Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
políticas públicas
Estudo aponta que a política pública reduz prevê mais de 370 mil novas formações no ensino médio e impulsiona a economia nacional
O programa Pé-de-Meia tem o potencial de alcançar um retorno econômico e social próximo a R$ 200 bilhões, segundo análise Daniel Duque, economista e pesquisador do NERI (Núcleo de Estudos Raciais), do Insper, em entrevista ao Café do MyNews. Embora estimativas iniciais apontassem para um impacto de R$ 184,6 bilhões, revisões recentes sobre as probabilidades de avanço dos estudantes indicam que os ganhos totais podem ultrapassar ligeiramente esse patamar à medida que os primeiros ciclos da política pública forem concluídos.
Nesse sentido, a conclusão do ensino médio gera cerca de R$ 537 mil para a economia por aluno. Esse valor expressivo reflete, em primeiro lugar, o ganho de renda individual ao longo da vida. Além disso, a medida reduz custos sociais significativos em áreas como criminalidade e saúde.
Assim, o combate à evasão escolar adiciona 372 mil conclusões no ensino médio. Por meio desse estímulo, o programa garante a permanência de jovens do Cadastro Único nas escolas; consequentemente, a iniciativa transforma a educação em um motor direto do crescimento econômico.
A iniciativa ainda beneficia diretamente as populações de maior vulnerabilidade social. Por exemplo, o impacto cresce entre estudantes pretos e pardos de 15 a 19 anos. Da mesma forma, na faixa de 20 a 24 anos, o programa resgata alunos que haviam abandonado as salas de aula.
Historicamente, o Pé-de-Meia segue o modelo de programas locais anteriores. O Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, manteve uma ação semelhante até 2015. Contudo, a crise fiscal do estado acabou interrompendo essa política, apesar dos bons resultados observados.
Em suma, investimentos sociais bem calculados geram retorno financeiro real para os cofres públicos. Afinal, políticas públicas eficientes superam a elevada taxa de juros do país. Desse modo, a avaliação constante desses dados comprova que tais programas não representam desperdício de recursos.