Pandemia

Depoimentos na CPI mostram que Exército precisa explicar “conivência” com a cloroquina, diz cientista política

Após dois ex-ministros da Saúde negarem incentivo ao medicamento, professora da UFSCar questiona papel dos militares
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Tanto Luiz Henrique Mandetta quanto Nelson Teich afirmam em seus depoimentos na CPI da Pandemia que não apoiaram esforços do governo federal para produção e investimento na cloroquina. Na avaliação da cientista política e professora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Maria do Socorro Sousa Braga, o quadro faz com que o Exército precise explicar sua participação na fabricação do remédio sem eficácia contra covid-19.

“A questão da cloroquina ainda vai ser bastante instrumentalizada, especialmente quando se envolver mais e realmente for apurar a conivência do Exército com essa história da cloroquina. Então, não me aparece uma boa estratégia dos senadores pró-Bolsonaro tocar nessa tecla porque pode ser um grande problema para eles”, diz Braga ao MyNews.

De acordo com reportagem da Agência Pública, os laboratórios das Forças Armadas produziram 3,2 milhões de comprimidos de cloroquina em 2020, cerca de 25 vezes mais do que a produção anual rotineira do remédio que é eficaz contra malária.

O relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), apresentou requerimentos pedindo informações ao Exército sobre a produção de cloroquina pelo Laboratório Químico Farmacêutico do Exército.

“Esperamos que a CPI consiga formalizar essas responsabilidades penais e políticas do governo. É realmente fundamental para a sociedade brasileira conhecer essas irresponsabilidades, é muito importante porque a gente sabe que temos eleições em 2022 e não podemos continuar com um grupo político que não se responsabiliza pelo bem estar da população”, avalia Braga.

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