Efeitos do fenômeno El Niño na América do Sul durante o verão e inverno. Fonte: BTR1/CPTEC/INPE
Meteorologista do INPE afirma que fenômeno ainda está em fase de monitoramento, mas já preocupa setores como agricultura, energia e abastecimento de água
As chances de o El Niño se confirmar no segundo semestre de 2026 chegaram a 82%, segundo dados atualizados da NOAA, agência climática dos Estados Unidos. Mesmo assim, especialistas afirmam que ainda é cedo para definir a intensidade do fenômeno.
O meteorologista Gilvan Sampaio, pesquisador do INPE, explicou que os modelos climáticos ainda estão em uma fase de transição. Por isso, as previsões seguem menos precisas neste momento. Ainda assim, ele afirma que o Brasil já deve acompanhar o cenário com atenção.
Caso o aquecimento das águas do Pacífico continue, o país poderá enfrentar novos extremos climáticos. O Sul pode registrar mais chuvas durante a primavera. Já o Sudeste pode ter um inverno mais quente e até ondas de calor. Além disso, partes da Amazônia e do Nordeste podem sofrer com seca.
Gilvan Sampaio também afirmou que a mudança climática global continua sendo a maior preocupação. Segundo ele, o El Niño intensifica eventos extremos já causados pelo aquecimento do planeta. O INPE informou que deve lançar um boletim oficial para acompanhar a evolução do fenômeno ao longo de 2026.