CPI da Pandemia aprofunda investigação envolvendo Prevent Senior Cúpula da CPI pretende fazer homenagem aos quase 600 mil mortos pela pandemia. Foto: Jefferson Rudy (Agência Senado) TESTES COM MEDICAMENTOS INEFICAZES

CPI da Pandemia aprofunda investigação envolvendo Prevent Senior

Advogada de médicos que denunciaram irregularidades será ouvida na CPI da Pandemia esta semana

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  • A CPI da Pandemia ampliará a apuração sobre a Prevent Senior por supostos testes com o “kit Covid‑19” em pacientes infectados.
  • Na terça‑feira (28), a advogada Bruna Morato, que representa 15 médicos, apresentará à comissão um dossiê que denuncia ocultação de óbitos e uso de medicamentos sem aprovação da Anvisa.
  • O documento alega coerção de profissionais a prescrever os fármacos sob ameaça de demissão e alteração de prontuários e códigos de causa de morte.
  • A cúpula da CPI também pretende prestar homenagem às quase 600 mil vítimas da pandemia no Brasil.

A CPI da Pandemia vai se aprofundar nas investigações envolvendo a operadora de planos de saúde Prevent Senior. Os senadores apuram se empresa fiz testes com medicamentos do chamado “kit Covid-19” em pacientes infectados com coronavírus.

Cúpula da CPI pretende fazer homenagem aos quase 600 mil mortos pela pandemia
Cúpula da CPI pretende fazer homenagem aos quase 600 mil mortos pela pandemia. Foto: Jefferson Rudy (Agência Senado)

Na terça-feira (28), o depoimento na CPI será o da advogada Bruna Morato, que representa um grupo de médicos que denunciou irregularidades na Prevent Senior. Ela participou da elaboração de um dossiê entregue à CPI e assinado por 15 médicos. O documento afirma que a empresa ocultou mortes ocasionadas no decorrer da pesquisa realizada sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e com medicações sem eficiência comprovada.

O dossiê aponta também que os profissionais de saúde eram obrigados a prescreverem os medicamentos, sob ameaça de demissão. O documento também mostra alteração de prontuários e do código da doença que provocou o óbito. Entre estes casos estão a mãe do empresário Luciano Hang, Regina Hang, e o médico Anthony Wong, conhecido pelos posicionamentos negacionistas.

O empresário Luciano Hang será ouvido pela comissão na quarta-feira (29). A convocação dele já havia sido aprovada em junho, mas foi marcado apenas nesta semana. O empresário é um defensor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e a CPI apura a participação dele em esquemas para disseminar fake news sobre tratamentos ineficazes contra a Covid-19.

Para quinta-feira (30), a CPI ainda não definiu quem será o depoente. A expectativa é de que os senadores ouçam o secretário de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, ou o servidor Márcio Roberto Teixeira Nunes, do Instituto Evandro Chagas. Gorinchteyn foi convocado para explicar os dados relacionados às mortes de covid-19 no estado. Já o servidor foi convocado por causa da relação com o lobista Marconny Faria.

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