Petróleo entra em “zona vermelha” e crise em Ormuz preocupa mercado global Foto: Agência Brasil

Petróleo entra em “zona vermelha” e crise em Ormuz preocupa mercado global

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Diretor da AIE alerta para risco de forte pressão nos preços entre julho e agosto caso o Estreito de Ormuz continue bloqueado

A crise no Oriente Médio elevou o alerta no mercado internacional de petróleo. Nesta quinta-feira (21), o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol, afirmou que o setor pode entrar em uma “zona vermelha” entre julho e agosto, período de maior consumo no Hemisfério Norte.

Durante um evento em Londres, Birol disse que a combinação entre aumento da demanda, queda dos estoques globais e interrupção das exportações do Oriente Médio pode agravar ainda mais a crise energética. Além disso, ele reforçou que o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz já retirou mais de 14 milhões de barris por dia do mercado internacional.

Segundo o diretor da AIE, a liberação coordenada de reservas estratégicas ajudou a conter o choque inicial. Atualmente, a agência injeta entre 2,5 milhões e 3 milhões de barris por dia no mercado. Ainda assim, Birol afirmou que a medida não resolve o problema estrutural. “A solução mais importante é a reabertura total e incondicional do Estreito de Ormuz”, declarou.

O dirigente também alertou para os riscos de uma recuperação lenta da produção no Oriente Médio. Embora países como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos tenham capacidade financeira e tecnológica para reagir mais rápido, o cenário preocupa especialmente no Iraque. Segundo Birol, o país depende fortemente das receitas do petróleo e enfrenta dificuldades de armazenamento, o que pode dificultar a retomada dos campos petrolíferos.

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