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Análise de Rudolfo Lago aponta que Alexandre de Moraes, André Mendonça e Edson Fachin tiveram suas reputações afetadas pela crise, que alcançou 1,5 bilhão de visualizações nas redes sociais
A crise envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça provocou forte desgaste para o Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo análise de Rudolfo Lago, o impacto também atingiu o presidente da Corte, Edson Fachin. Além disso, o episódio teve grande repercussão nas redes sociais. Entre 31 de agosto e 8 de setembro, o tema alcançou 1,5 bilhão de visualizações. Ao todo, foram 76,2 mil publicações e 111 milhões de interações.
Alexandre de Moraes foi o principal personagem da repercussão. Conforme o levantamento do DSC Lab, ele esteve no centro de 40,9 mil publicações. Essas postagens somaram 65,8 mil interações e 807 mil visualizações. Assim, Moraes concentrou 63,4% de todo o debate sobre a crise. A pesquisa classificou sua reputação como “nível crítico”. O ministro atingiu 84,51 pontos de criticidade e 86,13 de risco. Entre os assuntos mais citados estavam possível conflito de interesses, pedidos de explicação e pressão por investigação. Também apareceram pedidos de afastamento e impeachment.
André Mendonça, por sua vez, não conseguiu sair como vencedor do embate. O ministro registrou 71,40 pontos de criticidade e 72,84 de risco. Inicialmente, sua imagem teve uma repercussão mais positiva. Entretanto, esse cenário mudou após informações sobre um encontro com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Fachin também foi afetado. O presidente do STF tentou administrar a crise e tomou decisões sobre os atos de Moraes e Mendonça. Ainda assim, terminou o período com 48,51 pontos de criticidade e 49,19 de risco.
A repercussão atingiu ainda outros personagens. Paulo Gonet, procurador-geral da República, passou a ser associado a cobranças por transparência e a acusações de possível blindagem. Já o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) mobilizou críticas contra Moraes, mas também sofreu impacto negativo após a divulgação de áudios com Vorcaro. No campo eleitoral, apoiadores de Flávio Bolsonaro exploraram mais o episódio nas redes. Segundo o DSC Lab, Flávio teve 24,2% mais publicações e 35,2% mais interações que os apoiadores de Lula. Dessa forma, a análise de Rudolfo Lago aponta que o principal saldo da crise não foi a vitória de um lado, mas o desgaste da própria imagem do Supremo.