Oscar Schmidt tinha o prazer de jogar na seleção, a ponto de recusar convite da NBA | Foto: David Madison/GettyImages
MÃO SANTA
O maior craque do basquete brasileiro, referência mundial, Oscar está na memória dos apaixonados ou não pelo basquete
Não é fácil digerir a perda de um ídolo, ou alguém excepcionalmente admirado em sua área. Oscar Schmidt, o Oscar do basquete, está nessa lista. Da lista não extensa de brasileiros melhores do mundo. O “Mão Santa” é desse rol. Optou por jogar pela seleção em detrimento a um contrato com a NBA. Iria virar profissional e o basquete de gente comum, à época, era de “amadores”.
Sou afeito ao basquete. De uma geração que chegou no esporte após o terceiro lugar do Mundo conquistado pelo Brasil, nas Filipinas. Uma cesta no último segundo do Marcel, da dupla “Marcel e Oscar”, deu a vitória ao Brasil contra a Itália, por um ponto (86 a 85). E encantou uma gurizada e nos levou às quadras. Gente que trocou o futebol pelo basquete. Ou jogava ambos. Peladeiros.
Toda reverência a Oscar é pouca. Conquistou minha simpatia o Cabo Daciolo – ele mesmo, o presidenciável de 2018 e que se lançou agora de novo – quando deu um exemplo da patriotismo: citou a comemoração eufórica e histórica de Oscar na conquista do Brasil, uma das maiores do basquete brasileiro, no Panamericano de 1987, quando o Brasil derrotou simplesmente os Estados Unidos, nos EUA. Uma virada inesquecível. Oscar chorou, rolou no chão, se abraçou a bandeira brasileira e enfiou a redinha da cesta no pescoço. Um chorão.
Oscar morreu nesta sexta aos 68 anos, na Grande São Paulo. Enfrentou problemas sérios de saúde ao longo da vida, tentou a política. Mas a lembrança que fica é do craque do basquete, que treinava e treinava, arremessava e arremessava, centenas de bolas após o fim do treino. Viva Oscar!