Clariana Barão: ‘Não existe democracia sem as mulheres’ Clariana Barão. Foto: Reprodução/Folha PE eleições 2026

Clariana Barão: ‘Não existe democracia sem as mulheres’

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Candidata do Democracia Cristã ao Planalto apresentou propostas para segurança, setor produtivo e estabilidade econômica

Em entrevista ao Café do MyNews, a candidata à Presidência pelo Democracia Cristã (DC), Clariana Barão, apresentou suas propostas de governo, com foco na reindustrialização do país, no controle da dívida pública e na proteção a mulheres e crianças. O partido oficializou a advogada após as desistências de Aldo Rebelo e Joaquim Barbosa.

Durante a sabatina, Barão revelou bastidores do processo de escolha ao contar que, logo após o anúncio de seu nome, o também presidenciável Augusto Cury entrou em contato com o presidente nacional da sigla, João Caldas, para criticar a indicação de uma advogada “que ninguém conhece”.

A candidata reforçou a importância de uma representação feminina na disputa, uma vez que mulheres representam a maioria do eleitorado e chefiam mais de 50% das famílias no país. “A minha candidatura é importante porque nós sabemos que não existe democracia plena sem as mulheres”, afirmou.

Reindustrialização

No desenvolvimento econômico, a candidata defendeu a reindustrialização do Brasil para agregar valor à produção nacional. Por isso, ela ressaltou que o país precisa ir além da exportação de commodities agrícolas e minerais brutos; o governo deve investir na indústria transformadora e na inovação. Dessa forma, o país poderá gerar empregos qualificados, movimentar a economia e reduzir a dependência de produtos importados.

Fortalecimento da autonomia feminina

Paralelamente às pautas econômicas, Clariana destacou a proteção às mulheres e o combate à violência doméstica. Segundo a postulante, a independência feminina depende do incentivo à autonomia financeira. Além disso, é preciso garantir o acesso a postos de trabalho qualificados, inclusive na indústria, assim, a renda própria servirá como escudo contra a vulnerabilidade social e a violência.

Segurança pública e reformas no Judiciário

Na área da segurança, a candidata defendeu a autonomia das polícias Civil e Federal contra o crime organizado. No entanto, ela ponderou que o enfrentamento exige ações preventivas. Por exemplo, o Estado precisa investir em educação e renda nas periferias para evitar o aliciamento de jovens.

Por fim, a candidata criticou a intensa polarização eleitoral do país. Em contrapartida, ela defendeu uma postura de conciliação institucional. Para Barão, a superação dos conflitos é o único caminho para viabilizar as reformas estruturais do Brasil.

 

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