Notas de dólar | Foto: Freepik/JCOMP
Especialista indica que investimentos no Brasil dependem da desinflação e das eleições de meio de mandato nos EUA
O cenário macroeconômico global atravessa um momento de definições cruciais, em que os dados de emprego e inflação nos Estados Unidos dão as cartas para o futuro dos juros globais. Com a divulgação de relatórios de trabalho indicando um ritmo de contratações mais fraco na economia americana, as atenções do mercado financeiro voltam-se para as próximas decisões do Banco Central americano, o Federal Reserve.
Segundo Vinícius Flores, sócio da Stratton Capital, a inflação de serviços caminha para uma desaceleração gradual. Esse movimento é visto como essencial para evitar novas altas na taxa de juros americana.
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Apesar da volatilidade, as bolsas emergentes continuam atraindo grandes investidores internacionais. Afinal, o capital estrangeiro busca diversificação fora do setor de tecnologia e inteligência artificial.
Além disso, grandes fundos globais alocam recursos por classes inteiras de ativos. Consequentemente, empresas brasileiras de commodities e ativos reais captam fluxos financeiros expressivos.
Por outro lado, o cenário político brasileiro atua como um vetor de oscilação nos juros. De fato, as pesquisas mostram uma corrida eleitoral bastante acirrada no país.
Dessa forma, o mercado reage diretamente às expectativas sobre as contas públicas. Propostas de expansão fiscal elevam as projeções de juros futuros. Em contrapartida, agendas de corte de gastos trazem alívio aos ativos.
Os desdobramentos geopolíticos nos Estados Unidos adicionam complexidade ao horizonte econômico. A tensão no Oriente Médio e a alta do petróleo reacendem o alerta inflacionário.
Além do mais, com a aproximação das eleições americanas, o governo busca equilíbrio interno. Há uma forte tentativa de consolidar a indústria local sem escalar conflitos externos.
O desfecho dessa equação definirá o futuro das bolsas emergentes. Os investidores decidirão se mantêm os aportes ou assumem uma postura defensiva.