Foto: Nexo Jornal
Presidente critica interferência externa, defende multilateralismo e cita guerras, crime organizado, clima e inteligência artificial
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu a Assembleia-Geral da ONU nesta terça-feira (22) com um discurso centrado na defesa da soberania brasileira. A fala ocorreu 12 dias antes do primeiro turno das eleições de 2026 e marcou a quarta e última participação de Lula no evento durante seu terceiro mandato.
Lula criticou o que chamou de interferências externas e defendeu o multilateralismo. Sem citar diretamente os Estados Unidos ou Donald Trump, o presidente afirmou que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”. Ele também abordou a classificação de facções criminosas brasileiras como terroristas pelos EUA e disse que o país deve cuidar da própria segurança e de suas fronteiras. O discurso ainda tratou de guerras, meio ambiente, desigualdade, inteligência artificial e reforma do Conselho de Segurança da ONU.
O tema da soberania também apareceu nos discursos anteriores de Lula na ONU desde seu retorno à Presidência. Em 2023, ele destacou a defesa da democracia, o combate à fome e a desigualdade. Em 2024, deu ênfase à crise climática e à reforma da governança internacional. Já em 2025, o discurso ocorreu em meio ao conflito comercial entre Brasil e Estados Unidos após a imposição de tarifas americanas sobre produtos brasileiros. Em 2026, a defesa da soberania voltou ao centro da fala, em um cenário de novas tensões entre os dois países.