Entenda a relação de Tarcísio de Freitas e Daniel Vorcaro Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil - 29.11.2024

Entenda a relação de Tarcísio de Freitas e Daniel Vorcaro

Tamanho do texto:

Suposta delação de Daniel Vorcaro trouxe à tona alegações sobre doações eleitorais de 2022 e relações envolvendo o governo de São Paulo

O caso envolvendo o empresário Daniel Vorcaro ganhou um novo capítulo com a divulgação de informações atribuídas a uma suposta proposta de delação que não chegou a ser homologada. Entre os relatos, estariam acusações de que R$ 5 milhões teriam sido destinados, em 2022, às campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. Segundo a versão apresentada, R$ 2 milhões seriam destinados à campanha de Tarcísio e R$ 3 milhões à de Bolsonaro. As alegações, no entanto, foram negadas pelos envolvidos e não foram confirmadas como fatos pela Justiça.

A suposta ligação com Tarcísio também passa por negociações envolvendo o chamado Crefisa, modelo de cartão destinado a servidores públicos, e pessoas próximas a Vorcaro. O relato menciona Fabiano Zettel, cunhado do empresário, e afirma que teria havido interesse na manutenção do negócio durante o governo paulista. Também é citado o então secretário Gilberto Kassab, que negou qualquer participação ou recebimento de valores relacionados ao caso e classificou as acusações como sem sustentação factual.

Outro ponto levantado são negócios envolvendo empresas e fundos de investimento que, segundo os relatos, teriam conexões indiretas com pessoas próximas a Vorcaro. Entre eles está a tentativa de aquisição da Emae, posteriormente incorporada ao processo que levou ao controle da empresa pela Sabesp. O material também cita a Trust, posteriormente liquidada, e a Banvox. As operações são distintas e as eventuais conexões apresentadas ainda precisam ser esclarecidas e comprovadas pelas autoridades competentes.

Tarcísio de Freitas negou ter qualquer vínculo com o doador mencionado e afirmou, por meio de sua campanha, que a arrecadação de 2022 contou com mais de 600 doadores e seguiu a legislação eleitoral, com as contas posteriormente aprovadas pela Justiça Eleitoral. Jair Bolsonaro também foi defendido pelo filho, o senador Flávio Bolsonaro, que questionou a versão sobre as supostas doações e afirmou que seu pai não teria relação com o episódio. Até o momento, portanto, as acusações atribuídas à suposta delação permanecem como alegações e devem ser analisadas à luz de provas e das investigações oficiais.

Compartilhar:

Relacionados