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Deputado afirma que manterá os enfrentamentos políticos após retornar ao mandato, denuncia diferença de tratamento em processos disciplinares e defende autonomia do PSOL em relação ao PT
O deputado federal Gláuber Braga (PSOL-RJ) afirmou que seguirá denunciando o chamado “orçamento secreto” e criticando parlamentares que, segundo ele, utilizam recursos públicos sem transparência. Em entrevista para a MyNews VIP FM, o parlamentar disse que seu retorno à Câmara não mudará sua atuação, apesar da suspensão de seis meses que sofreu por decisão da Casa.
Braga contou que, logo no primeiro discurso após voltar ao plenário, ouviu de um colega que deveria abandonar o voto de opinião e aderir à lógica das emendas parlamentares. Segundo ele, recusou a sugestão e afirmou que continuará cumprindo seu papel de fiscalização.
O deputado também declarou que apenas mudou a forma de apresentar as críticas. Disse que pretende utilizar um tom mais calmo e concentrar seus discursos nos fatos, sem abrir mão das denúncias que considera necessárias.
Durante a entrevista, Gláuber Braga comparou seu processo disciplinar ao caso dos deputados envolvidos na ocupação da Mesa Diretora da Câmara. Segundo ele, enquanto sua punição avançou rapidamente, os processos contra outros parlamentares permanecem parados, mesmo após o Conselho de Ética aprovar suspensões.
Na avaliação do deputado, a demora pode fazer com que os casos sejam arquivados ao fim da legislatura, sem aplicação das penalidades previstas.
O parlamentar afirmou que voltou a encaminhar informações ao Supremo Tribunal Federal sobre possíveis irregularidades envolvendo emendas parlamentares. Segundo ele, recebeu relatos de que o mecanismo conhecido como “orçamento secreto” continuaria operando mesmo após decisões judiciais para ampliar a transparência.
Braga defendeu que as emendas sejam decididas com participação popular. Ele afirmou que seu mandato realiza plenárias públicas para definir a destinação dos recursos e criticou a resistência do Congresso à proposta do governo de ampliar mecanismos participativos na execução das emendas individuais.
O deputado também comentou a decisão do PSOL de não formar uma federação com o PT. Para ele, a medida preserva a autonomia política da legenda, permitindo que o partido mantenha posições próprias no Congresso e lance candidaturas independentes nos estados.
Apesar disso, Braga reiterou que o PSOL continuará apoiando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa presidencial de 2026 por considerar que ele reúne as melhores condições para derrotar a direita no próximo pleito.