Foto: Reprodução Agência Brasil
O Brasil tem defeitos. Muitos! Mas problemas brasileiros devem ser resolvidos por brasileiros
O Brasil tem defeitos. Muitos! Mas problemas brasileiros devem ser resolvidos por brasileiros. Eleição é um instituto também com essa finalidade. Quem se apresenta para os cargos eletivos deve ter projeto para o país, estados e municípios. Mas infelizmente, muitas vezes se apresentam pessoas medíocres, covardes, sem nenhum projeto de país, praticantes de política do mais baixo nível, inclusive com acusações e suspeitas de corrupção e envolvimento com crime organizado.
Sobre o crime organizado (facções e milícias) é indiscutível que o Brasil precisa agir de modo implacável. Está atrasado há muito tempo. Existem legislação, recursos, tecnologia, acordos internacionais, e todas as condições necessárias para isso. Se não é feito é por conta de governantes, políticos e agentes públicos desqualificados e o íntimo relacionamento do crime organizado com a corrupção que corrói as instituições nos três poderes.
Os Estados Unidos classificou o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas. Conceitualmente isso não tem sentido. Terrorismo tem motivação e finalidade política. Crime organizado age por dinheiro. Ações que aterrorizam e classificação como organização terrorista são coisas muito distintas.
A medida norte-americana, um direito daquele país em decisão interna, não resolve e não adianta nada, como de nada adiantou em relação a outros países e organizações criminosas. Ela não traz benefício nenhum. Pelo contrário. Também não muda nada na obrigação que o Brasil tem de combater com a máxima intensidade o crime organizado.
No entanto, a medida tomada atende totalmente os interesses dos EUA. Em curto prazo, interferência e influência eleitoral.
A colocação de vassalos no poder e em posições de influência é sempre um excelente negócio para garantir o atendimento de objetivos. Também em curto prazo, executa parte do projeto de tutela continental, com possibilidade de prejudicar o Brasil na economia e nos negócios internacionais, pois o Brasil, pela sua grandeza, economia, potencial, mercado e desenvolvimento, é o maior obstáculo ao objetivo de controle do “quintal” norte-americano.
Num prazo mais longo, a medida pode ser mais uma alegação para interferência direta, particularmente na Amazônia. Não se pode descartar essa possibilidade. Não agora. Muito já se ouviu sobre meio ambiente, pulmão do mundo, internacionalização, patrimônio da humanidade, etc. Atualmente é sabido que a calha do Solimões – Amazonas e seus afluentes é utilizada como importante rota de tráfico internacional pelo CV e PCC e outras facções menores.
Assim, a curto prazo, influência eleitoral, tutela no “quintal” e prejuízo ao país que pode ser obstáculo aos objetivos estabelecidos. A longo prazo, mais uma “justificativa” para interferência direta, se for o caso. Essa fica arquivo!
Os EUA possuem grandes problemas com crime organizado. O país é o maior mercado consumidor de drogas no mundo, com mercado avaliado entre 150 e 200 bilhões de dólares (750 bilhões a 1 trilhão de reais). E a quase totalidade desse valor é lavado dentro do próprio sistema financeiro norte-americano.
Como que essa droga entra, é comercializada, consumida, e o dinheiro lavado, mesmo com imenso aparato policial e tecnológico? Isso desqualifica qualquer ideia de moralismo e cruzada contra as drogas e o crime organizado nessas duas áreas – drogas e financeira. O país também é importante fornecedor de armas para o crime organizado nas américas.
O objetivo da classificação das duas organizações criminosas como terroristas não é fechar o cerco financeiro, dificultar lavagem de dinheiro, facilitar congelamento de ativos e bens. Isso tudo pode ser feito com a legislação atual. Os objetivos vão muito além disso, curto e longo prazo. São objetivos ideológicos e de interesse. A aceitação dessas desculpas pode ser por ingenuidade, má fé, idolatria norte-americana, ignorância, conveniência ou entusiasmo político.
Para o Brasil a questão é de SOBERANIA! Temos eleições próximas. É a oportunidade para candidatos apresentarem propostas de solução dos nossos problemas! Alguns candidatos não têm projeto nenhum. Apenas chavões, embuste religioso e a briga política imbecilizada esquerda x direita, coisas copiadas e importadas como muitas outras. Pessoas sem capacidade de tentar ganhar uma eleição com propostas de como combater a corrupção, o crime organizado, reduzir a desigualdade social, conter a proliferação da vigarice religiosa etc.
O acesso ao dinheiro público, privilégios, imunidades, impunidade, atrai vigaristas e sanguessugas de toda ordem. São inúmeras as acusações de ligações com corruptos, crimes financeiros e crime organizado. Vale tudo! Uma das opções é recorrer à vassalagem à fonte externa que se diz conservadora e moralista. Até para fazer um filme biográfico, eleitoral, perfeitamente válido, como outros tantos, a opção é fazer nos EUA, com artistas estrangeiros em inglês! Para apresentar aos brasileiros! O nosso momento não é ruim. É péssimo!
A reação do Brasil deve ser inteligente, equilibrada e forte. Não se pode aceitar esse tipo de medida com a infantilidade da turminha do gorrinho MAGA (políticos e governantes brasileiro medíocres com gorrinho “make américa great again’); como o pessoal que gastou meses de suas vidas encantados com uma lei externa que não é da nossa legislação (não interessa aqui o mérito sobre pessoas e a própria lei); como os que apoiaram a taxação absurda sobre exportações, prejudicando empresários, trabalhadores e toda a população brasileira. Complementando, agora temos uma das fotos mais ridículas da história política do Brasil! … Isso não é questão partidária, de preferência política por A ou B. Isso é ser medíocre, capacho, vira-lata, falta de nacionalismo, de patriotismo. Quem pensa que tem projeto para melhorar o país, que faça todas as brigas. Mas que elas sejam feitas aqui!
Apoio a essas classificações populistas que escondem outros objetivos, operacionalmente não efetivas, feitas a pedido de candidatos, é inaceitável por não considerar a inadmissível interferência e os riscos imediatos e de longo prazo.
Qualquer cidadão, de qualquer nacionalidade, não pode se submeter a uma situação vergonhosa, vexaminosa, registrada em fotografia para a eternidade, e se for eleito ficar devendo obrigação de vassalagem a um governo estrangeiro.
Solicitar interferência estrangeira tem nome – TRAIÇÃO!
Não se pode aceitar solicitação de interferência estrangeira para atender interesses pessoais.
O Brasil não pode trocar sua soberania, altivez, decência, vergonha na cara, por projetos pessoais e familiares!
Santos Cruz