Petróleo volta aos US$ 100 e acende alerta para gasolina e inflação Foto: Money Times Conflito no Oriente Médio

Petróleo volta aos US$ 100 e acende alerta para gasolina e inflação

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Brent alcança novamente a marca em meio a ataques no Oriente Médio e ao temor de interrupções no fornecimento global de energia

O petróleo voltou a ser negociado perto de US$ 100 por barril nesta quarta-feira (9). O Brent, referência internacional, chegou a subir 2,3% no início do pregão. Com isso, alcançou brevemente a marca pela primeira vez desde julho. Já o petróleo dos Estados Unidos avançou 1,3%, para cerca de US$ 94, segundo CNN Brasil.

A alta ocorre em meio à escalada dos conflitos no Oriente Médio. Nos últimos dias, novos ataques aumentaram os temores sobre o fornecimento global de petróleo. Além disso, investidores passaram a acompanhar ainda mais de perto o tráfego de petroleiros na região.

Ataques aumentam tensão

Os preços ganharam força após ataques envolvendo Estados Unidos, Irã e grupos apoiados por Teerã. Na terça-feira (8), os Estados Unidos atacaram quatro petroleiros iranianos no Golfo de Omã. Outro navio foi atingido próximo à Ilha de Kharg, importante centro de exportação de petróleo do Irã.

Ao mesmo tempo, os houthis atacaram instalações de petróleo e outras estruturas na Arábia Saudita. O grupo, apoiado pelo Irã, atua a partir do Iêmen. Dessa forma, os novos ataques aumentaram o receio de que a guerra entre Estados Unidos e Irã se espalhe pela região.

Estreito de Ormuz preocupa mercado

Outro ponto de atenção é o Estreito de Ormuz. A passagem marítima é uma das principais rotas para o transporte de petróleo e gás no mundo. Por isso, qualquer interrupção no tráfego pode afetar diretamente o abastecimento global.

Além disso, o petróleo mais caro já pressiona os preços dos derivados. Gasolina, diesel e combustível de aviação estão entre os produtos afetados. No acumulado do ano, Brent e petróleo americano acumulam alta superior a 60%. Assim, a energia mais cara volta a preocupar consumidores e bancos centrais.

Preços podem continuar voláteis

A trajetória do petróleo continua marcada por fortes oscilações. Em março, o Brent também chegou a superar US$ 100 por barril. Depois disso, a cotação caiu para cerca de US$ 72 em junho, diante da expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz.

Entretanto, a retomada dos conflitos mudou o cenário. O Brent voltou a superar US$ 100 em julho e agora alcança novamente esse patamar. Enquanto isso, investidores monitoram o fluxo de petróleo pelo Oriente Médio e a demanda da China, maior importadora mundial da commodity.

Por fim, uma alta prolongada do petróleo pode aumentar a pressão sobre a inflação. Isso ocorre porque os combustíveis afetam o transporte e diversos setores da economia. Consequentemente, bancos centrais podem enfrentar mais dificuldades para reduzir os juros, enquanto os mercados financeiros permanecem em alerta.

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