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Com peso econômico estratégico e forte polarização, Santos e a Baixada Santista viram centro de uma acirrada batalha de influência política rumo à Câmara Federal
O Porto de Santos é o maior complexo portuário da América Latina. Portanto, ele funciona como um motor logístico essencial para todo o país. Além disso, o porto conecta o estado de São Paulo aos principais mercados mundiais. Por conta disso, a região atrai um forte interesse na corrida eleitoral. Afinal, quem domina a cidade lidera investimentos estratégicos e o desenvolvimento regional.
Atualmente, a disputa pela Câmara dos Deputados na Baixada Santista está bastante polarizada. Dois nomes conhecidos lideram essa corrida política. De um lado está o deputado Paulo Alexandre Barbosa (PSD). Por outro lado, está a deputada Rosana Vale (PL). Inclusive, a diferença entre ambos em 2022 foi de apenas 3.605 votos.
Essa dupla centraliza grande parte da política local. Com efeito, entre 2024 e 2026, eles direcionaram mais de 80% das emendas parlamentares para Santos. Como resultado, esse forte controle de verbas cria uma barreira para novos concorrentes. Dessa forma, os dois dificultam a penetração de outros nomes na cidade.
Diante desse cenário, os dois líderes buscam atrair o eleitor mediano e indeciso. Paulo Alexandre foca na relação com empresários e no desenvolvimento do porto. Em contrapartida, Rosana Vale aposta em pautas conservadoras e no apelo de Michelle Bolsonaro. Desta maneira, ambos tentam capturar a fatia de votos brancos e nulos da região.
Entretanto, outros nomes também tentam conquistar seu espaço. Por exemplo, o Delegado da Cunha (União) busca votos usando sua popularidade nas redes sociais. Da mesma forma, vereadores locais tentam entrar na disputa. Contudo, feudos políticos vizinhos como Praia Grande dificultam essa expansão. Por fim, o resultado desse pleito deve redesenhar o mapa político local.