro e injetassem dinheiro na economia. 

Esse tempo parece ter ficado para trás. No Brasil, a alta persistente da inflação faz com que o Banco Central, agora com autonomia, mantenha a trajetória de alta nas taxas e sem pressa para interromper o ciclo. 

Esse cenário tem levado os investidores a resgatar suas aplicações em fundos de ações e voltarem para o tradicional caminho da renda fixa, mais conservadora e agora de volta aos juros muito atraentes. 

Na indústria de fundos esse movimento já era visível desde o início do ano. Mas maio mostrou que os investidores estão optando por outros instrumentos de renda fixa, como títulos do Tesouro Direto e CDBs, por exemplo.

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Mais de 45 bilhões de reais saíram dos fundos de investimento em maio. No ano, a captação liquida (aplicações menos resgates) está negativa em 12 bilhões e apenas duas categorias apresentam até agora uma captação positiva no acumulado de 2022: renda fixa, com uma captação líquida positiva de 98 bilhões de reais e os fundos cambiais, com ganho modesto de patrimônio no período de 650 milhões.