Inteligência Artificial | Foto: Reprodução/Pixabay
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O avanço das deepfakes e as novas regras para as big techs exigem respostas rápidas da Justiça e impõem desafios ao pleito
A corrida eleitoral entra em uma nova fase em que a tecnologia assume papel central nos debates. Episódios recentes de remoção de perfis digitais de pré-candidatos geraram apreensão nos comitês.. Esse impacto levou partidos a revisarem preventivamente suas estratégias para garantir o cumprimento da lei.
Durante o Café do MyNews desta terça-feira (1), Juliana Roman, especialista em IA, comentou que o grande desafio da atualidade é a sofisticação na manipulação de imagem e voz. Nesse sentido, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permite conteúdos sintéticos apenas com aviso claro. Por outro lado, das deepfakes permanecem proibidos, uma vez que alteram a realidade e induzem o eleitor ao erro.
Para além disso, para conter abusos, o Brasil mobiliza a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o Marco Civil da Internet. Com efeito, com a consolidação do modelo ‘notice and take down‘, as redes sociais passam a atuar de forma mais ágil na retirada de conteúdos irregulares logo após notificações.
Além da legislação, acordos entre a Justiça Eleitoral e as gigantes de tecnologia buscam acelerar respostas. Assim, as big techs reforçaram o monitoramento para conter desinformação e perfis automatizados antes que causem danos irreversíveis às campanhas.
Consequentemente, o momento atual também reflete a transformação no uso da rede, uma vez que o ambiente digital, antes associado ao anonimato, hoje conta com maior capacidade de rastreamento. Em vista disso, as autoridades conseguem identificar e responsabilizar autores de ilícitos virtuais com mais eficácia.
Em suma, a eleição será o grande teste para a democracia diante da inteligência artificial. Por fim, resta saber se o arcabouço jurídico e as plataformas serão suficientes para que a integridade do voto e a transparência do processo sejam asseguradas.