Santiago Peña. Foto: reprodução
Santiago Peña deixou o cargo após escândalo envolvendo o Ueno Bank, que administrava milhões de dólares em recursos previdenciários e tinha ligações com o ex-presidente
A crise envolvendo o Ueno Bank provocou a renúncia do presidente do Paraguai, Santiago Peña, nesta quinta-feira (5). A instituição financeira acumulava quase três milhões de clientes e administrava cerca de US$ 850 milhões em recursos públicos. O escândalo ganhou dimensão política após a revelação de vínculos entre o banco e integrantes do governo.
O Banco Central identificou irregularidades financeiras e iniciou, na terça-feira (3), o processo de resolução do Ueno Bank. Entre os problemas estavam empréstimos milionários a empresas ligadas ao próprio conglomerado controlador da instituição, o Grupo Vázquez. A situação também atingiu recursos do Instituto de Previdência Social, que mantinha US$ 355 milhões sob administração do banco.
Santiago Peña renuncia à presidência do Paraguai em meio a crise bancária
A crise se agravou com a descoberta de que Peña foi sócio do Grupo Vázquez até março de 2025, segundo a Reuters. O presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, que também havia dirigido a Financeira Ueno, renunciou ao cargo em 3 de novembro. A oposição apresentou um pedido de impeachment contra Peña, que perdeu o apoio até de aliados do Partido Colorado. Diante da pressão, o presidente anunciou sua saída em vídeo e citou a estabilidade do país como justificativa. O vice-presidente Pedro Alliana deve assumir o comando do Executivo.