PF abre inquérito para investigar uso de emendas em filme sobre Bolsonaro Pôster da Dark Horse. Foto: Reprodução

PF abre inquérito para investigar uso de emendas em filme sobre Bolsonaro

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Investigação autorizada por Flávio Dino apura possível uso irregular de recursos públicos na produção do longa “Dark Horse”; CGU também realiza auditoria

A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar o possível uso irregular de emendas parlamentares na produção do filme Dark Horse, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O ministro do STF Flávio Dino autorizou a apuração na última sexta-feira (26).

Nesta quarta-feira (1º), o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, confirmou que a investigação já está em andamento. Ele deu a declaração durante uma entrevista coletiva em Belo Horizonte.

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CGU amplia a apuração

Além da investigação da PF, a Controladoria-Geral da União (CGU) iniciou uma auditoria sobre o caso. O órgão analisa se emendas parlamentares chegaram a entidades ligadas à empresária Karina da Gama, sócia da Go Up Entertainment, produtora do filme.

A auditoria pretende verificar se os recursos públicos cumpriram a finalidade prevista ou se houve desvio.

STF acompanha o caso

Em maio, o deputado federal Mário Frias (PL-SP) negou ao STF ter usado emendas parlamentares para financiar a cinebiografia de Bolsonaro. Segundo o parlamentar, os recursos tiveram finalidade social.

Enquanto isso, o Supremo apura o repasse de R$ 2 milhões em emendas ao Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina da Gama.

Além dessa investigação, a Go Up Entertainment virou alvo, no início de junho, de uma operação que apura o suposto desvio de verbas públicas em São Paulo. Segundo a CNN Brasil, deputados estaduais destinaram pelo menos R$ 700 mil em emendas a entidades ligadas à produtora.

Agora, a Polícia Federal deve reunir documentos, ouvir os envolvidos e analisar a destinação dos recursos. Com isso, a corporação pretende esclarecer se houve irregularidades no financiamento do filme.

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