CPI da Pandemia vai sugerir mudança na lei do impeachment Relator da CPI da Pandemia, Renan Calheiros, durante pronunciamento da comissão. Foto: Jefferson Rudy (Agência Senado). IMPEACHMENT

CPI da Pandemia vai sugerir mudança na lei do impeachment

Proposta estará no relatório final da CPI da Pandemia. Objetivo é que presidente da Câmara tenha um prazo para analisar os pedidos de impeachment protocolados

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  • CPI da Pandemia vai propor alteração no regimento da Câmara para fixar prazo de análise de pedidos de impeachment.
  • O relatório, elaborado pelo senador Renan Calheiros, deve ser entregue até 24 de outubro.
  • Mais de 130 pedidos de impeachment contra Jair Bolsonaro ainda não foram analisados por Arthur Lira.
  • Em depoimento, o advogado Marcos Tolentino negou vínculo com o FIB Bank, que teria emitido carta‑fiança de R$ 80 mi à Precisa Medicamentos.

O relatório final da CPI da Pandemia vai pedir uma mudança no regimento interno da Câmara dos Deputados para estabelecer um prazo para a manifestação sobre pedidos de impeachment.

O presidente da Câmara é o responsável por analisar os pedidos de impeachment e dar prosseguimento ou arquivar. Mais de 130 pedidos foram apresentados contra o presidente Jair Bolsonaro e até o momento nenhum foi analisado por Arthur Lira (PP-AL).

Randolfe Rodrigues, vice-presidente, Omar Aziz, presidente, e Renan Calheiros, relator da CPI da Pandemia.
Randolfe Rodrigues, vice-presidente; Omar Aziz, presidente; e Renan Calheiros, relator da CPI da Pandemia. Foto: Edilson Rodrigues (Agência Senado).

O relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), disse que o relatório dele deve ser apresentado até o dia 24 desse mês, com a proposta de lei do impeachment. A votação deve acontecer até dia 29.

Marcos Tolentino negou relação com FIB Bank em depoimento à CPI da Pandemia

A CPI ouviu nesta terça-feira (14) o advogado e empresário Marcos Tolentino. Os senadores investigam a relação dele com o FIB Bank. A empresa atuava como banco, mesmo sem ser banco, e emitiu uma carta-fiança de R$ 80 milhões para a Precisa Medicamentos. A garantia permitiu que a Precisa fizesse a negociação com o Ministério da Saúde para a compra da vacina indiana Covaxin.

Tolentino é apontado como sócio oculto do FIB Bank. Ele recorreu ao direito ao silêncio em vários momentos. Tolentino negou ter relação com o FIB Bank, mas ficou em silêncio quando perguntado sobre quem seria o dono da empresa.

Apesar das negativas, os senadores apresentaram uma série de ligações de outras empresas com o FIB Bank e Tolentino. Entre as provas está uma procuração que garante a ele “poderes amplos e especiais em caráter irrevogável e irretratável” para representar a empresa Pico do Juazeiro, uma das sócias do FIB Bank.

Com todas essas evidências e a falta de explicações, os senadores aprovaram um requerimento para pedir à Procuradoria-Geral da República a suspensão de todos os contratos que o governo tenha com a FIB Bank.

O Jornal do MyNews vai ao ar de segunda a sexta, a partir das 18h40, no Canal MyNews. Apresentação de Myrian Clark e Hermínio Bernardo

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