Bolsa despenca e dólar volta a superar R$ 5 com temor global sobre guerra e tarifas
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Escalada das tensões no Oriente Médio e novas ameaças tarifárias dos EUA aumentaram a cautela dos investidores e pressionaram os mercados brasileiros
A quarta-feira (3) terminou com forte turbulência nos mercados financeiros. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 2,22% e encerrou o pregão aos 170.330 pontos. Ao mesmo tempo, o dólar comercial avançou 1,14% e fechou cotado a R$ 5,067. Com isso, a moeda americana voltou a superar a marca dos R$ 5 pela primeira vez desde abril.
O cenário internacional pesou sobre os negócios. De um lado, investidores acompanharam a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. De outro, o governo americano avançou em propostas tarifárias que podem atingir produtos brasileiros. Por isso, muitos agentes do mercado reduziram posições em ativos de maior risco e buscaram proteção no dólar.
Bolsa devolve ganhos recentes
Após a recuperação registrada na terça-feira (2), o Ibovespa perdeu força e registrou sua maior queda diária desde o início de maio. Durante o pregão, o índice chegou perto dos 170 mil pontos. Ainda assim, conseguiu encerrar o dia acima desse nível.
Além disso, a bolsa brasileira acompanhou o movimento das bolsas americanas, que interromperam uma sequência de recordes recentes. Nesse contexto, o agravamento das tensões geopolíticas e a possibilidade de novas barreiras comerciais ampliaram a cautela dos investidores.
Dólar ganha força no mercado global
No mercado de câmbio, o dólar avançou tanto no Brasil quanto no exterior. Ao longo da tarde, a moeda chegou a ultrapassar R$ 5,09. Depois, encerrou o dia em seu maior valor desde 8 de abril.
Além da busca por segurança, indicadores econômicos mais fortes nos Estados Unidos impulsionaram a valorização da moeda americana. Como resultado, aumentou a expectativa de que os juros permaneçam elevados por mais tempo no país. Mesmo assim, o dólar ainda acumula queda de 7,69% frente ao real em 2026.
Petróleo sobe e aumenta preocupações
Enquanto isso, o mercado de energia também reagiu ao cenário internacional. O petróleo Brent, referência global e parâmetro para a Petrobras, avançou 1,89% e fechou a US$ 97,81 por barril. Já o WTI, negociado nos Estados Unidos, subiu 2,4% e encerrou o dia a US$ 96,02.
Segundo analistas, os investidores temem interrupções no fornecimento global de petróleo caso os conflitos na região do Estreito de Ormuz se intensifiquem. Dessa forma, aumentam as preocupações com a inflação mundial. Consequentemente, os mercados tendem a operar com mais cautela nos próximos dias.