Donald Trump, 45º e 47º presidente dos Estados Unidos | Foto: Reprodução/Instagram
Presidente dos EUA anuncia entendimento para reduzir hostilidades no Líbano, enquanto Israel e Hezbollah mantêm confrontos e colocam negociações com o Irã em risco
O conflito no Oriente Médio ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (2). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter articulado um entendimento entre Israel e Hezbollah para reduzir os ataques no Líbano. Apesar do anúncio, confrontos continuam sendo registrados no sul do território libanês, colocando em dúvida a estabilidade do acordo.
Segundo a proposta mediada por Washington, Israel deixaria de atacar os subúrbios ao sul de Beirute, enquanto o Hezbollah interromperia ataques contra território israelense. O grupo libanês afirmou apoiar um cessar-fogo amplo, mas rejeitou acordos parciais que não incluam o fim completo das hostilidades.
A tensão aumentou após o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenar novos ataques contra áreas controladas pelo Hezbollah nos arredores de Beirute. A ofensiva provocou reações do Irã, principal aliado do grupo, e ampliou os temores de uma escalada regional.
Em resposta aos bombardeios, o Irã suspendeu as negociações indiretas que mantinha com os Estados Unidos. Teerã afirma que não pretende retomar o diálogo enquanto os ataques israelenses ao Líbano continuarem.
Trump e Netanyahu também protagonizaram um raro momento de atrito diplomático. O presidente norte-americano pressionou o líder israelense a evitar novas ações militares em Beirute para preservar as negociações em andamento.
Apesar dos esforços diplomáticos, Israel deixou claro que continuará operando militarmente no sul do Líbano. Com isso, analistas avaliam que a região permanece longe de uma trégua definitiva e que qualquer acordo ainda depende de avanços concretos nas negociações entre os envolvidos.