Agência do INSS | Foto: Arquivo/Agência Brasil
Regras mais rígidas, revisão da vida toda no STF e mudanças no consignado colocam Previdência no centro do debate nacional
A Previdência Social voltou ao centro das discussões em Brasília nas últimas semanas. Além das mudanças nas regras de aposentadoria que começaram a valer em 2026, o governo federal anunciou alterações no crédito consignado e o Supremo Tribunal Federal (STF) retomou debates importantes sobre a chamada “revisão da vida toda”. O cenário aumenta a preocupação de milhões de aposentados e trabalhadores que estão próximos de pedir o benefício.
Nas regras de transição da Reforma da Previdência, a idade mínima voltou a subir neste ano. Mulheres precisam ter 59 anos e seis meses para se aposentar, enquanto homens precisam atingir 64 anos e seis meses, além do tempo mínimo de contribuição. Já na regra dos pontos, a soma entre idade e contribuição passou para 93 pontos para mulheres e 103 para homens. As mudanças fazem parte do cronograma gradual criado após a reforma aprovada em 2019.
Outro tema que voltou a movimentar aposentados foi a revisão da vida toda. O STF suspendeu novamente o julgamento de recursos ligados ao tema, aumentando a insegurança de segurados que esperam recalcular o benefício considerando contribuições anteriores a 1994. Em 2024, a Corte já havia revertido uma decisão anterior favorável aos aposentados, mas novas discussões continuam acontecendo no Supremo.
Ao mesmo tempo, o governo Lula anunciou mudanças no crédito consignado para tentar reduzir o endividamento de aposentados e servidores públicos. As novas medidas incluem reestruturação das regras de empréstimos com desconto em folha e maior controle sobre contratos. O tema ganhou força após investigações envolvendo fraudes, descontos indevidos e irregularidades em benefícios do INSS.