Presidente Luiz Lula Inácio da Silva. Foto: Estadão
Presidente foi flagrado em conversa com a chefe do FMI e afirmou que nunca foi esquerdista; declaração reacendeu o debate sobre o posicionamento político de seu governo
Um áudio captado durante a reunião do G7, no Canadá, colocou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no centro das atenções. Em conversa com a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, e com o chanceler alemão Friedrich Merz, Lula afirmou: “Nunca fui esquerdista. O negócio é o caminho do meio”. A gravação foi registrada pela Associated Press e rapidamente repercutiu dentro e fora do Brasil.
A declaração chamou atenção porque Lula é a principal liderança histórica do PT, partido tradicionalmente associado à esquerda. Além disso, o presidente relembrou sua trajetória no movimento sindical. Segundo ele, manteve relações próximas com sindicatos da Alemanha, da Itália e da Espanha antes de chegar ao Palácio do Planalto.
Enquanto isso, a fala gerou novas discussões sobre a identidade política do governo. Durante o programa Café MyNews, a jornalista Mara Luquet avaliou que a declaração reforça uma imagem de moderação. Dessa forma, Lula tenta dialogar com eleitores que rejeitam tanto o petismo quanto o bolsonarismo.
Por outro lado, o debate está longe de ser novidade. Parte da esquerda critica Lula por manter elementos da política econômica adotada desde os anos 1990. Já os adversários continuam classificando sua gestão como um governo de esquerda. Assim, o áudio vazado reacendeu uma discussão antiga: afinal, Lula governa pela esquerda, pelo centro ou por uma combinação dos dois?