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A eficiência portuária e as reformas regulatórias foram apontadas como centrais para o crescimento econômico e a redução da inflação no Brasil
Atualmente, o Porto de Santos responde por 30% da balança comercial brasileira. Portanto, esse volume equivale a um terço do Produto Interno Bruto nacional. Além disso, o complexo atua como polo de escoamento global de café, suco de laranja e álcool. Conforme destacou Marcelo Luiz Zovico, superintendente jurídico da Autoridade Portuária de Santos: “A cada 10 copos de suco de laranja consumidos no mundo, sete saíram do Porto de Santos”. Desse modo, qualquer interrupção nas operações afeta diretamente a oferta mundial de alimentos e a arrecadação de impostos no país.
Por outro lado, a sobreposição de decisões entre órgãos de controle gera cautela excessiva nos gestores. Consequentemente, essa burocracia reduz a velocidade do planejamento público. Zovico lembrou que o ministro Bruno Dantas enfatizou esse problema durante o evento: “O excesso de controle trava o desenvolvimento”. Por essa razão, o Projeto de Lei 733 busca redefinir o papel de instâncias como TCU, Antaq e Judiciário. Assim, a proposta visa flexibilizar regras vigentes desde 1993, a partir de estudos liderados pelo ministro Douglas Alencar.
Paralelamente, a comissão de juristas trabalhou para equilibrar a fiscalização rigorosa com a agilidade operacional. Nesse sentido, o encerramento do II Congresso Nacional contou com o lançamento de uma obra acadêmica. O livro traz o prefácio do presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo. Em seguida, Zovico explicou o objetivo central das novas propostas para a gestão pública: “A proposta do PL 733 é justamente dar velocidade para o gestor público tomar as decisões”. Com isso, a medida busca garantir segurança jurídica aos contratos de arrendamento.
Ademais, a reforma tributária encerra a guerra fiscal do ICMS entre os estados a partir de 2027. Diante disso, o fim das isenções estaduais deve redirecionar a importação de veículos, como os da BYD, para Santos. Segundo Zovico, “a partir do dia 1º de janeiro, o estado que dava a isenção de ICMS não vai mais poder dar”. Como resultado, o terminal santista atrairá novos investimentos e demandará mais infraestrutura. Para absorver esse crescimento, o Centro de Formação do Trabalhador Portuário oferece cursos para capacitar a mão de obra local.