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Órgão reúne 193 países e funciona como um dos principais espaços de debate e cooperação internacional; Brasil tradicionalmente abre os discursos
A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) é o principal órgão deliberativo e representativo da entidade, criada em 1945 após a Segunda Guerra Mundial. Formada atualmente por 193 Estados-membros, a Assembleia realiza sessões regulares entre setembro e dezembro e pode convocar reuniões extraordinárias quando necessário. Segundo informações da CNN Brasil, a edição de 2026 ocorre em Nova York entre os dias 22 e 28 de setembro, em meio a debates sobre conflitos internacionais, democracia, meio ambiente e as mudanças no cenário geopolítico.
Cada país integrante tem direito a um voto, independentemente de seu tamanho ou poder econômico. Questões consideradas importantes, como temas relacionados à paz e à segurança internacionais e determinadas eleições dentro da ONU, exigem maioria de dois terços. Outros assuntos podem ser aprovados por maioria simples. Entre as atribuições da Assembleia estão a aprovação do orçamento da organização, a eleição de membros não permanentes do Conselho de Segurança e de outros órgãos, além da análise e elaboração de recomendações sobre temas internacionais.
Após o chamado debate geral, os assuntos são encaminhados aos seis principais comitês da Assembleia: Desarmamento e Segurança Internacional; Econômico e Financeiro; Social, Humanitário e Cultural; Especial Político e de Descolonização; Administrativo e Orçamentário; e Jurídico. Os grupos discutem os temas e elaboram projetos de resolução. Embora as decisões da Assembleia tenham importante peso político e diplomático, suas resoluções, em geral, possuem caráter de recomendação, diferentemente das decisões obrigatórias do Conselho de Segurança em determinadas situações.
Uma das tradições mais conhecidas da Assembleia Geral é o fato de o Brasil ser, normalmente, o primeiro país a discursar no debate geral. A prática começou nos primeiros anos da ONU, quando o país se oferecia para abrir os trabalhos diante da relutância de outras delegações. Desde a 10ª sessão, em 1955, Brasil e Estados Unidos passaram a ocupar tradicionalmente as duas primeiras posições, com algumas exceções. A tradição brasileira se tornou uma marca da diplomacia do país e dá ao discurso de abertura um espaço de destaque na agenda internacional.