Foto: Agência Lupa
Eleições 2026
Candidato do partido Missão sugere mudanças no Código Penal, retórica dura na segurança pública e desenvolvimento de armas atômicas para garantir soberania nacional
Durante sabatina na TV Globo, o candidato Renan Santos defendeu um “banho de sangue” para combater a criminalidade. Ele afirmou que o sangue a jorrar deve ser o do bandido, não o da vítima. Além disso, defendeu uma guerra aberta contra grupos como PCC e Comando Vermelho. Para isso, propôs alterar as leis penais e construir novos presídios.
No campo internacional, o presidenciável defendeu a criação de armas nucleares. Ele admitiu que o Brasil precisará de dez anos para ter a bomba atômica. Contudo, considerou vital iniciar os estudos para garantir a soberania nacional. Ele também citou a proteção das reservas de terras raras frente aos interesses dos Estados Unidos.
Santos declarou que descumprirá decisões do STF caso as considere ilegais. Ele citou como exemplo eventuais ordens para suspender operações policiais em favelas. Questionado sobre áudios do ex-deputado Arthur do Val na Ucrânia, o candidato lamentou as falas. Porém, ele ponderou que a mensagem era privada e contestou a cassação do aliado.
Por fim, o candidato abordou a economia e a gestão pública. Ele defendeu o fim dos pisos obrigatórios de investimentos municipais em áreas como saúde e educação. Para Santos, prefeitos devem ter liberdade para direcionar os gastos. Segundo ele, a regra atual pune gestores que atendem às mudanças demográficas locais.